sexta-feira, 27 de abril de 2018

O QUE É A MARCA DA BESTA NA BÍBLIA?



O QUE É A MARCA DA BESTA NA BÍBLIA?




A marca da Besta é um sinal mencionado no livro do Apocalipse que identifica os adoradores da Besta. O significado dessa marca tem gerado muita curiosidade nas pessoas, especialmente com relação ao número 666.

A marca da Besta na Bíblia


No capítulo 13 do livro do Apocalipse, lemos sobre duas Bestas convocadas por Satanás. A primeira delas surge do mar e se parece com um monstro. A segunda surge da terra e se parece com um cordeiro. A segunda Besta trabalha para que a primeira Besta seja adorada pelos habitantes da terra.

Num determinado momento do texto, essa segunda Besta ordena que uma marca seja colocada na mão direita ou na testa dos homens. Todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, são marcados com o sinal da Besta.
O autor do Apocalipse ainda informa que aqueles que não possuem a marca da besta são impedidos de comprar e vender. Essa marca consiste no nome da Besta, e o número de seu nome é 666.  (Apocalipse 13:16-18).
O livro do Apocalipse também adverte que quem adorar a Besta e sua imagem, e carregar sua marca na testa ou na mão, tomará do vinho da ira de Deus. Isso significa que tal pessoa será condenada ao tormento eterno. (Apocalipse 14:9-11).
Por outro lado, o livro também revela que aqueles que morreram pelo testemunho de Cristo e pela Palavra de Deus foram os que não adoraram a Besta e não receberam sua marca.

Quais as interpretações sobre a marca da besta?

Ao longo do tempo surgiram várias interpretações diferentes sobre o que é a marca da Besta. Isto acontece porque existem diferentes linhas escatológicas. Já foi sugerido, por exemplo, que essa marca seria o código de barras, um tipo de tatuagem ou um microchip. Também há quem afirme que receber a marca da Besta é observar o domingo ao invés do sábado.

Basicamente as diferentes interpretações podem ser classificadas em dois grupos: (a) aqueles que interpretam a marca da Besta no sentido literal; (b) aqueles que interpretam a marca da Besta no sentido simbólico.
O primeiro grupo interpreta a marca da Besta como um sinal visível e literal que será implantado nas pessoas num determinado momento da história. Normalmente os defensores dessa linha de interpretação adotam um estilo de leitura futurista do Apocalipse.

Eles acreditam que a marca da Besta será implantada pelo governo do Anticristo durante o período da grande tribulação. Esse período se iniciará após um arrebatamento secreto da Igreja. Então a marca da Besta servirá para identificar e controlar os adoradores do Anticristo. Por isto todos os homens deverão ser marcados. Quem não tiver a marca da Besta e não adorar ao Anticristo como deus, não poderá comprar e vender, será caçado e acabará morto. Essa é a interpretação predominante entre os cristãos da atualidade.

Bons estudiosos dessa linha de interpretação não ousam especular o que será esse sinal externo e literal. Porém, outros se esforçam para produzir uma série de suposições infundadas. É justamente nesse grupo que estão aqueles que defendem que a marca da Besta será um chip implantado nas pessoas num futuro próximo. Entenda se a Bíblia fala sobre o chip 666.

O segundo grupo interpreta a marca da Besta como um sinal simbólico. Esse sinal não está restrito apenas a uma determinada geração futura, mas está presente em cada lugar da História. Isto significa que os adoradores de Satanás sempre existiram, e eles carregam a marca da Besta. Essa é a interpretação mais tradicional dentro do Cristianismo histórico.

Como entender a marca da Besta?

Para entender o que é a marca da besta, em primeiro lugar é preciso observar que o livro do Apocalipse foi escrito numa linguagem predominantemente simbólica. Esse tipo de linguagem é comum em textos proféticos. Por isto o Apocalipse possui tantas semelhanças com partes de alguns livros do Antigo Testamento, como os livros de Daniel, Ezequiel, Malaquias e Zacarias. Saiba como interpretar o Apocalipse.

Considerando o capítulo 13 onde a marca da Besta é mencionada, o uso da linguagem simbólica é evidente. Um exemplo disto é que o texto fala de monstros com chifres e várias cabeças. Obviamente essa descrição é simbólica. Então por que exatamente o trecho que fala da marca da Besta precisaria ser literal?
Em segundo lugar, também é necessário considerar o contexto histórico em que o livro foi escrito. O livro do Apocalipse é uma carta de Cristo à sua Igreja, independentemente da época. Porém, não se pode ignorar que os destinatários primários deste livro foram os cristãos do primeiro século que viviam na Ásia Menor. O livro do Apocalipse foi endereçado às sete igrejas da Ásia Menor. Considerando estes dois aspectos, podemos refletir sobre o que é a marca da Besta.

O costume de marcar pessoas com um sinal

Nos tempos bíblicos, era muito comum a marcação de escravos pelos seus senhores. O objetivo dessa marcação era servir como um sinal de propriedade. O escravo marcado carregava consigo a marca de seu dono.
Também é verdade que não somente os escravos recebiam uma marca, outras classes também eram marcadas. Há indícios de que os soldados romanos recebiam algum tipo de marca que os identificava como oficiais do império.
Além dos escravos e soldados, os devotos das religiões pagãs da época normalmente também eram marcados. Nos dias em que o Apocalipse foi escrito, as pessoas mostravam sua devoção a um determinado deus recebendo uma marca que as identificasse como adoradoras dele. Isso era muito comum entre os habitantes da Ásia Menor. Essa marca, na maioria das vezes uma tatuagem, era exibida com orgulho por esses devotos. Portanto, “receber uma marca” naquela época indicava que um determinado indivíduo cultuava, servia ou pertencia a alguém.
O uso de marcas simbólicas na Bíblia


O livro do Apocalipse não é o primeiro a falar de pessoas sendo marcadas. O livro de Deuteronômio fala de um povo que recebe uma marca na fronte e na mão. No caso de Deuteronômio, a marca é a Palavra de Deus que deve estar atada como sinal na mão e na fronte de seu povo (Deuteronômio 6:4-8).

É claro que essa ordenança em Deuteronômio também não deve ser interpretada de forma literal. O texto não está dizendo que o povo de Deus deve andar com a Lei do Senhor literalmente atada na mão e pendurada na testa entre os olhos. Na verdade, o texto está dizendo que todos os nossos pensamentos, vontades e ações, devem ser guiados pelos mandamentos de Deus.
O livro do profeta Ezequiel também fala sobre uma marca na testa (Ezequiel 9:4). Nesse texto o Senhor ordenou que todos os homens que reprovavam as abominações que aconteciam em Jerusalém fossem marcados com um sinal na testa. Mais uma vez esse sinal não é literal, mas simbólico.
Esse mesmo princípio continua no Novo Testamento, onde lemos que a Igreja do Senhor é marcada por Ele. Falaremos mais sobre a marcação do povo de Deus a seguir.

A marca da Besta é uma paródia da marca de Deus

Vimos que deste o Antigo Testamento o verdadeiro povo de Deus é marcado por Ele. Mas é no Novo Testamento que encontramos mais detalhes sobre esse sinal que identifica a comunidade dos santos. Na verdade, os fiéis recebem muito mais do que uma marca, eles recebem um selo. O apóstolo Paulo explica que Deus selou o seu povo (2 Coríntios 1:22). Os redimidos são selados com o Espírito Santo da promessa (Efésios 1:13).
O livro do Apocalipse também fala dos servos de Deus sendo selados. Eles possuem em suas testas o nome do Pai escrito. Eles são preservados por Deus, e nenhum deles se perderá (Apocalipse 7:3; 14:1).
O Apocalipse é um livro de contrastes, e nesse ponto o contraste é evidente. De um lado é apresentado o povo de Deus que é selado por Ele. Do outro lado os adoradores da Besta que são marcados por ela.
Na verdade, esses contrastes servem para mostrar como Satanás tenta ser uma imitação barata do nosso Senhor. Enquanto Cristo é o Cordeiro, Satanás possui seu falso profeta com aparência de Cordeiro. Enquanto Cristo é o Vencedor que ressuscitou, Satanás possui sua Besta que protagoniza um simulacro de ressurreição e tenta parecer invencível (Apocalipse 13). Enquanto Cristo tem sua Noiva, Satanás tem sua prostituta (Apocalipse 19).

Isso nos mostra que a marca da Besta é um tipo de imitação fraudulenta de Satanás. A marca da Besta tenta imitar o selo do nome de Deus que os santos possuem. O selo dado aos santos indica que alguém pertence ao Senhor Cristo e guarda sua Palavra. Esse selo significa que as ações e os pensamentos dos santos estão de acordo com a vontade de Deus, pois eles possuem a mente de Cristo (1 Coríntios 2:16).

Todos possuem uma marca

Só há dois grupos de pessoas: os que são selados por Deus, e os que são marcados pela Besta. Quem não possui o selo de Deus possui a marca da Besta. Isso significa que o ímpio que persiste em iniquidades, e se satisfaz em sua vida de pecado, pertence à Besta e adora à Satanás.

A marca da Besta está presente nos homens em todas as épocas. Todos aqueles que não tiveram seus nomes escritos no livro da vida do Cordeiro, desde a fundação do mundo, são portadores dessa marca (cf. Apocalipse 13:8; 17:8). Possuir o selo de Deus é ter a vida eterna, enquanto possuir a marca da besta é perecer eternamente (Apocalipse 14:11; 20:4).
A marca da Besta e os cristãos do século 1 d.C.

Falamos que o livro do Apocalipse foi escrito primariamente aos cristãos do primeiro século. Conhecer um pouco do contexto histórico da época é importante para entender o significado da marca da Besta.

A vida desses cristãos que viviam na Ásia Menor não era nada fácil. O Império Romano dominava toda aquela região. O imperador era Domiciano, um homem ímpio que lembrava muito Nero, um de seus antecessores. Durante o governo de Nero, os cristãos foram muito perseguidos. Foi nesse período que os apóstolos Pedro e Paulo foram mortos. Domiciano fez o mesmo! Ele perseguiu a Igreja e exilou o único apóstolo vivo na época na Ilha de Patmos.
Os cristãos estavam sendo perseguidos violentamente por causa de sua fé. Eles tinham seus bens confiscados, eram caçados, torturados e brutalmente condenados à morte. O culto ao imperador havia sido estabelecido, e qualquer um que se negasse a adorá-lo sofria sérias punições.
Por não aderir ao paganismo romano e prestar culto ao imperador em praça pública, muitos cristãos eram impedidos de se estabelecer economicamente. Eles perdiam seus empregos, tinham seus bens confiscados e passavam por sérias necessidades (cf. Apocalipse 2:9). Basicamente muitos deles não podiam comprar e vender!
O Cristianismo parecia que seria massacrado pelo poderoso Império Romano. Mas os cristãos estavam clamando a Deus por uma resposta. E essa resposta foi dada ao apóstolo João na ilha de Patmos. Seria muito estranho se essa resposta se trata especialmente de coisas que aconteceriam exclusivamente numa época futura. Por isto uma interpretação correta sobre o que é a marca da Besta precisa considerar uma aplicação prática da mensagem do Apocalipse àqueles cristãos.

O significado da marca da Besta

O significado da marca da Besta é muito mais profundo do que um simples sinal externo. A marca da besta atravessa os anos e pode ser vista nitidamente em qualquer lugar da História. Dia após dia a Besta recruta seus súditos a uma oposição a Deus e rejeição a Cristo. A mensagem do Apocalipse é tão atual para nós hoje como foi para os cristãos do primeiro século.
A marca da Besta é colocada na mão direita e na fronte. A mão direita é uma referência às obras e as ações de uma pessoa, em todos os âmbitos de sua vida. Já a fronte simboliza a mente, isto é, a vida em termos de pensamento e filosofia.
Portando, receber a marca da Besta na mão direita e na fronte significa pertencer ao grupo contrário a Cristo. Significa ser inimigo de Deus e perseguidor de seu povo. Uma pessoa que possui a marca da Besta tem suas ações e pensamentos dedicados a Satanás. Tudo o que ela pensa, diz, escreve ou faz, reflete o espírito anticristão que a governa. De uma forma ou de outra, suas ações ou filosofias perseguem a Igreja de Cristo.
Essa verdade se aplica as mais diversas situações. Desde aquele perseguidor que tortura e mata um cristão em alguma parte do mundo, até aquela pessoa comum que vive em uma grande cidade e apoia uma lei contrária aos mandamentos de Deus. Ambos possuem a marca da besta, e adoram a sua imagem!
Um sinal externo como um carimbo, código ou chip, colocado na mão e na testa, é fácil de tirar. Mas arrancar a ideologia de Satanás dos pensamentos e das ações de alguém, homem nenhum é capaz de fazer.

A marca da Besta e o convite à perseverança

Vimos que o livro do Apocalipse foi escrito numa época de turbulência. Foi diante desse pano de fundo sombrio que Cristo confortou sua Igreja através da mensagem dada ao apóstolo João.
A Igreja não estava desamparada, pois Cristo estava vendo suas lágrimas e o sangue derramado dos mártires. Nada daquilo estava fora de seu controle, pois o livro da História está em suas mãos (Apocalipse 5:9,10).
Então, os verdadeiros cristãos foram convidados a perseverar. Eles foram exortados a não aceitar a marca da besta e não adorar a Satanás. Por conta disso, muitos morreram, mas ficaram firmes na certeza de que reinariam com Cristo eternamente (Apocalipse 20:4).
Até mesmo em nossos dias, quantos irmãos não perdem empregos e passam necessidades por causa de sua fé? Quantos são impedidos de realizar um negócio justo economicamente por permanecerem fieis aos princípios bíblicos? Por não possuírem a marca da corrupção desse mundo, imposta por Satanás, os seguidores de Cristo são prejudicados. É o controle da marca da Besta em ação!
Em contraste com as facilidades que acompanham a marca da Besta, está o convite à perseverança para aqueles que possuem o selo de Deus. Independentemente da época, a mensagem sempre permanece a mesma: “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida”. “Aqui está a perseverança e a fé dos santos” (Ap 2:10; 13:10b).

A marca da Besta e o Anticristo

Todas as grandes perseguições ao povo de Deus ao longo da História prefiguram um período ainda mais terrível. No final da presente era o Anticristo escatológico se manifestará e perseguirá os seguidores de Cristo de forma implacável. Saiba o que a Bíblia diz sobre o Anticristo.

O fato de a marca da Besta definitivamente não ser um chip, um carimbo, um cartão ou qualquer outra coisa, não significa que o Anticristo escatológico não usará recursos tecnológicos como ferramentas para perseguir o povo fiel ao Senhor. Ele possivelmente utilizará tudo o que tiver ao seu alcance para fazer com que todos os homens da terra o adorarem.
Portanto, utilizar a tecnologia será apenas uma de suas facetas. De qualquer forma, embora não saibamos os detalhes de tudo o que acontecerá, o importante é saber que o Anticristo se levantará para ser destruído (2 Tessalonicenses 2).
O alerta sobre a marca da Besta

A mensagem sobre a marca da Besta deve servir de alerta para todo cristão verdadeiro. Satanás está marcando as pessoas, imprimindo nelas o pensamento e o padrão deste mundo. Suas práticas orgulhosamente afrontam os mandamentos de Deus.

O resultado disso é que os homens estão vivendo de forma tranquila e satisfeita. Eles estão maravilhados com tudo o que o presente século os oferece. Eles estão adorando a imagem da Besta e dedicando seus pensamentos e ações às causas dela.
Mas nós devemos viver em santidade, mesmo que isso custe a nossa própria vida. Nós temos o selo de Deus e não podemos nos conformar com o mundo. Nós não podemos ser confundidos com os adoradores da Besta, com aqueles que carregam sua marca (cf. Romanos 12:1,2). No próximo texto continuaremos o estudo sobre a marca da Besta analisando o significado do número 666.

Fonte: https://estiloadoracao.com/o-que-e-marca-da-besta/



sexta-feira, 20 de abril de 2018

ISRAEL E O MÊS DE MAIO

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ISRAEL E O MÊS DE MAIO


Ciro Sanches Zibordi

O mês de maio é muito significativo para O Estado de Israel. Grandes acontecimentos se deram nesse mês, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a começar pela derrota da Alemanha nazista, em 8 de maio de 1945. Depois da vitória dos Aliados, Israel finalmente poderia se estruturar para ter o seu Estado proclamado. E isso aconteceria três anos mais tarde.


Em 14 de maio de 1948, terminou o Mandato Britânico. O domínio da Grã-Bretanha sobre Israel perdurou por trinta anos (1918-1948). À época, a população judaica na Terra de Israel era de 650 mil pessoas e já formava uma comunidade organizada, com instituições políticas, sociais e econômicas bem desenvolvidas. Israel já era uma nação em todos os sentidos, faltando apenas à oficialização do Estado. Naquele mesmo dia foi proclamado o Estado de Israel, de acordo com o plano de partilha da ONU (Organização das Nações Unidas) de 1947.


Apenas onze minutos após essa proclamação, o presidente dos Estados Unidos, Harry S. Truman reconheceu o Estado de Israel. Isso marcou o início de uma profunda amizade e respeito mútuo, baseados em valores democráticos comuns, decorrentes de sistemas políticos e jurídicos firmemente apoiados nas tradições liberais. O relacionamento entre eles é tão bom que, às vezes, eles “concordam em discordar”. Em um único dia (14 de maio de 1948), Israel se tornou independente da Grã-Bretanha, teve o seu Estado proclamado e firmou uma amizade com a maior potência mundial. Mas, no dia seguinte, começariam as dificuldades.

Menos de 24 horas após a proclamação do Estado de Israel, os exércitos regulares de Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque invadiram o novo país, forçando Israel a defender a soberania que acabara de conquistar. Essa Guerra da Independência, vencida por Israel, durou quinze meses (maio de 1948-julho de 1949) e ceifou a vida de seis mil israelenses (quase 1% da população). Mas, ainda durante esse período, os israelenses obtiveram uma grande vitória no âmbito político. Em 11 de maio de 1949, o Estado de Israel se tornou o 59º membro das Nações Unidas.

Em 1960, um dos principais organizadores do programa de extermínio nazista durante a Segunda Guerra Mundial, Adolfo Eichmann, foi levado para Israel a fim de ser julgado segundo a legislação israelense de punição aos nazistas e seus colaboradores, criada em 1950. Eichmann, considerado culpado de crimes contra a humanidade e o povo judeu, foi condenado à morte e enforcado em 30 de maio de 1962. Essa foi à única vez em que a pena de morte foi aplicada sob a lei israelense.


Cinco anos mais tarde aconteceria a Guerra dos Seis Dias. Em maio de 1967, o Egito novamente deslocou um grande número de tropas para o deserto do Sinai, ordenando que as forças de manutenção de paz da ONU se retirassem da Palestina. Israel, então, invocando seu direito inerente de autodefesa, obteve grande vitória, após seis dias de combate.


Em maio de 1994, com o objetivo de por termo ao conflito Israel-palestino e, pelo menos, minimizar o conflito árabe-israelense, Israel e a então OLP (Organização para Libertação da Palestina) deram um importante passo. Israelenses e palestinos, que tinham assinado em Washigton D.C., nos Estados Unidos, uma Declaração de Princípios, começaram a conversar, visando ao estabelecimento de um autogoverno na Faixa de Gaza e na área de Jericó. A última etapa das negociações entre eles se iniciaram, de acordo com o que estava previsto, em maio de 1996. Nesses mesmos mês e ano, Israel abriu escritórios de representação comercial em Oman e no Qatar.


Diante do exposto, aproveito este mês de maio para parabenizar, mais uma vez, a todo o povo israelense pelo aniversário de 65 anos de proclamação do Estado de Israel. Finalizo, pois, este artigo citando um trecho veterotestamentário das Escrituras Sagradas: “Rogai ao Eterno pela paz em Jerusalém! Prosperem os que te amam, ó Jerusalém! Haja paz em teus baluartes e segurança em teus palácios. Por amor a meus irmãos e companheiros, rogarei por Tua paz. Por amor à Casa do Eterno, nosso Deus, buscarei sempre o Teu bem” (Bíblia Hebraica, Editora Sêfer, Salmo 122).


Ciro Sanches Zibordi
Referências
TOSSERI, Oliver. História Viva. São Paulo, 2013. Disponível em: <http://www2.uol.com.br/historiaviva/artigos/a_segunda_guerra_acabou_em_maio_de_1945__falso_.html>. Acesso em: 17 mai. 2013.
ZIBORDI, Ciro Sanches. Estado de Israel completa 63 anos. Niterói, 2011. Disponível em: <http://cirozibordi.blogspot.com.br/2011/05/israel-completa-63-anos-nesta-semana.html>. Acesso em: 17 mai. 2013.
ZIBORDI, Ciro Sanches. Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar, Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
ZIBORDI, Ciro Sanches. Israel, 1948. Rio de Janeiro, 2013. Disponível em: <http://www.cpadnews.com.br/blog/cirozibordi>.

“SALVAÇÃO – O AMOR E A MISERICÓRDIA DE DEUS”




ADMEP

Departamento de Educação Cristã
Escola Bíblica Dominical


“SALVAÇÃO – O AMOR E A MISERICÓRDIA DE DEUS”

Texto Áureo:

“Vós que, em outro tempo, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia. ”

 (I Pe 2. 10)



Verdade Prática:

A partir de seu amor misericordioso, aprouve a Deus enviar seu Filho para morrer em lugar da humanidade.


Leitura Bíblica em Classe

I João 4. 13 – 19

Introdução: - Na lição de hoje estudaremos a respeito do amor e misericórdia de Deus no perfeito plano divino da salvação. Por méritos próprios, nenhum ser humano alcançaria a dádiva da salvação, pois ela é, e continuará sendo, resultado da graça, do favor do Pai. Contudo, é difícil para nós, seres imperfeitos e limitados, compreender o amor altruísta e a misericórdia de Deus em nosso favor. Mas Ele nos amou! E assim como o Pai nos amou e nos perdoou, nós como filhos seus, precisamos também amar e sermos misericordiosos, pois agindo com amor e misericórdia, estaremos glorificando o nome dEle.

A salvação é obra do imenso amor de Deus e de sua misericórdia. Essa obra só foi possível porque o Pai amou tanto a humanidade a ponto de dar o seu próprio Filho para morrer no lugar dela. Assim, por intermédio de sua misericórdia, Deus concedeu perdão ao pecador, fazendo deste seu filho por adoção, dando-lhe vida em abundância.

I.             O MARAVILHOSO AMOR DE DEUS

1)           Deus é amor. – Se é difícil dimensionar o amor da mãe pelos filhos, imagine o amor de Deus, que é mais profundo e incomensurável (Is 49. 15; Oseias 11. 1 – 4). Amar reflete a natureza do próprio Deus, pois Ele é amor (I Jo 4. 8, 16; Jo 3. 16). “Porque Deus amou...” (agapao) (o verbo). Amor incondicional, amor por escolha e por um gesto da vontade. A palavra denota benevolência inconquistável e boa vontade invencível.  Agapao nunca procura nada, a não ser o bem maior para a humanidade companheira. Agapao (o verbo) e ágape (o substantivo) são palavras para o amor incondicional de Deus. Não precisa química, afinidade ou sentimento). Agapao é uma palavra que pertence exclusivamente à comunidade cristã. É um amor virtualmente desconhecido para os escritores de fora do NT. Deus é ágape. Assim, a maior demonstração do amor de Deus pelo mundo foi quando Ele entregou vicariamente o seu amado Filho (Rm 5. 8; 2 Co 5. 14; Gl 2.20). Logo, o objeto desse amor vai muito além da Criação, pois tem, na humanidade, seu valor monumental. (Jo 3. 16).

2)       Um amor que não se pode conter. – Deus sempre amou o ser humano. A criação do homem e da mulher, por si mesma, é a prova desse amor divino (Gn 1.  26, 27; Jo 3. 16), “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira...” a expressão de “tal maneira” enfatiza a intensidade ou grandeza do amor de Deus. O Pai deu o seu único e amado Filho para morrer em favor dos homens pecadores.

3)         A certeza do amor de Deus. – Deus não é como nós, jamais abandona os seus filhos, ainda que estes o tenham ofendido (Lc 15. 11 – 32): A Parábola do Filho Pródigo: O pai retrata Deus, ansioso por perdoar o pecador e desejando a sua volta. O Amor de Deus não se baseia no ser humano, objeto de seu amor, mas nele mesmo (Dt 7. 6,7), a fonte inesgotável de amor.

II.             UM DEUS MISERICORDIOSO

2.1.     O que é misericórdia? - A palavra Misericórdia tem origem latina, e é formada pela junção de miserere “ter compaixão”, e cordis “coração”. “Ter compaixão de coração”, significa ter a capacidade de sentir aquilo que a outra pessoa sente; aproximar seus sentimentos dos sentimentos de alguém; ser solidário com as pessoas. Portanto, a Misericórdia é um sentimento de compaixão, despertado pela desgraça ou pela miséria alheia.

ü   No Antigo Testamento as palavras que falam de Misericórdia são: Hesed e Rahªmim.

Hesed, que significa favor não merecido, afabilidade, benevolência e denota graça divina e Misericórdia. O termo em hebraico “hesed”, também indica uma profunda atitude de «bondade». Quando esta disposição se estabelece entre duas pessoas, estas passam a ser, não apenas benévolas uma para com a outra, mas também reciprocamente fiéis por força de um compromisso interior.

ü   No Novo Testamento. O termo Misericórdia no Novo Testamento é identificado com o substantivo grego “eleos”. Também é definido com o verbo grego “eleao”. Tanto o substantivo como o verbo significam o sentimento que é experimentado no infortúnio que aflige a outra pessoa e a ação que decorre desse sentimento. Portanto, a Misericórdia de Deus no Novo Testamento se revela como um amor compassivo que vai onde há sofrimento e cura todo tipo de males, mas também revela que é um Deus que perdoa, reconcilia e regenera o homem. Jesus dá mostras constantes dessa Misericórdia em sentimento e em obras: à multidão (Mc 6,34) aos doentes (Mt 14,4), à viúva (Lc 7,13). Também revela o perfil do Pai como sendo um Deus rico em Misericórdia (Lc 15,20).

2.2. O Pai da misericórdia. -  A Bíblia afirma que Deus é o Pai da misericórdia (2 Co 1. 3; Êx 34. 6; Jn 4. 2). Paulo tomou emprestado da linguagem litúrgica dos judeus e de uma oração da sinagoga que pedia a Deus para tratar cada pecador com bondade, amor e carinho (Rm 12. 1; 2 Sm 24. 14; Sl 103. 13 – 14; Mq 7. 18 -20).

2.3.     Misericórdia com o pecador. - Rahªmim o matiz do seu significado é um pouco diverso do significado de hesed. Enquanto hesed acentua as características da fidelidade para consigo mesmo e da “responsabilidade pelo próprio amor”; rahªmim denota o amor da mãe (rehem= seio materno). Do vínculo mais profundo e originário da unidade que liga a mãe ao filho, brota uma particular relação com ele, um amor particular. Deste amor pode-se dizer que é totalmente gratuito, não fruto de merecimento, e que, sob este aspecto, constitui uma necessidade interior: é uma exigência do coração. Sobre este fundo psicológico, rahªmim dá origem a uma gama de sentimentos, entre os quais a bondade, a ternura, a paciência e a compreensão, florescem como prontidão para perdoar. (Lc 15. 11, 12), o pai retrata Deus, ansioso por perdoar o pecador e desejando a sua volta. A característica principal, porém, como acontece com as outras parábolas desse capítulo, é a alegria de Deus, as celebrações que enchem o céu quando um pecador se arrepende. – Deus é um Pai misericordioso.

                         
III.        AMOR, BONDADE E COMPAIXÃO NA VIDA DO SALVO

3.1.     Amor como adoração a Deus. –  O mandamento bíblico convida o ser humano a amar o Senhor Deus acima de todas as coisas (Dt 6 .5; Mc 12. 29, 30). Isto não é apenas uma lei moral, mas um sentimento de profunda devoção de coração; uma necessidade concedida pelo Altíssimo ao homem para que este desfrute do deleite de sua presença. (Dt 30. 6). “Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus. ” Em primeiro lugar na lista de tudo, era essencial que um judeu comprometido devia sem reservas e sinceramente confessar, era amor a Deus. Já que esse relacionamento de amor a Deus não podia ser representado de modo material como no caso de ídolos, devia ser demonstrado em obediência diária à lei de Deus. (Dt 11. 16 -21; Mt 22. 37; Lc 10. 27).

3.2.     Amar ao próprio. – “Porque o amor de Cristo nos constrange” (2 Co 5. 14; Mt 22. 38; Mc 12. 31); Jesus levou a pergunta dos fariseus um passo adiante ao identificar o segundo maior mandamento, porque ele era fundamental para uma compreensão da tarefa de amar como um todo. Esse mandamento, também dos livros de Moisés (Lv 19. 18), é da mesma natureza e caráter do primeiro. O amor genuíno por Deus é seguido em importância por um genuíno amor pelas pessoas (Mt 22. 39). “Amar uns aos outros” é a maneira mais eficaz de demonstrar ao mundo que somos seguidores de Jesus (Jo 13. 34, 35). – “Novo mandamento ... assim como eu vos amei”. O mandamento para amar não era novo. Em Dt 6. 5 há a ordem para amar a Deus e Lv 19. 18 ordenou amar o próximo como a si mesmo (cf. Mt 22. 34 – 40; Rm 13. 8 – 10; Gl 5. 14; Tg 2. 8). Entretanto, o mandamento de Jesus de amar apresenta um padrão distintamente novo por duas razões: 1) – era amor sacrificial modelado segundo o amor dele (“como eu vos amei”; cf. 15. 13) e 2) – é produzido por meio da Nova Aliança pelo poder transformador do Espírito Santo (cf. Jr 31. 29 – 34; Ez 36. 24 – 26; Gl 5. 22).

3.3.     Amor como serviço diaconal. – Quando Jesus lavou os pés dos discípulos, Ele ensinou, na prática, um estilo de vida que deveria caracterizar seus discípulos (Jo 13. 14), ou seja, o de um servir ao outro. “Amar uns aos outros” é a maneira mais eficaz de demonstrar ao mundo que somos seguidores de Jesus (Jo 13. 35; Mt 5. 7; Tg 2. 13). A pessoa cuja vida é caracterizada pela misericórdia está preparada para o dia do juízo e escapará de todas as acusações que a justiça rigorosa poderá apresentar contra ela, ao mostrar misericórdia para com os outros, ela dá prova genuína de que recebeu a misericórdia de Deus.


Conclusão: - O amor e a misericórdia de Deus extrapolam a compreensão humana, pois ainda que se usem os melhores recursos linguísticos, estes não seriam capazes de descrever quão incomensuráveis são essas virtudes divinas. Nem mesmo o amor de uma mãe pelo seu Filho é capaz de sobrepor o amor e a misericórdia de nosso Deus. Por isso, resta-nos expressar esse amor em nossa relação com cada criatura.



Fonte de Pesquisas:
A Revista da CPAD – A Obra da Salvação – 4º Trimestre de 2017.
Bíblia de Estudo MacArthur – SBB.

Lição elaborada pela prof. ª Maria Valda

Pastora da ADMEP.