sexta-feira, 10 de novembro de 2017

“A NECESSIDADE DO NOVO NASCIMENTO”










ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

Departamento de Educação Cristã
Escola Bíblica Dominical


A NECESSIDADE DO NOVO NASCIMENTO


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Texto Áureo:

Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo
(João 3. 7)


Verdade Prática:

Cremos na necessidade absoluta do novo nascimento pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo.


Leitura Bíblica em Classe

João 3. 1 - 12

O QUE SIGNIFICA NASCER DE NOVO?
O que é o Novo Nascimento ou Regeneração?

Introdução: Novo nascimento é um ato exclusivo de Deus na vida do homem, transformando sua inclinação ao mal em uma disposição para fazer o bem, capacitando-o através do Espírito Santo a fazer aquilo que é correto diante dele. A verdade de que o homem precisa nascer de novo, isto é, a necessidade da regeneração, é um dos pontos centrais da teologia cristã.

Infelizmente muitos cristãos não entendem corretamente o que é a regeneração ou o novo nascimento, e assim não percebem seu significado fundamental conforme exposto nas Escrituras. A pergunta de Nicodemos sobre como é possível o homem nascer de novo ainda permanece sendo a pergunta de muita gente (João 3:4).

I.       EXISTE DIFERENÇA ENTRE REGENERAÇÃO E NOVO NASCIMENTO?

A Bíblia utiliza tanto o temo “regeneração” como a expressão “novo nascimento” como sinônimos para se referir a transformação radical operada pelo Espírito Santo na vida dos redimidos.

A palavra “regeneração” traduz o termo grego palingenesia no Novo Testamento. Esse termo é aplicado duas vezes. A primeira está no Evangelho de Mateus e refere à restauração escatológica (Mateus 19. 28), enquanto que a segunda está na Epístola de Paulo a Tito, onde o apóstolo a utilizou no contexto da salvação do homem (Tito 3:5).

A expressão “novo nascimento” e outras correlatas a ela, como, “ser vivificado”, “nascido de Deus” etc., são também utilizadas no Novo Testamento para transmitir a mesma verdade, e servem perfeitamente ao objetivo de indicar uma mudança drástica na vida do indivíduo.

II.      O NOVO NASCIMENTO NA BÍBLIA

A doutrina acerca do novo nascimento é apresentada ao longo de toda a Bíblia. Mesmo no Antigo Testamento, as Escrituras apontam para a necessidade de o homem nascer de novo. Por exemplo, no salmo 51 encontramos o salmista Davi falando da condição natural do homem como pecador, ao dizer: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado concebeu minha mãe” (Salmos 51:5).

Nesse salmo Davi está apontando para o pecado original que significa o pecado derivado de nossa origem, no sentido de que a pecaminosidade marca a todos os homens sem exceção desde o nascimento, fazendo com que seus corações sejam inclinados ao mal antes mesmo de cometerem algum tipo de pecado.

Logo em seguida, ao reconhecer a total depravação do homem, o salmista entende que apenas uma intervenção divina é capaz de capacitar o homem a fazer o que é correto diante de Deus, através de um novo coração puro e a renovação de um espírito reto (Salmos 51:10).
Na profecia do profeta Isaías lemos que Deus é aquele que vivifica o espírito dos abatidos e o coração dos contritos (Isaías 57:15). O mesmo também foi profetizado através do profeta Ezequiel, quando Deus diz: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo” (Ezequiel 36:26).

Já no Novo Testamento, a doutrina da regeneração se torna ainda mais clara. O próprio Jesus falou sobre ela em sua conversa com o fariseu Nicodemos, advertindo-o sobre a necessidade de o homem nascer de novo (João 3). Os apóstolos também escreveram detalhadamente sobre esse tema (2 Coríntios 5:17; Efésios 2:5; 4:24; Colossenses 2:13; Tito 3:5; 1 Pedro 1:3,23).

III.    O QUE SIGNIFICA NASCER DE NOVO?


Nascer de novo significa “nascer do alto” (João 3:3), isto é, ser nascido de Deus (João 1:13), ser gerado de Deus (1 Pedro 1:3), ser vivificado por Ele (Efésios 2:1-5), ser de novo gerado da semente incorruptível por Sua Palavra (1 Pedro 1:23). O significado do novo nascimento é tão profundo e seu efeito tão radical, que o homem que nasce de novo é feito uma nova criatura (2 Coríntios 5:17).

A expressão “nascer de novo” é utilizada para traduzir uma colocação grega no diálogo entre Jesus e Nicodemos registrado no Evangelho de João. O termo grego original traduzido em muitas versões como “nascer de novo”, pode ter tanto o sentido de “nascer de cima” ou “nascer do alto”, sendo que esse sentido é o mais usual, como também pode ter o sentido de “nascer de novo” ou “nascer mais uma vez”.

No presente contexto, obviamente “nascer de novo” é “nascer do alto”, mas de qualquer forma, embora o texto original tenha sido registrado em grego, muito provavelmente o diálogo entre Jesus e Nicodemos se desenvolveu em aramaico e ele literalmente entendeu algo como “nascer de novo”, o que pode explicar sua reação ao questionar: “Como pode um homem nascer sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? ” (João 3:4).


IV.    COMO O HOMEM PODE NASCER DE NOVO? QUEM OPERA A REGENERAÇÃO?

Jesus não utilizou a figura do novo nascimento sem motivo, ao contrário, ao utilizá-la Ele também estava apelando para a verdade de que ninguém é capaz de fazer qualquer coisa em relação ao próprio nascimento. Por isso, o homem jamais poderá por sua própria ação e obra nascer de novo, isto é, se autorregenerar.

Devemos lembrar aqui que Nicodemos era um fariseu zeloso, e com toda sua religiosidade ele estava familiarizado com a ideia de que a salvação era obtida pelo esforço humano, pelas boas obras na observância da Lei de Moisés. No entanto, o ensino de Jesus confronta esse conceito equivocado, mostrando que a salvação é um dom de Deus.
Para deixar isso ainda mais claro, Jesus ilustra a incapacidade humana no novo nascimento fazendo referência ao vento que sopra onde quer, e mesmo que possamos ouvi-lo, não podemos controlá-lo. Dessa mesma forma, conclui Jesus, “é todo aquele que é nascido do Espírito” (João 3:8).

Ao dizer isso, Jesus estava simplesmente ensinando que da mesma forma que ninguém pode controlar onde o vento sopra na Terra, assim também o Espírito é completamente soberano na regeneração, e sua ação incompreensível e misteriosa é completamente livre e independente.
V.      POR QUE DEUS OPERA NO HOMEM O NOVO NASCIMENTO?

Aqui é importante entender que Deus não tem qualquer obrigação de regenerar o homem que está morto em seus delitos e pecados. Por sua própria natureza pecaminosa, o homem é merecedor da ira de Deus, recebendo sobre si o justo castigo por seus pecados.

No entanto, a Bíblia diz que Deus, pelo beneplácito de sua vontade, separou e vivificou para si um povo, o qual foi feito filho de adoção por Jesus Cristo (Efésios 5:1). É nesse ponto que podemos entender por que Deus regenera o homem pecador.
apóstolo Paulo explica que Deus, “que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo” (Efésios 2:4,5).

apóstolo Pedro também falou sobre isso, ao bendizer “o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1 Pedro 1:3).

Isso significa que o novo nascimento é fruto da riquíssima misericórdia de Deus, e de seu incalculável amor, e toda essa obra da salvação é para o louvor da sua glória (Efésios 1:6,12,14).

VI.    POR QUE É PRECISO NASCER DE NOVO? QUAL A IMPORTÂNCIA DA REGENERAÇÃO?

Após a Queda do homem e a consequente origem do pecado na humanidade, o homem foi separado de Deus, tornando-se morto espiritualmente. Daí vem a importância fundamental da regeneração, pois no novo nascimento o homem é ressuscitado espiritualmente, torna-se morto para o pecado e passa a viver para Deus.

Jesus é bastante claro ao dizer que se o homem não nascer de novo ele não poderá entrar no reino de Deus, isso porque sem o novo nascimento o homem nem mesmo pode crer no Filho de Deus e ser justificado mediante sua obra redentora.
Algumas linhas teológicas afirmam que a fé precede a regeneração, mas essa afirmação contradiz o ensino bíblico. É verdade que a fé e a regeneração estão intimamente ligadas, de modo que uma não ocorre sem a outra (Efésios 2:8), todavia a fé não é causa da regeneração, mas sim seu fruto, pois a regeneração, como vimos, é uma obra soberana, imediata, exclusiva e sobrenatural do Espírito Santo, ressuscitando o homem de seu estado de morte espiritual para a plena vida em Cristo, mudando assim a disposição de sua alma em fazer o mal e inclinando o seu coração para Deus, o tornado nova criatura.
Numa ordem lógica e não temporal, o homem só poderá crer após ter sido ressuscitado, e é isso o que a Bíblia ensina. O apóstolo João escreve: “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus” (João 5:1). Perceba que ele não diz que o indivíduo se torna filho de Deus porque crê que Jesus é o Cristo, mas diz que porque o indivíduo é nascido de Deus é que ele crê em seu Filho Unigênito.

Isso também implica na verdade de que qualquer suposta regeneração que não resulta na imediata e inseparável fé em Cristo como seu Salvador, de fato não é um novo nascimento genuíno (João 3:16,36; 5:24).
VII.   QUAIS OS EFEITOS DO NOVO NASCIMENTO?
Podemos mencionar, de forma bastante resumida, os principais efeitos da regeneração:
1)        Ao nascer de novo, o homem deixa de estar morto espiritualmente, preso em seus delitos e pecados e por natureza filho da ira. Tendo sido vivificado, ele passa a crer que Jesus Cristo é o seu Salvador, se arrepende de seus pecados, é declarado justo por Deus pelos méritos de Cristo e é adotado na família de Deus. Isso significa basicamente que ele sai da sepultura para se assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus (Efésios 2:6).

2)        Ao nascer de novo, o homem é capacitado a se submeter à vontade de Deus e viver uma vida que o agrade. Ele passa a aceitar e compreender a mensagem do Evangelho, pois tem agora a mente de Cristo e consegue discernir o que antes era loucura para ele (1 Coríntios 2:14-16). Assim, ele não está mais entre aqueles que amam mais as trevas do que a luz (João 3:19,20).

3)        Ao nascer de novo, o homem fica livre da culpa e do domínio do pecado. Isso significa que ele não é mais escravo do pecado, mas escravo de Deus. O resultado disso, é que ao invés de ele receber o merecido salário do pecado que é a morte, ele recebe o imerecido presente da vida eterna (Romanos 6:17-23).

4)        Ao nascer de novo, o homem desfruta de uma viva esperança, tornando-se herdeiro em Cristo Jesus de uma herança incorruptível guardada nos céus (1 Pedro 1:3,4). O regenerado possui o Espírito Santo como o selo, o penhor, a garantia da glorificação que ocorrerá no dia vindouro, onde estará por toda a eternidade junto de Deus.

5)        Ao nascer de novo, o homem nunca mais será o mesmo. Aquele que foi verdadeiramente regenerado pelo Espírito Santo, feito ovelha do Bom Pastor, repousa no conforto das palavras do Mestre: “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão” (João 10:28). Isso não implica jamais em comodismo, ao contrário, reflete a mais elevada devoção através da santificação, um processo que dura toda sua vida.

Dessa forma, ao invés das obras da carne ele demonstra em sua vida as evidências do fruto do Espírito. Ele agora é cidadão do céu, e tem uma vida condizente com a sua nova natureza. Aquele que é regenerado é descritos na Bíblia como sendo misericordioso, manso, pacificador, pobres de espírito, limpo de coração e que têm fome de justiça.

Logo, somente com o novo nascimento, somente sendo regenerado, o homem, que por natureza é filho da ira, pode ser transformado em cidadão dos céus, feito filho de Deus por meio de Jesus Cristo.
O maior milagre que pode acontecer na vida do homem é o novo nascimento – nascer de novo é um privilégio tão grande porque faz com que ele deixe todas as coisas velhas e as coisas novas vão aparecendo – Jesus diz em João 3:3 “Em verdade em verdade te digo: Quem não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”.

O nascer de novo significa mudança de vida. Muitas pessoas que frequentam assiduamente uma igreja ainda não tiveram a experiência de um novo nascimento. Conhecem a Jesus através da escrita, da letra, da história, mas ainda não tiveram a experiência de um relacionamento profundo com Jesus.
Muitas pessoas estão ligadas ao mundo de uma tal maneira que não conseguem distinguir o que é santo e o que é profano.

A pessoa que passa por um novo nascimento obedece a palavra de Deus. Tem prazer em obedecer, quer ser diferente, quer conhecer mais e mais de Deus, quer servi-lo em todos os aspectos, quer ser fiel.

A pessoa que passa por um novo nascimento quer conhecer mais de Deus para poder fazer a sua vontade. E a cada dia, esse processo de mudança de vida vai fazendo parte da vida dessa pessoa e Deus vai transformando-a.
Que possamos nascer de novo no espirito, na alma e no corpo. Que todo nosso ser seja disciplinado nos princípios de Deus.
Conclusão: Ninguém pode ficar de fora do novo nascimento e querer considerar-se salvo. O novo nascimento é mostrado na vida das pessoas quando elas corajosamente rompem com a forma de viver segundo o mundo.
Elaborado por, Maria Valda
Educação Religiosa da ADMEP

AS SETE IGREJAS DO APOCALIPSE


AS SETE IGREJAS DO APOCALIPSE


Introdução: - As sete igrejas da Ásia Menor, são, originalmente, as destinatárias do livro do Apocalipse. Essas igrejas ficaram popularmente conhecidas como “as sete igrejas do Apocalipse“. É importantíssimo para um estudo correto do livro do Apocalipse conhecermos um pouco mais sobre essas igrejas.


I.       POR QUE SETE IGREJAS?


Primeiramente precisamos entender que o número “sete” é muito representativo na construção do livro do Apocalipse. O número “sete” é aplicado explicitamente 54 vezes em todo livro, incluindo: as sete igrejas, sete estrelas, sete espíritos, sete selossete trombetassete taças e etc. Implicitamente temos várias aplicações como: sete seções que dividem o livro, sete bem-aventuranças, sete referências a Palavra de Deus, sete vezes a referência “Deus todo poderoso”, dentre outras.

Basicamente, o número sete no Apocalipse representa a totalidade, algo completo. Sendo assim, uma boa explicação sobre o porquê de “sete igrejas” é a indicação de que o livro é atual para todas as igrejas de todas as épocas, porém sem desconsiderar que as sete igrejas descritas são as destinatárias primárias.

É importante dizer que na Ásia Menor existiam outras igrejas, como por exemplo, a igreja em Colossos. Isto nos leva à outra pergunta: qual foi o critério de escolha das sete igrejas? Para esta pergunta, definitivamente não existe uma resposta conclusiva. Em primeira instância, a ordem sobre as igrejas destinatárias do livro do Apocalipse partiu particularmente de Cristo (Ap 1:11), e, para mim, isso já é o suficiente.
Uma explicação utilizada por alguns estudiosos é que as sete igrejas escolhidas estavam próximas umas das outras (no máximo 55 km), interligadas por boas estradas romanas, o que facilitaria a troca de correspondência. Outro fato interessante é que em todas essas cidades de cada uma das igrejas, existia uma corte romana, o que naquela época representava grandes problemas para os cristãos. Inclusive, em Éfeso, Esmirna e Pérgamo, havia templos onde era celebrado o culto ao imperador.

II.     QUAIS SÃO AS SETE IGREJAS DO APOCALIPSE?

A relação das sete igrejas pode ser encontrada facilmente logo no capítulo 1 do livro do Apocalipse (Ap 1:11), sendo elas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia. Vale saber que a Ásia Menor é atualmente a região ocidental da Turquia.
1)      Os Sete Castiçais e as Sete Estrelas


Após receber a ordem de escrever o livro para as sete igrejas, João teve uma visão de Cristo andando no meio de sete castiçais (ou candeeiros), e, entre outras características, Ele tinha em Sua destra sete estrelas.

No próprio capítulo 1 temos a explicação sobre este simbolismo. Os sete castiçais de ouro representam as sete igrejas, e as sete estrelas representam os anjos das sete igrejas.

2)      Quem são os anjos das Sete Igrejas do Apocalipse?

As cartas são endereçadas ao anjo de cada igreja, isso fica claro no texto. Existem duas interpretações sobre quem seriam os anjos das sete igrejas:
3)      A primeira interpretação defende que se trata de seres celestiais, ou seja, literalmente anjos. Essa interpretação busca algumas referências no Antigo Testamento onde seres celestiais são designados a ajudar e proteger um determinado povo. Porém, porque João escreveria para anjos, sendo que eles estão constantemente na presença de Deus? Como seria possível escrever um livro e enviar a um anjo? Estas e outras objeções são as maiores fraquezas desta posição.

4)      A segunda interpretação considera principalmente o fato de que a palavra “anjo” significa literalmente “mensageiro”, que pode ser tanto um ser celestial como um humano. Sendo humano, a palavra “anjo” cabe perfeitamente aos líderes das igrejas. Uma fraqueza desta posição é que em nenhum outro lugar da Bíblia líderes da Igreja (presbíteros, bispos, pastores) são identificados como “anjos”.

Reconheço que ambas as interpretações possuem problemas, porém, particularmente, prefiro a última posição.

III.    A ESTRUTURA DAS SETE CARTAS

É importante entender que o livro do Apocalipse é uma unidade, e seu conteúdo como um todo foi destinado às sete igrejas, embora dentro do próprio Apocalipse temos de forma claramente dividida sete cartas às sete igrejas. Isso não significa que foram escritos sete livros individuais, mas, muito provavelmente, um único livro que foi lido em cada uma das sete igrejas, tendo na seção inicial uma carta individual a cada uma delas. Boa parte dos estudiosos concorda que essa posição.

Em cada uma dessas cartas individuais dentro do Apocalipse, podemos notar um padrão de organização do conteúdo. Willian Hendriksen, na obra Mais Que Vencedores, destaca esse padrão:

1.   Saudação e destinatário: “Ao anjo da Igreja em Éfeso…” (2:1,8,12,18; 3:1,7,14);

2.   Autodesignação de Cristo: “Aquele que conserva na mão direita as sete estrelas…” (2:1,8,12,18; 3:1,7,14). Note que existe um paralelo entre quase todos esses títulos com a descrição simbólica de Cristo no capítulo 1 (vers. 12-20);

3.   Aprovação: “Conheço as tuas obras, assim o teu labor como a tua perseverança…” (apenas a igreja de Laodicéia não recebe aprovação);

4.   Condenação: “Tenho, porém, contra ti…” (as igrejas de Esmirna e Filadélfia não possuem nada condenável);

5.   Advertência e ameaça: “Lembra-te, pois, de onde caíste… se não…” (as igrejas de Esmirna e Filadélfia não recebem advertências);
6.   Exortação: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. ”;

7.   Promessa: “Ao vencedor dar-lhe-ei de comer da árvore da vida…”.



A.     As características de cada igreja nas Sete Cartas

1.       Éfeso: a Igreja de Éfeso é elogiada por seu bom trabalho, por rejeitar o mal, por sua perseverança e por ser paciente. A crítica fica por conta do esfriamento de seu primeiro amor. A recomendação é que a igreja se arrependa e volte a praticar as primeiras obras. Éfeso recebe como promessa a árvore da vida.

2.       Esmirna: a Igreja de Esmirna é elogiada por suportar o grande sofrimento a que estava sendo submetida. Esmirna não recebe nenhuma crítica. A recomendação é de que sejam fiéis até a morte e resistam à perseguição. Esmirna recebe como promessa a coroa da vida.

3.       Pérgamo: a Igreja de Pérgamo é elogiada por manter a fé e a confiança em Cristo. É criticada por tolerar a imoralidade, a idolatria e as heresias. A recomendação é um convite ao arrependimento. Pérgamo recebe como promessa o maná escondido e uma pedra com novo nome.

4.       Tiatira: a Igreja de Tiatira é elogiada pelo amor, fé e paciência que demonstra. Também pelo serviço prestado, e as boas obras que melhoraram em relação ao início. É criticada por tolerar a idolatria e a imoralidade. A recomendação é que sejam fiéis, pois o julgamento está próximo. Recebem a promessa de que governarão nações e receberão a estrela da manhã.

5.       Sardes: na Igreja de Sardes alguns têm sido fiéis, porém é duramente criticada por ser uma igreja morta. A recomendação é para que se arrependam e fortaleçam o que ainda lhes restam. Aos fiéis são prometidos vestidos brancos.

6.       Filadélfia: a Igreja de Filadélfia é elogiada por perseverarem na fé, por obedecerem a Cristo e honrarem Seu nome. Filadélfia não recebe nenhuma crítica. A recomendação é para que sejam fiéis. Para Filadélfia é prometido um lugar na presença de Deus, um novo nome e a Nova Jerusalém.

7.       Laodicéia: a Igreja de Laodicéia não é elogiada em nada, ao contrário, é criticada por ser morna, indiferente, e por não perceber a própria condição miserável em que se encontra. Laodicéia recebe a recomendação para se arrependerem e serem zelosos, e os que vencerem recebem a promessa de que compartilharão do trono de Cristo.


B.       Qual o significado das Sete igrejas do Apocalipse?

Conclusão: - Resumidamente, existem duas interpretações sobre o significado das sete igrejas do Apocalipse. Uma defende que as sete igrejas representam sete eras, ou períodos, sucessivos da História da Igreja. A outra interpretação defende que as sete igrejas representam condições que ocorrem em qualquer período da História da Igreja, e se repetem constantemente, e não apenas períodos específicos. Particularmente, penso que essa última posição é a mais correta.

 FONTE:https://estiloadoracao.com/as-sete-igrejas-do-apocalipse/