segunda-feira, 16 de outubro de 2017

COMO FOI A CRIAÇÃO DO MUNDO? O QUE É O CRIACIONISMO BÍBLICO?

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COMO FOI A CRIAÇÃO DO MUNDO? O QUE É O CRIACIONISMO BÍBLICO?




Sem dúvida a criação do mundo é um dos temas mais complexos e discutidos ao longo da história da humanidade. Desde a antiguidade o homem tenta buscar respostas em relação à criação, e o resultado disto foi o surgimento de várias lendas e mitos até chegar as posições mais recentes defendidas pela ciência.

Para quem tem a Bíblia como a Palavra de Deus infalível e inerrante, essas respostas já estão bem esclarecidas, mas ainda assim, dentro da própria narrativa bíblica, várias interpretações são discutidas e muitas pessoas acabam ficando confusas.
Quem criou o mundo e o que existia antes de sua criação?
Antes de tudo, precisamos entender que foi Deus que criou o mundo, e Ele criou todas as coisas simplesmente porque Ele quis criar.  Diferentemente do que muitos dizem, Deus não criou o mundo e, consequentemente o homem, porque Ele precisava criar. Por ser Deus, Ele é autossuficiente e não precisa de nada disto. Assim, Ele criou todas as coisas simplesmente pela Sua perfeita vontade e unicamente para a Sua glória (Apocalipse 4:11).

Muita gente também se pergunta o que existia antes da criação do mundo. Antes do princípio, apenas Deus existia, de eternidade em eternidade, completamente satisfeito em si mesmo, e se, porventura, Ele não tivesse criado todas as coisas, Ele continuaria sendo Deus da mesma forma. Sabemos também que foi na eternidade, antes da criação do mundo, que Deus concebeu o plano de Salvação (Atos 4:28; Efésios 1:4; 2 Timóteo 1:9 1 Pedro 1:20).
Como foi a criação do mundo?
Nos dois primeiros versículos do livro de Gênesis encontramos uma informação muita importante para entendermos a criação do mundo. Neles, temos uma apresentação mais do que suficiente de quem é o nosso Deus, revelando que Ele é eterno, possuí um poder inimaginável e que criou o mundo quando não existia nada.


No princípio criou Deus o céu e a terra.
E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
(Gênesis 1:1,2)

Quando o texto diz “no princípio”, do hebraico ber’shith, ele nos mostra a primeira menção de tempo, e assim, expressa claramente a eternidade de Deus que existe desde sempre, e que foi Ele quem criou o tempo para submeter ao tempo as suas criaturas que são temporais.

Isto significa que a matéria não é eterna, Deus é quem é eterno. Em outras palavras, Deus não precisa do tempo, pois Ele é de eternidade a eternidade, mas todas as outras coisas são reguladas pelo tempo. A palavra traduzida por “criou” é o hebraico bara, um termo que podemos dizer que só Deus é capaz de usá-lo, pelo fato de descrever um milagre completo, pois sempre é aplicado na Bíblia com o significado de “criar do nada”.

Assim, nas Escrituras somente Deus é o sujeito do verbo bara. Os homens fazem (do hebraico asah), mas na Bíblia apenas Deus cria (bara). Tudo isto significa que com relação a criação do mundo, Deus do nada criou algo absolutamente novo, e isto é impossível para o homem, já que qualquer coisa que coisa que “criamos” ou “façamos” é em função de outra já existente.

Então Deus criou os céus e a terra, e a terra ainda estava sem forma e vazia, e não havia luz, contudo, o Espírito de Deus se movia continuamente sobre a face das águas. Os textos bíblicos que fazem referência a criação do mundo também afirmam de forma inegável a verdade sobre a Santíssima Trindade, onde o único Deus que subsiste em três Pessoas distintas igualmente eternas e divinas, Pai, Filho e Espírito, agiu ativamente na obra da criação (Gênesis 1:2,26; João 1:1-3; Colossenses 1:16,17). Saiba o que é a Trindade.

Alguns estudiosos também localizam no primeiro dia da criação a ocasião em que os anjos foram criados, ocorrendo em momento depois da criação dos céus e antes da criação da terra, para se adequar ao que diz em Jó 38:4-7.
Já outros, acreditam que Deus criou os anjos em algum momento até o final do segundo dia. Sobre este tema, a Bíblia não nos esclarece nada. Não existem referências explicitas sobre a origem dos anjos ou algum processo relacionado a isto. Sabemos apenas que eles também são criaturas de Deus.
Já no versículo 3 de Gênesis 1 podemos identificar a primeira ordem de Deus que nos é descrita: “Haja luz”. Existe uma ênfase bastante grande na palavra falada de Deus, sendo que em cada dia criativo podemos identificar uma ordem ou expressão da vontade de Deus por Sua palavra.
Esta luz não se tratava do sol ou quaisquer outros luminares que ainda seriam criados. Muitos intérpretes entendem que esta luz aqui descrita emana do próprio Deus, enquanto outros afirmam ser outro tipo de luz que pode ser identificado no espaço, como as colunas de luzes, e que não é produzida por nenhuma estrela. Este foi então o primeiro dia da criação do mundo.
No segundo dia da criação do mundo, aconteceu a separação das águas, e assim Deus fez o firmamento e o chamou de céu. A palavra original no hebraico, raquia, traz a ideia de algo que foi pressionado, estendido, para cobrir uma superfície extensa.

No terceiro dia da criação do mundo vemos uma ênfase maior na própria terra como sendo preparada para servir de habitat. Deus, por Sua palavra, ajuntou as águas para que a terra seca pudesse aparecer, e ordenou que a vegetação cobrisse a terra, e a terra fez brotar a vegetação com plantas e árvores.

No quarto dia da criação do mundo vemos Deus, por Sua palavra, criando os luminares, o maior para o dia e o menor para a noite, bem como as estrelas também. Aqui temos um grande contraste com várias lendas pagãs sobre a criação. O sol, a lua e as estrelas não são divindades como os povos acreditavam, mas são apenas obras das mãos de Deus.

No quinto dia da criação do mundo podemos perceber então que já havia um cenário pronto, apenas esperando as criaturas que iriam habitá-lo. Então Deus ordenou o surgimento, em espécies, dos seres vivos que habitam as águas e das aves que voam no céu. Deus também deu outra ordem para que as espécies se multiplicassem e povoassem as águas e o céu.

No sexto dia da criação do mundo aconteceu algo semelhante ao que ocorreu no quinto dia. Deus ordenou que a terra produzisse seres vivos separados em espécies, e assim foi. Também foi no sexto dia da criação do mundo que Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança para que dominasse sobre toda a criação na terra (Gênesis 1:26,27). Entenda o que significa o homem ser criado à imagem e semelhança de Deus.

A criação do mundo e o capítulo 2 de Gênesis

Alguns estudiosos insistem em afirmar que o capítulo 2 do livro de Gênesis retrata uma ordem diferente da criação, ou alguma alteração na criação da raça humana, principalmente em relação à mulher. Influenciado por antigos folclores, alguns afirmam que a mulher do capítulo 1 não é a mesma do capítulo 2.
Esse tipo de afirmação não encontra nenhum apoio bíblico, e defender uma interpretação assim acaba em defender uma teoria que contradiz a própria Bíblia. Portanto, podemos concluir seguramente que o capítulo 2 de Gênesis trata-se apenas de um aprofundamento na história da criação do mundo, dando ênfase especial à criação da raça humana já descrita, de forma introdutória, no capítulo 1. Entenda também se os dias da criação foram literais.

A criação do mundo foi concluída

Este é um ponto muito importante que precisamos considerar sobre a criação do mundo. O livro de Gênesis nos mostra a criação como um processo finalizado e completo. Isto significa que a criação não está mais acontecendo, pois ela já foi concluída por Deus.

O que temos agora, com relação as modificações que existem na criação, são processos normais e naturais, constantes da natureza, e que ocorrem de forma providencial, mas que não implica ao processo de criação em si. Dentro destas características temos, por exemplo, as alterações geológicas e as microevoluções dentro das espécies, e que em nada contradizem os relatos bíblicos.
Podemos dizer que o mundo é o mesmo desde que foi criado no sentido de que nada mais esta se criando, mas não no sentido de fixismo, ou seja, espécies se adaptam para sobreviverem em seus ecossistemas e as atividades sísmicas alteram aspectos geológicos. O importante é compreender que essa verdade é muito diferente de uma teoria de macro evolução.
Além disto, também é fundamental saber que tudo isto está sob o controle de Deus, ou seja, nada do que acontece no mundo é obra do acaso, pois Ele não é apenas o criador de todas as coisas, mas também o sustentador de todas as coisas (Hebreus 1:3; cf. Isaías 42:5; João 5:17). Saiba se a Bíblia diz quantos anos tem a Terra.


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A criação do mundo e as teorias antigas do Oriente

Existem vários mitos que foram desenvolvidos em diversas civilizações do Antigo Oriente que, embora não tratam explicitamente sobre toda a criação do mundo, trazem dentro de seus contos os pontos de vista desses povos sobre uma “organização” do universo. Os mitos mais conhecidos são os de origem babilônica, egípcia e grega.

O que todos eles possuem em comum é a visão politeísta sobre a criação do mundo, e as disputas entre deidades sobre uma supremacia divina. Algumas coisas parecem ser derivadas de uma fonte comum, que em alguns detalhes até se assemelham com o relato da criação do mundo que temos na Bíblia.

Um exemplo disto é que alguns desses contos mencionam uma “deusa da costela”, e também um “deus doente por comer um fruto”, o que parece se assemelhar com o relato bíblico de que a mulher foi criada da costela do homem, e que ambos desobedeceram a Deus quando comeram do fruto da árvore do conhecimento. Saiba o que foi a Queda do homem.

Todavia, a história bíblica da criação do mundo se difere de todos esses mitos por sua simplicidade, clareza, e, principalmente, sobre sua ideia monoteísta, além, é claro, de ser a única que possui total confiabilidade e autoridade para instruir nossas vidas e responder aos nossos questionamentos acerca da origem do universo, pois de forma bem direta as Escrituras declaram que a criação do mundo, e de tudo que nele há, é obra das mãos do único e verdadeiro Deus.

Fonte: https://estiloadoracao.com/a-criacao-do-mundo/

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

“A SANTÍSSIMA TRINDADE:



ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

Departamento de Educação Cristã
Escola Bíblica Dominical



“A SANTÍSSIMA TRINDADE:
Um Só Deus em Três Pessoas”


Leitura Bíblica em Classe

I Coríntios 12. 4 -6; II Coríntios 13. 13


Introdução: - A Doutrina da Trindade é a verdade mais crucial [categórica] do pensamento cristão, mas como conciliar o monoteísmo revelado no AT com a divindade de cada pessoa da Trindade? Esse é o enfoque da presente lição.

Muito embora a palavra “Trindade” não se encontre na Bíblia, a ideia por ela expressa é uma das verdades fundamentais das Escrituras.    Na Bíblia, as prerrogativas  divinas são atribuídas a três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Todos os demais conceitos teológicos são afetados direta ou indiretamente pela noção que tivermos dessa doutrina.

Quando os cristãos falam da “Trindade” eles querem dizer que existe uma Tri Unidade santa e eterna de Pessoas na Divindade. À luz da revelação do Novo Testamento, estes são conhecidos como Pai, Filho e Espírito Santo; três Pessoas divinas distintas e distinguíveis, mas inseparáveis, em essência, em conhecimento, em vontade, em amor, em graça e em poder, coiguais e coeternas. A Divindade é Uma, mas as Pessoas são Três; três em um, um em três. O conceito é grande demais para a inteligência humana, mas se não fosse assim, Deus deixaria de ser Deus. O cristão é grato pelo fato de ter um Deus cuja grandeza e glória transcendem as débeis mentes dos mortais.


I.  DEFINIÇÃO DA DOUTRINA:

“Trindade” – [Do grego trias; do latim trinitatem, grupo de três pessoas]. Doutrina segundo a qual a Divindade, embora uma em sua essência, subsiste nas Pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo. As Três Pessoas são iguais nas substâncias e nos atributos absolutos, metafísicos [transcendentais] e morais [éticas].

Apesar de o termo não se encontrar nas Sagradas Escrituras, as evidências que atestam a doutrina são, tanto no Antigo como no Novo Testamento, incontestáveis.

A palavra Trindade foi usada pela primeira vez, em sua forma grega, por Teófilo; e, em sua forma latina, por Tertuliano.

O Credo Atanasiano assim se expressa acerca da doutrina da Santíssima Trindade: “Adoramos um Deus em trindade, e a trindade em unidade, sem confundir as pessoas, sem separar a substância”. (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. 8. Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p. 279).

II. EVIDÊNCIA DA TRINDADE NO ANTIGO TESTAMENTO
Ainda que o Antigo Testamento não apresente provas tão claras para a doutrina da Trindade quanto às do Novo Testamento, nele podem ser encontradas grande número de evidências que atestam a existência de uma pluralidade na Divindade.
Em Gênesis 1, o nome hebraico para Deus é Elohim. Esse nome ocorre ao todo cerca de 2.500 vezes no Antigo Testamento, sendo ele a forma plural de El, que é o nome comum para Deus entre os semitas. Para alguns, o fato de Elohim ser um nome plural não prova a Trindade, mas apenas indica “a riqueza e a plenitude do Ser Divino”.1, Porém A. H. Strong nos adverte que “o fato de Elohim ser algumas vezes usado num sentido restrito, como aplicável ao Filho (Sl 45. 6; cf. Hb 1.8), não nos deve impedir de crer que o termo era originalmente considerado como contendo uma alusão a certa pluralidade na natureza divina”.2 E Jo 1.1-3 lança luz sobre o fato de que o Pai e o Filho estavam unidos na obra da Criação do mundo, e em Gn 1.2 temos o Espírito Santo também envolvido nessa obra.

No Antigo Testamento, encontramos ainda referências nas quais Deus fala de Si mesmo no plural, como por exemplo: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn1.26). Trata-se antes do plural de plenitude, que … haveria de ser revelado como tri-unidade, nos posteriores ‘nós’ e ‘nossa’ de Jo 14.23 (com 14.17) ”.3 Encontramos, portanto, na peculiar fraseologia de Gn 1.26 “uma alusão a um sublime concílio entre as pessoas da Divindade”.4 (Ver também Gn 3.22; 11:7; Is 6.8.).

Já em Is 48.16 aparece uma distinta referência à Trindade: “Agora o Senhor Deus (o Pai) Me enviou a Mim (o Filho) e o Seu Espírito (o Espírito Santo). ” Há também quem considere as palavras do rei Nabucodonosor, encontradas em Dn 2.47, como uma referência à Trindade: “Certamente, o vosso Deus é Deus dos deuses (o Pai), e o Senhor dos reis (o Filho), e o Revelador dos mistérios (o Espírito Santo) ”.Portanto, reconhecemos que “o Velho Testamento contém uma clara antecipação da plena revelação da Trindade no Novo Testamento”.8


III.  A TRINDADE NO NOVO TESTAMENTO
Uma vez que a revelação da verdade é progressiva, encontramos no Novo Testamento provas concretas da doutrina da Trindade, que lançam luz sobre as evidências encontradas no Antigo Testamento. O cumprimento das profecias messiânicas e a promessa do Espírito Santo são sumamente esclarecedoras para a compreensão deste tema.
Na promessa feita pelo anjo a respeito do nascimento de Jesus, encontramos uma referência distinta aos membros da Trindade (Lc 1.35), que viria a tornar-se ainda mais notória por ocasião do Seu batismo. Nessa ocasião, o Filho de Deus foi batizado, o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea como uma pomba, e o Pai falou: “Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo” (Mt 3.16 e 17; Mc 1.10 e 11; Lc 3.21 e 22; Jo 1.32 e 33).
Os ensinos de Cristo são igualmente de natureza a enfatizar essa distinção. Na promessa do Espírito Santo, Ele fala a respeito de “outro Consolador” (Jo 14.16 e 26), e todos os que viessem a crer deveriam também ser batizados “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28.19).
Igualmente na bênção apostólica aparece novamente referida a Trindade: “A graça do Senhor Jesus Cristo e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todas vós” (2 Co 13.13). O apóstolo São Pedro inicia a sua primeira epístola com uma clara referência à Trindade (1 Pe 1.2), e em Judas 20 e 21 ela também é mencionada.
Portanto o Novo Testamento reconhece o Pai como Deus (Jo 6.27, Ef 6.23; 1 Pe 1.2; etc.), a Jesus Cristo como Deus (Jo 1.1 e 18; 20.28; Rm 9.5; Cl 2.2 e 9; Tt 2.13; Hb 1.8; 1 Jo 5.20; etc.), e ao Espírito Santo como Deus (At 5.3 e 4; 1 Co 2.10 e 11; 1 Co 3.16; etc.).

IV.  A DISTINÇÃO ENTRE OS MEMBROS DA TRINDADE
Por que então deveriam ser mencionados separadamente os membros da Trindade tanto na fórmula do batismo (Mt 28.19), como na bênção apostólica (2 Co 13.13) e em outros textos? A Bíblia não apenas reclama natureza espiritual para os membros da Trindade, como também personalidades distintas entre o Pai, o Filho, e o Espírito Santo. Isto é claro não apenas nas características pessoais atribuídas aos três, como também no fato de o Pai ter enviado o Filho (Jo 14. 24; 20. 21) e o Pai e o Filho enviarem o Espírito Santo (Jo 14.16 e 26; 16.7).

·     Cada um na Trindade tem sua função: (I Pe 1. 12):

1)       O Pai é quem escolhe;
2)       O Filho com cujo sangue asperge; e
3)       O Espírito Santo é que santifica.


·     Na nossa salvação sua fonte é: (Ef 1. 1-18):


1) Na Predestinação do Pai, Ele que nos escolheu antes da fundação do mundo para sermos seus filhos, sem mancha nem defeito (Ef 1. 4-6);

2)  Na Redenção do Filho, por meio do qual nos é dado o conhecimento do plano eterno de Deus para o universo, e uma herança eterna (Ef 1. 7-12);

3)  No Selo do Espírito, que é o penhor, o primeiro sinal, da redenção completa que será nossa no futuro (Ef 1. 13,14).


·  Pai, Filho e Espírito Santo; três Pessoas divinas distintas e distinguíveis, mas inseparáveis, em essência, em conhecimento, em vontade, em amor, em graça e em poder, coiguais e coeternas. A Divindade é Uma, mas as Pessoas são Três; três em um, um em três.


·   O Deus trino e Uno revelado (Ef 4. 4 -6). “O conceito do Deus Trino e Uno acha-se somente na tradição judaico-cristã. Esse conceito não surgiu mediante a especulação dos sábios deste mundo, mas através da revelação outorgada passo a passo na Palavra de Deus. Em todos os escritos dos apóstolos, a Trindade é implícita e tomada como certa (Ef 1. 1-14; I Pe 1.2). Fica claro que o Pai, o Filho e o Espírito Santo, existem eternamente como três Pessoas distintas, mas as Escrituras também revelam a unidade dos três membros da Deidade.

As Pessoas da Trindade têm vontades separadas, porém nunca conflitantes (Lc 22. 42; I Co 12. 11). O Pai fala ao Filho, empregando o pronome da segunda pessoa do singular: “Tu és meu Filho amado; em ti me tenho comprazido” (Hb 9. 14). Declara que veio “não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”. (Jo 6. 38) ” (HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1. Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, pp. 162-3)

Conclusão: - Portanto, a doutrina da Trindade não está baseada em especulações e conjeturas humanas, mas na própria Revelação Divina – a Sua Palavra. Porém, uma vez que tenhamos compreendido a distinção que a Bíblia estabelece entre as pessoas da Trindade, deveremos também analisar o relacionamento existente entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Referências Biográficas:
ü   A Revista Bíblica da CPAD. 3º Trimestre/2017                           



Elaborada pela Professora, Maria Valda.
Pastora da ADMEP




quinta-feira, 12 de outubro de 2017

A LETRA QUE MATA E OS ASSASSINOS DA LETRA




O qual nos fez também capazes de serem ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica. (II Coríntios 3: 6)

 Leitura da Bíblia. (Foto: Getty)


A Letra Mata, mas o Espírito vivifica (2º Coríntios 3:6)


A realidade é que existe a letra que mata e os assassinos da letra.
   
Vamos começar por aqueles que matam a letra, ou seja, pessoas que interpretam erroneamente as Escrituras, afirmando que o estudo teológico é terrivelmente prejudicial à fé, ao ponto de matá-la; marginalizam a Teologia, criticam os eruditos e seguem indiferentes ao aprofundamento do conhecimento formal.

O academicismo prepotente ou a formalidade atrelada à religiosidade são algumas silhuetas aparentemente ortodoxas que negam o Espírito e que podem matar a fé, porém, o texto de 2 Co 3:6 falas de algo bem diferente.

Por que alguns são assassinos da letra?

Há várias justificativas para o assassinato da letra, dentre as quais destacamos as principais:

O estudo teológico é censurado pelos preguiçosos, por aqueles que tentam justificar sua acomodação educacional e sua ignorância (burrice) atacando a Teologia e os estudiosos das Escrituras Sagradas.

O estudo teológico é censurado pelos ignorantes espirituais, que desprezam o saber por associá-lo a uma classe social superior incompatível com a fé cristã;

O estudo teológico é censurado pelos espiritualizastes, por aqueles que vivem com os pés e a cabeça nas nuvens e que apresentam sempre uma resposta espiritual, dizendo que Deus revela, fala, dá a palavra, para tudo ao seu redor;

O estudo teológico é censurado porque ele incomoda, torna-se inconveniente para os manipuladores da Bíblia. Quanto menos conhecimento as pessoas possuírem, mais facilmente serão controladas. É um comportamento assumido pelos ditadores eclesiásticos e pelas seitas, nas quais o líder se encarrega de pensar pelos adeptos e implanta um método sutil de controle total. (Só aqui Deus dá a palavra) Quanta mentira.

 Antes de qualquer outro argumento sobre a importância do estudo teológico é preciso lembrar que as doutrinas cristãs sobreviveram ao tempo e chegaram até nós, porque teólogos comprometidos com a fé, estudaram e preservaram a verdade.

Uma das buscas mais profundas do homem é a da verdade. Mas essa busca não pode trilhar por um caminho relativo porque, no mundo inteiro, avoluma-se a multiforme apresentação do engano revestido de trapos da verdade. Bilhões vivem sob o engano e a maioria jaz inconsciente do estado espiritual em que se encontra.

Às vezes, a diferença entre o verdadeiro e o similar é muito sutil, quase imperceptível.

A verdade é uma só, nada mais, nada menos; ao contrário da verdade, a mentira apresenta-se sedutora sob multiformes: do engano aberto ao engodo oculto, da mentira acadêmica às crendices populares. De todos os níveis do engano, o que consegue adentrar pelos portais da igreja, mesclado com resquícios da verdade, é o que pode trazer maiores prejuízos à fé cristã.

Há dezenas de seitas pseudocrístão espalhadas por todo o planeta, disseminando inverdades teológicas para todos os gostos. Há também um aglomerado de doutrinas “novas”, perigosas e insustentáveis pela Teologia Clássica; primeiro porque não foram anunciadas pelos os pais da igreja; segundo porque, não apresentam historicidade eclesiástica e, por fim, porque são doutrinas que não têm fundamentação bíblica.

Diante de tudo isso, perguntamos: O que seria da igreja sem a presença de homens comprometidos com o estudo teológico e a preservação da verdade? Qual seria o futuro de uma igreja cheia de assassinos da letra?

A Bíblia é a verdade absoluta, mas é a Teologia que nos auxilia na retenção do conhecimento dessa verdade. A Teologia é a expressão da verdade única e absoluta, revelada na Bíblia Sagrada e o estudante de Teologia, além de conhecer com maior intimidade a revelação divina, tem a oportunidade de tornar-se um guardião da verdade, um apologista da fé. Se o estudo teológico é um instrumento indispensável para a preservação da doutrina dos apóstolos e saúde espiritual da igreja e se o texto bíblico de 2 Co 3;6 não fundamenta, em qualquer instância, a rejeição aos estudos teológicos, o que significa “ a letra mata”? Se não é a Teologia, o que é que mata?

A Letra Mata

O que mata não é o estudo e o conhecimento do significado espiritual das Escrituras, mas exatamente o contrário. A falta de entendimento espiritual das Escrituras Sagradas é que faz com que o homem não creia em Jesus para ter a vida eterna (João 5:39-40). Jesus disse que a vivificação espiritual é feita através de suas palavras, que “São Espírito e Vida” (Jo 6:63).  De acordo com 2 Co 3:6, o que mata então? A observância da Lei de Moisés, em seus ritos e cerimônias, como um fim em si mesma. A letra é uma referência à Lei que foi entregue ao povo hebreu por Moisés, e que não tinha poder de conceder vida; escrita com tinta em tábuas de pedra (Gl 3:12), especificando juízos sobre os não cumpridores da Lei: "Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém" (Dt 27:26).  O pecador conhece a Lei, a letra, mas não tem poder para guardá-la; sua carne é fraca e logo transgredi essa Lei. O resultado dessa transgressão é morte e condenação. A lei mostra a condição depravada do pecador, mas não lhe dá poder para ser transformado em um homem de natureza santa.   A Bíblia quando declara que "a letra mata", está dizendo que a lei tem a missão de condenar apenas, não pode dar vida. A escrita da lei revela o quanto somos maus e pecadores. A lei apenas mostra ao homem a sua incapacidade de agradar a Deus, dessa forma a „letra‟, o mesmo que „Lei‟, mata. Mesmo que se busque cumprir rigorosamente a lei, ela não tem o poder de dar vida. Quem tropeçar em um só mandamento, torna-se culpado de todos! (Tg 2:10). No contexto de 2 Co 3:6 e noutras passagens do Novo Testamento, Paulo, o apóstolo, mostra a superioridade da Nova Aliança diante da antiga, vivida pelos os judeus.

Mas agora temos sido libertados da lei, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra. (Rm 7:6)

Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte. (Rm 8:2)

Esta é a aliança que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos; acrescenta: (Hb 10:16)

O reino da Antiga Aliança foi limitado em termos de pessoas e de território, à nação de Israel. Quando Deus revelou a Lei no monte Sinai, ele disse: “Assim falarás à casa de Jacó e anunciarás aos filhos de Israel.... Vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel” (Ex 19:3,6). Mas o reino da Nova Aliança não é limitado por um território geográfico e também não se limita a uma raça ou etnia. Trata-se de um reino espiritual e universal (1 Pe 2:5). Jesus tem “toda a autoridade. . . no céu e na terra” e mandou os apóstolos fazerem discípulos de todas as nações (Mt 28:18-20).  Paulo demonstra que os cristãos eram a carta de Cristo (2 Co 3:3), ministrada pelos apóstolos e escrita com o Espírito do Deus vivo. Ele destaca que os cristãos, na condição de cartas, não foram redigidos com tinta, antes, com o Espírito Santo. Não em tábuas de pedras, mas em seus corações (2 Co 3:3). 

Conclusão

O que mata não é o estudo e o conhecimento da Palavra de Deus gravada no coração daqueles que creem. O que mata é a ignorância espiritual e intelectual (Jumentice) de permanecer na caducidade da Antiga Aliança, negando a Lei do Espírito que entra no coração do pecador e o vivifica, regenera e dá a vida. A Lei do Espírito que confere o elemento que a letra da lei não podia prover - o desejo e o poder de cumprir o mandamento de Deus.


   Autor do original:  BenneDen


  Compilado e revisado por Oseias de Lima Vieira