quarta-feira, 1 de novembro de 2017

QUEM FOI O REI NABUCODONOSOR?


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QUEM FOI O REI NABUCODONOSOR?




O rei Nabucodonosor foi o imperador mais conhecido e poderoso do Império Babilônico, e ficou no poder por aproximadamente 43 anos. Nabucodonosor era filho de Nabopolassar, que também havia sido rei da Babilônia antes dele, e esposo de Amitis da Média.

Antes de falarmos sobre quem foi Nabucodonosor, precisamos saber que o nome “Nabucodonosor” foi utilizado por quatro reis babilônicos. Dentre estes monarcas, o Nabucodonosor da Bíblia é na História o Nabucodonosor II, o único destes monarcas citado nos textos bíblicos.

Apesar de ser chamado de “Nabucodonosor II” ele nada tem a ver com o Nabucodonosor I, que reinou mais de 500 anos antes dele, entre 1127 a.C. e 1105 a.C.
Significado de Nabucodonosor

O significado do nome Nabucodonosor gera algumas dúvidas entre os estudiosos. As melhores sugestões dizem que Nabucodonosor significa “Nebo, proteja as fronteiras” ou “Nebo, proteja a minha coroa”.

O nome original é o babilônico Nabukudurri-usur, que foi transliterado no texto bíblico para o hebraico, aramaico e grego, na Septuaginta (versão grega do Antigo Testamento).


A coroação de Nabucodonosor como rei da Babilônia

Nabucodonosor sucedeu seu pai, Nabopolassar, no trono da Babilônia e reinou entre 604 a.C. e 562 a.C. Antes de assumir o trono, Nabucodonosor, na condição de príncipe herdeiro, serviu como comandante do exército babilônico em algumas ofensivas militares.

Seu pai foi o fundador da dinastia caldaica, que se aproveitando do enfraquecimento da Assíria, conseguiu se tornar rei da Babilônia em 626 a.C. Devido a uma aliança medo-babilônica, ele também conseguiu destruir Nínive, e depois avançar contra Harã.
Depois que a Assíria caiu, o Egito do Faraó Neco II passou a dominar Judá completamente, inclusive nomeando e destituindo governantes judeus conforme lhe agradasse. Finalmente em junho de 605 a.C., as forças egípcias foram derrotadas em Carquemis pelo até então príncipe Nabucodonosor.
Em agosto de 605 a.C. Nabopolassar morreu, e Nabucodonosor paralisou a campanha que estava liderando e atravessou o deserto para voltar e assumir o trono da Babilônia em 6 de setembro de 605 a.C.
O reinado do rei Nabucodonosor

Aqui vale dizer que a cidade da Babilônia alcançou grande prestígio e poder em aproximadamente 1850 a.C., e depois entrou em declínio. Foi então com Nabucodonosor, mais de mil anos depois, que ela recuperou toda sua glória. Por este motivo o império liderado por Nabucodonosor é conhecido como Império Neobabilônico.

Ainda em 605 a.C., após derrotar os egípcios em Carquemis, Nabucodonosor avançou contra Jeoaquim, rei de Judá (2Rs 24:1,2; 2Cr 36:5-7). Essa foi a primeira de três invasões babilônicas contra Judá, e também foi nessa ocasião que Daniel, Hananias, Mizael e Azarias foram levados cativos por Nabucodonosor.
Jeoaquim então se submeteu ao rei Nabucodonosor e foi temporariamente leal a ele. No entanto, depois de três anos o rei Jeoaquim se rebelou contra Nabucodonosor e transferiu sua lealdade aos egípcios, apesar das constantes advertências do profeta Jeremias (Jr 27:9-11).
Foi então que em 597 a.C. Nabucodonosor marchou contra a Palestina e cercou a cidade de Judá, na segunda invasão babilônica contra Judá. Na ocasião, Nabucodonosor capturou o rei Joaquim, o qual estava no poder apenas a três meses após a morte de seu pai, o rebelde Jeoaquim.
Para o lugar de Joaquim, o rei Nabucodonosor nomeou Matanias, que passou a se chamar Zedequias (2Rs 24:17; 2Cr 36:10). Na ocasião ele deportou para a Babilônia o rei deposto Joaquim, juntamente com todos os judeus que poderiam tentar promover uma rebelião (2Rs 24:12-16; 2Cr 36:10; Jr 22:24-30; 52:28).
Nabucodonosor também saqueou o Templo de Salomão e capturou um enorme despojo de guerra. Zedequias permaneceu leal a Nabucodonosor durante um tempo, mas depois também se rebelou ao ceder às pressões do povo.

Vale dizer que por muitas vezes Jeremias aconselhou o povo a se manter longe da rebelião. Curiosamente nesse período um falso profeta chamado Ananias profetizou que dentro de dois anos todos os cativos voltariam do cativeiro babilônico.

Jeremias denunciou essa falsa profecia e advertiu o povo que o Senhor lhe havia revelado que o exílio na Babilônia seria bastante prolongado (Jr 29:1-23). Mesmo depois de muitos conselhos do profeta do Senhor, finalmente Zedequias se rebelou contra Nabucodonosor (2Rs 24:20; 2Cr 36:13-16; Jr 52:3).

Então, em aproximadamente 587 a.C., Nabucodonosor começou a sitiar Jerusalém (2Rs 25:1; Jr 39:1; 52:4; Ez 24:1,2). A cidade de Judá suportou o cerco babilônico durante um tempo, até que caiu completamente sob o domínio do rei Nabucodonosor.

Na ocasião houve mais uma grande deportação de cativos para a Babilônia, ficando para trás apenas as pessoas mais pobres (2Rs 25:8-17; 2Cr 36:17-20; Jr 39:9,10; 52:12-23).
Jerusalém foi arrasada e o Templo destruído. O rebelde rei Zedequias foi capturado por Nabucodonosor que o forçou a assistir a execução de seus próprios filhos, antes de ter os olhos cegados e ser levado acorrentado para a Babilônia onde acabou morrendo (2Rs 25:5-7; Jr 39:4-8; 52:8-11).

Depois de ter destruído Jerusalém, Nabucodonosor nomeou outro governador judeu, Gedalias, que mais tarde acabou assassinado devido a mais uma conspiração contra o domínio babilônico sobre Judá.
O rei Nabucodonosor também liderou várias ofensivas contra outras nações, como por exemplo, contra Tiro entre 585 e 572 a.C. (Ez 26-28; 29:18) e contra o Egito em aproximadamente 568 a.C.
As construções do rei Nabucodonosor

O rei Nabucodonosor não foi apenas um grande estrategista militar, mas foi também um importante construtor enquanto esteve à frente do Império. Expedições arqueológicas já provaram que o rei Nabucodonosor transformou Babilônia em uma cidade muito imponente.
Ao mesmo tempo em que fortificava as defesas militares da cidade, Nabucodonosor também embelezou Babilônia. Ele restaurou muitos templos nas cidades que estavam sob seu governo, e construiu uma avenida que cortava a Babilônia para a procissão de Marduque, um deus pagão babilônico.
Nabucodonosor também construiu novos canais para irrigar a cidade, e seu palácio era esplendoroso (cf. Dn 1-4). Sem dúvida sua construção mais famosa e polêmica são os Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo.

Esses jardins consistiam em um conjunto de árvores plantadas em calçadas elevadas sustentadas por grandes pilares que simulava uma região montanhosa. Acredita-se que Nabucodonosor tenha feito isto como presente para sua esposa Amitis, que era natural de uma região montanhosa. Todavia, existe muita discussão sobre a real existência desse jardim.
Nabucodonosor na Bíblia

O reinado de Nabucodonosor compõe o contexto histórico para grande parte dos livros dos profetas Jeremias, Ezequiel e Daniel, aliás, este último nos fornece muitas informações sobre quem foi Nabucodonosor.
O próprio profeta Daniel desempenhou um importante papel em seu governo, e foi uma das pessoas de destaque na Babilônia, assim como seus amigos Hananias, Mizael e Azarias (Dn 1-3).

Na narrativa bíblica percebemos que o rei Nabucodonosor foi um instrumento nas mãos de Deus, o qual Ele usou para castigar nações, incluindo o povo de Judá. Em Jeremias, por exemplo, lemos a expressão “Nabucodonosor, rei da Babilônia, meu servo” por mais de uma vez (cf. Jr 25:9; 27:6).

Isso não significa que Nabucodonosor era um servo devoto ao Senhor, ao contrário, ele era um rei pagão, mas que havia sido designado por Deus para cumprir um papel de agente do Seu julgamento contra as nações incrédulas.

A religiosidade pagã do rei Nabucodonosor pode ser claramente percebida no episódio em que ele condenou Sadraque, Mesaque e Abede-Nego à fornalha de fogo ardente, após os três jovens hebreus terem negado adoração à estátua que ele havia construído (Dn 3).
Após o livramento sobrenatural dado por Deus aos três jovens, Nabucodonosor aparece no texto bíblico reconhecendo que aqueles homens eram “servos do Deus Altíssimo” (Dn 3:27).

No entanto, essa declaração não significava uma conversão, mas apenas que ele reconhecia que o Deus daqueles homens era superior a outras divindades, ou seja, não existia ali um conceito de monoteísmo por parte de Nabucodonosor.

Os sonhos de Nabucodonosor

O livro de Daniel também descreve os sonhos que o rei Nabucodonosor teve. O primeiro sonho está registrado em Daniel 2, onde o rei sonhou com uma grande estátua feita de vários materiais (ouro, prata, bronze, ferro e argila). Esse sonho se referia a ascensão e queda de potências mundiais, mas, sobretudo, a forma com que Deus estava conduzindo a História de acordo com seus propósitos.
O sonho perturbou o rei, e ele convocou os magos e encantadores para que pudessem revelar e interpretar o sonho, já que ele não contou o conteúdo do próprio sonho, muito provavelmente por não se lembrar dele. Daniel, demonstrando que era grandemente abençoado por Deus, foi o único capaz de revelar e interpretar o sonho do rei. Esse sonho ocorreu no segundo ano de seu reinado.
O segundo sonho está registrado em Daniel 4, e ocorreu no quadragésimo terceiro ano do reinado de Nabucodonosor, quando este estava no auge do poder.
Ele sonhou com uma grande árvore sendo cortada. Mais uma vez Daniel, usado por Deus, interpretou o sonho do rei, que significava que ele seria castigado por Deus com um tempo de loucura devido ao seu orgulho.
A loucura de Nabucodonosor
Em Daniel 4 somos informados de que o rei Nabucodonosor passou por um período de loucura como consequência de sua soberba. Antes, ele havia sido avisado pelo profeta Daniel sobre os erros que estava cometendo, mas o aviso não surtiu efeito.

Deus castigou o rei Nabucodonosor a um período de sete tempos de loucura, onde durante esse período ele se comportou como um animal, ou seja, ele acreditava ser um animal. Os estudiosos classificam essa doença como um possível caso severo de licantropia clínica.

Terminado o tempo determinado por Deus, o rei Nabucodonosor recobrou o entendimento, e deu glória a Deus.
Nabucodonosor foi convertido?

Essa é uma dúvida que muita gente possui. Na verdade, por incrível que pareça, algumas pessoas até pregam que o rei Nabucodonosor foi convertido, apesar da Bíblia não dizer nada sobre isto.
Como vimos, o fato do rei Nabucodonosor ser chamado por Deus de “servo” apenas significa que ele fez parte do plano soberano de Deus, ou seja, nosso Deus é Senhor sobre tudo e todos, e utiliza até mesmo um rei megalomaníaco, como Nabucodonosor, para cumprir os seus propósitos.
Para defender uma possível conversão, muitas pessoas se apoiam na declaração do rei Nabucodonosor após ter sido curado da doença que lhe acometeu, onde ele confessou eloquentemente a soberania e a majestade de Deus (Dn 4:34-37).
No entanto, em nenhum lugar na Bíblia encontramos o rei Nabucodonosor confessando que o Deus de Israel era o único Deus e criador supremo de todo o universo.

É verdade que Nabucodonosor presenciou algumas vezes o poder sobrenatural de Deus, e conviveu durante muito tempo com o profeta Daniel, porém isso não implica em uma conversão genuína.
A melhor resposta para essa pergunta é dizer que a Bíblia não nos informa nada sobre essa questão, isto é, não há nenhum texto que mostra a conversão do rei Nabucodonosor, e defendê-la seria pura especulação e alegoria. Ele pode tanto ter sido convertido como não ter sido. Logo, sobre isto é melhor nos calarmos.

Os registros babilônicos também não falam nada a respeito, e mesmo que o rei Nabucodonosor tenha sido convertido, obviamente tais registros nunca testemunhariam esse acontecimento.
Na verdade, os registros do rei Nabucodonosor nas crônicas da Babilônia sempre o descrevem como um homem muito religioso, que guardava todos os preceitos do paganismo babilônico, e era um grande devoto de Marduque.
A morte do rei Nabucodonosor

Apesar de existir muito material arqueológico e literatura babilônica sobre o rei Nabucodonosor, faltam registros sobre a última parte de seu reinado. O que se sabe é que Nabucodonosor morreu entre agosto e setembro de 562 a.C., com aproximadamente 70 anos de idade.

O rei Nabucodonosor foi sucedido por seu filho, Evil-Merodaque, o qual reinou por apenas dois anos, e pouco tempo depois o Império Babilônico entrou em declínio, caindo, finalmente, diante dos persas.

Fonte: https://estiloadoracao.com/quem-foi-o-rei-nabucodonosor/

QUEM FOI O PROFETA JONAS?



A HISTÓRIA DE JONAS: QUEM FOI O PROFETA JONAS?


 Daniel Conegero


história de Jonas é uma das mais conhecidas da Bíblia e é narrada principalmente no livro do Antigo Testamento que traz seu nome. Muitas pessoas apenas sabem quem foi Jonas no diz respeito ao relato de quando ele foi engolido por um grande peixe ao fugir da ordem do Senhor, mas neste texto nós conheceremos tudo o que a Bíblia diz sabe sobre quem era o profeta Jonas.


Quem foi Jonas?

Jonas foi um profeta hebreu que viveu durante o reinado do rei de Israel Jeroboão II, em meados do século 8 a.C.Jonas era filho de Amitai, e veio de Gade-Hefer, uma aldeia de Zebulom, situada nas vizinhanças de Nazaré. Ele também é o herói do livro que traz o seu nome, o quinto dos doze Profetas Menores.

O nome Jonas significa “pomba”, e a forma neotestamentária desse nome é Ionas. Algo interessante com o nome “Jonas” ocorre no Novo Testamento, quando comparamos passagens dos Evangelhos de Mateus e João.

No Evangelho de Mateus (16:17), Jesus chamou Pedro de Simão Barjonas, que em aramaico seria “filho de Jonas”. Entretanto, no Evangelho de João (1:42; 21:15,17), o pai de Simão Pedro é chamado de João, embora em alguns manuscritos ele também apareça em em tais passagens como “Jonas”.

Diante disto, não se sabe exatamente se os nomes “Jonas” e “João” (heb. Yonah e Yohanan) são dois nomes diferentes do pai de Pedro (algo comum na época), ou se representam duas formas gregas do mesmo nome hebraico.


A história de Jonas na Bíblia
O Profeta Jonas profetizou a restauração das fronteiras de Israel, o que foi alcançado por Jeroboão II por volta de 782-753 a.C., conforme o texto encontrado no livro de 2 Reis:
Considerando que Jonas profetizou acerca do reinado de Jeroboão em aproximadamente 790 a.C., durante a co-regência de Jeroboão e seu pai Jeoás, é muito provável que Jonas tenha conhecido o profeta Eliseu, que faleceu por volta de 797 a.C. Existe ainda a possibilidade de o Profeta Jonas ter sido um dos “filhos dos profetas” instruídos por Eliseu (2Rs 6:1-7). Conheça a história do profeta Eliseu.

A maior parte do que sabemos sobre a história de Jonas é o que está narrado no livro a qual tem seu nome. De acordo com o livro de Jonas, Deus ordenou que o profeta fosse à cidade de Nínive para clamar contra ela (Jn 1:1,2).

Desobedecendo a ordem de Deus, o Profeta Jonas foi para Jope e embarcou em um navio com destino a Társis, a oeste de Israel, que talvez fosse a Córsega ou parte da Espanha, enquanto Nínive, o destino a qual Deus havia lhe enviado, ficava no estremo leste (Jn 1:3).
No meio da navegação, Deus enviou uma grande tempestade que castigou a embarcação em que o profeta Jonas viajava (Jn 1:4). Após os marinheiros clamarem cada um ao seu deus e realizarem uma série de procedimentos para tentar salvar o navio, o capitão da embarcação encontrou o profeta Jonas dormindo no porão do barco (Jn 1:5,6). O capitão então ordenou que Jonas invocasse o seu Deus na tentativa de que Ele pudesse livrá-los (Jn 1:6).
Os marinheiros resolveram lançar sorte, e a sorte caiu sobre o profeta Jonas que foi declarado culpado. Interrogado pelos tripulantes daquele navio, Jonas mandou que eles o lançassem ao mar, para que a tempestade se acalmasse. Num primeiro momento os homens ainda tentaram resistir à ideia do profeta Jonas, mas ao perceberem que não teria jeito, lançaram Jonas no mar e a tempestade finalmente cessou (Jn 1:13-15).

O profeta Jonas e o grande peixe

Após ser lançado ao mar pelos marinheiros da embarcação em que estava viajando, o profeta Jonas foi engolido por um grande peixe que o Senhor providenciou. Jonas ficou no ventre do peixe durante três dias e três noites (Jn 1:17).

Jonas então orou a Deus em forma de um cântico de ação de graças, e Deus ordenou que o peixe vomitasse o profeta em terra firme, talvez em uma praia distante da costa da Síria. Muito têm se discutido acerca desse grande peixe que engoliu o profeta Jonas. Alguns defendem a ideia de ter sido uma baleia, enquanto outros reprovam essa possibilidade.

Na verdade, de fato não precisa necessariamente ter sido uma baleia. Poderia ter sido um grande tubarão, como o próprio tubarão-baleia que atinge um tamanho enorme e não possui os dentes terríveis de outras espécies de tubarão.

O termo original em hebraico significa apenas “grande peixe” e o termo usado em grego na Septuaginta é um termo genérico para “mostro do mar”, “criatura marítima” ou “peixes de grande tamanho”. Seja como for, o correto é que esse episódio se refere a algo sobrenatural que ocorreu para que o propósito de Deus fosse cumprido.
O profeta Jonas chega a Nínive
Depois de ter sido vomitado pelo grande peixe, Jonas obedeceu a ordem de Deus e foi para Nínive (Jn 3:3). O profeta Jonas pregou conforme Deus havia ordenado, e a cidade naquele momento se arrependeu de seu pecado, sendo poupada por Deus (Jn 3:3-10).

O fato de Deus ter poupado Nínive deixou o profeta Jonas profundamente irritado (Jn 4:1). Muitos sugerem que o motivo da irritação de Jonas foi uma espécie de mistura entre ciúme e antipatia em relação aquele povo pagão que era inimigo de seu próprio povo. O descontentamento foi tamanho que o profeta Jonas pediu que Deus tirasse a sua vida (Jn 4:3).
Deus então mais uma vez deu uma lição em Jonas. Ele fez crescer uma planta que deu sombra ao profeta, deixando-o muito feliz. No dia seguinte, Deus mandou uma lagarta atacar a planta e rapidamente ela ficou destruída.
Mais uma vez o profeta Jonas ficou irritado e pediu para morrer. Usando esse exemplo da planta, e da piedade demonstrada por Jonas a ela, Deus ensinou ao profeta que era moralmente correto que Ele manifestasse piedade pelo povo de Nínive (Jn 4:6-11).
Nesse ponto a história do profeta Jonas termina repentinamente (Jn 4:11) e o Antigo Testamento não faz qualquer outra referência sobre ele.

O profeta Jonas no Novo Testamento
O profeta Jonas é citado no Novo Testamento pelo próprio Jesus, onde Ele faz referência ao período em que Jonas permaneceu no ventre do peixe e ao arrependimento da cidade de Nínive através de sua pregação (Mt 12:39-41; 16:4; Lc 11:29-32).
Essa referência sobre a história do profeta Jonas no Novo Testamento é muito significativa, pois confere a garantia de que os relatos descritos no livro de Jonas são fatos históricos e literais, e não apenas uma fábula com propósitos nacionalistas como alguns comentaristas céticos sugerem.

O profeta Jonas nos relatos extra bíblicos
Alguns estudiosos defendem que Beroso, um sacerdote e historiador caldeu da Babilônia que viveu no século 3 a.C., teria escrito sobre o episódio envolvendo Jonas. Beroso escreveu em grego uma obra sobre a História da Babilônia, onde em um de seus relatos ele se refere a uma criatura que emergiu do mar para conceder sabedoria divina aos homens chamada Oannes. Seria um tipo de homem-peixe.
Os babilônicos cultuavam diversas divindades com perfis curiosos, incluindo um deus das águas (Enki ou Ea). Mas o que chama atenção nessa história é o fato do nome “Oannes” ser muito semelhante ao nome grego Ioannes, que, junto com o também grego Ionas, é utilizado para representar o hebraico Yonah, ou seja, “Jonas”.

Portanto, alguns acreditam que existe a possibilidade da descrição de Beroso ter alguma relação com a história de Jonas, já que a fama de um evento miraculoso como esse facilmente pode ter corrido entre muitos povos, e originado até mesmo algumas lendas. O problema com essa sugestão parece ser cronológico, já que para alguns o mito sobre Oannes remonta o período de 4.000 a.C., e a história do profeta Jonas se passa num período muito mais recente.
Fonte: https://estiloadoracao.com/historia-de-jonas/


terça-feira, 31 de outubro de 2017

CATARINA VON BORA, MULHER DE LUTERO....

Como Catarina von Bora, mulher de Lutero, influenciou a Reforma Protestante

A "Madame Lutero" influenciou a teologia do marido e o ajudou a manter a saúde mental. Ela não foi a única mulher com papel de destaque na Reforma Protestante





Catarina Von Bora (Foto: Pintura de Lucas Cranach sobre Intervenção de Cristina Kashima )
Ficha: Catarina Von Bora (Foto: Época)
Catarina von Bora tinha 26 anos e sangue nobre, mas quase nenhum dinheiro. Arrumar um bom casamento não era fácil para uma moça como ela: orgulhosa, insubmissa e, pior de tudo, fugida de um convento. Ela vivia de favor na casa de Lucas Cranach, um pintor famoso na cidadezinha de Wittenberg, na Saxônia (que viria a ser parte da Alemanha), e se envolveu num romance com Jerônimo Baumgärtner, um estudante de Nuremberg. Os pais dele se opuseram ao casamento. Não queriam o filho amarrado a uma ex-freira pé-rapada. Jerônimo preferiu obedecer aos pais e não respondeu mais às cartas da namorada. Como muitas moças evangélicas depois dela, Catarina foi conversar com o pastor sobre os tormentos de seu coração. O pastor dela era Martinho Lutero, comandante da Reforma Protestante, a revolução religiosa que sacudia a Europa há exatos 500 anos.
>> Maria Valéria Rezende, a escritora que traz o sertão de volta à literatura

Lutero escreveu ao noivo fujão: “Se você quer sua Catarina von Bora, é melhor fazer alguma coisa rapidamente, antes que ela seja dada a outra pessoa que a queira”. Baumgärtner ignorou o pastor, que tomou para si a tarefa de arranjar um casamento para Catarina, a única ex-freira de Wittenberg que continuava sem marido. Lutero sugeriu a ela que desposasse o velho pastor Casper Glatz. Catarina disse não, mas emendou que se disporia a casar, quem sabe, com o próprio Lutero.
Ficha: Margarida de Navarra (Foto: Época)
Rolou. No final da tarde de 13 de junho de 1525, uma terça-feira, Catarina casou com Lutero, 16 anos mais velho que ela. Lutero não ardia de amores por Catarina, mas afirmou em cartas que a estimava “em alta conta”. Ele resolveu casar para agradar ao pai (que sempre lhe pedia netos), irritar o papa e confirmar seu ensino de que pastores protestantes, em especial os que, como ele, eram ex-monges ou ex-­padres católicos, deviam tomar esposas para si. O casório do “pastor da nação” foi tão importante para a Reforma que sua noite de núpcias contou com um pequeno público, testemunhas que aquele não era um “casamento de José” – uma referência brincalhona de Lutero à crença católica de que Maria, a mãe de Jesus, permaneceu virgem até o fim. Segundo a historiadora americana Ruth Tucker, autora da recém-publicada biografia A primeira-dama da Reforma: a extraordinária vida de Catarina von Bora (Thomas Nelson Brasil, 224 páginas, R$ 29,90), com exceção do anúncio das 95 teses que marcaram o início do protestantismo em 1517, o casamento de Lutero foi o evento que melhor definiu os rumos da Reforma. “Catarina von Bora foi a pessoa mais importante da Reforma Protestante depois de Lutero. Não acredito que ele teria encontrado outra mulher capaz de mantê-lo mental, física e financeiramente saudável como Catarina foi capaz. Sem ela, talvez a Reforma tivesse sido diferente”, afirma Ruth, que, carinhosa, chama Catarina de “Katie Lutero”.
Catarina vivera enclausurada num convento desde os 5 anos de idade. Acompanhada por outras 11 irmãs, fugiu para se unir aos protestantes, que incentivavam a deserção de monges e freiras e gostavam de repetir que mosteiros e conventos eram piores que prostíbulos. Essa estranha patota de ex-freiras chegou a Wittenberg no Domingo de Páscoa de 1525, poucos meses antes do casamento de Catarina e Lutero. Pouco se sabe sobre a vida íntima de Catarina. Não há notícias de diários que ela tenha escrito e apenas oito de suas cartas foram preservadas – todas sobre transações comerciais, sem nenhuma confissão.
Ficha: Argula Von Grumbach (Foto: Época)
Segundo Ruth Tucker, não há nenhuma indicação de que ela fosse uma evangélica devota ou típica mulher de pastor, dessas que lideram grupos de oração e estudos bíblicos para senhoras. “Se Catarina fosse uma mulher de profunda espiritualidade, haveria evidência disso nas cartas de Lutero”, diz. “Mas ele nunca escreveu a ela agradecendo por suas orações ou por ensinar a Bíblia aos filhos. O que ele dizia era sentir falta da cerveja que ela fazia.” Há uma carta em que Lutero afirma ter apostado dinheiro com a mulher se ela terminasse de ler a Bíblia até a Páscoa (não se sabe quem ganhou a aposta). Heloisa Gralow Dalferth, pastora luterana e autora de Katharina von Bora – Uma biografia (Editora Sinodal), discorda que a senhora Lutero tivesse pouca fé. “Catarina dialogava com Lutero e seus alunos, e também com outros reformadores que se reuniam em sua casa. Sabe-se que foi ela quem influenciou Lutero a escrever De servo arbítrio, uma resposta a Erasmo de Roterdã [humanista holandês]”, diz. “Conta-se que ela nem sempre conseguia frequentar os cultos, pois estava ocupada cuidando de doentes.” Fazer cerveja para Lutero talvez também lhe ocupasse bastante o tempo.
Na época da Reforma, mulheres se envolveram em debates teológicos e algumas se tornaram pregadoras da nova fé [leia nos quadros]. “As mulheres abraçaram a doutrina reformada do sacerdócio universal de todos os crentes, que prega que todos – não apenas padres ou pastores – podem anunciar o Evangelho. Elas se sentiram incluídas de uma maneira que não era possível na Igreja Católica”, diz Rute Salviano Almeida, autora de Uma voz feminina na Reforma(Hagnos). Katherine Zell, esposa do reformador francês Mateus Zell, pregava as doutrinas protestantes e acolhia os refugiados das guerras religiosas. A bávara Árgula von Grumbach era casada com um católico, mas publicava panfletos em defesa das ideias de Lutero. A própria senhora Lutero, no entanto, preferia o serviço nos bastidores ao debate público. “Catarina tinha vocação para administrar”, diz Rute. “Ela apoiou Lutero durante todas as crises que ele teve, e esse apoio permitiu que ele continuasse seu trabalho.”
Ficha: Katherine Zell (Foto: Época)
Embora não tenha sido uma típica mulher de pastor, a vida de Catarina ilustra bem a “ética protestante”: os fiéis também devem louvar a Deus por meio do trabalho metódico e disciplinado. Lutero era crente, mas também melancólico, ansioso, boquirroto e desleixado com o dinheiro – nem sequer tinha salário fixo. Catarina era orgulhosa, um pouco avara e não muito popular em Wittenberg – Felipe Melâncton, colega de Lutero, chamava-a de “déspota”. Depois do casamento, ela passou a administrar o Mosteiro Negro, o antigo claustro onde Lutero vivia e que foi convertido numa espécie de pensão familiar depois da Reforma. Com a ajuda de alguns criados, Catarina cuidava de tudo: da comida, dos jardins, dos 40 quartos disponíveis, de quatro dos seis filhos que teve com Lutero (dois morreram na infância) e de um punhado de crianças órfãs e doentes das redondezas. Ela proibiu o marido de perdoar dívidas de hóspedes, em sua maioria estudantes que vinham de todas as partes ouvir o reformador. Catarina comprava e vendia terras, negociava a publicação dos livros do marido e insistia que ele cobrasse por suas aulas. Às vezes, ela viajava a negócios e ele ficava em casa cuidando das crianças.
>> Francês que era ateu, virou católico e perdeu a fé escreve livro sobre o cristianismo

O filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard (1813-1855) afirmou que “Lutero poderia muito bem ter se casado com uma planta”, numa insinuação grosseira de que Catarina não teve nenhuma importância na trajetória do marido. No entanto, as estudiosas ouvidas pela reportagem afirmam que ela influenciou, sim, o pensamento teológico do reformador sobre a mulher, o casamento e a família. Em 1520, Lutero pintou um retrato negativo de Eva, a mulher que comeu o fruto proibido e abriu as portas do Jardim do Éden para o pecado. Ele disse que Eva era “faladeira e supersticiosa” e deveria ter chamado Adão para lidar com a serpente. Nas décadas seguintes, mudou de opinião e passou a se referir a Eva como uma “mulher heroica”, “parceira no comando” e “em parte alguma inferior a seu marido”. A avaliação mais generosa da mulher de Adão surgiu após anos de convívio com Catarina, sua “parceira no comando”, que lidava melhor que ele com o jardim e problemas variados. Lutero era melhor com as palavras e tinha algum talento para a música. Um dos hinos mais famosos que compôs se chama “Castelo forte”, que descreve Deus como uma fortaleza onde os fiéis buscam refúgio em tempos de tribulação. Com todo o respeito ao Senhor, parece que Lutero tinha mais um “castelo forte”: Catarina, para quem ele inventava apelidos carinhosos, como “Estrela da manhã de Wittenberg”, ou de doçura mordaz, como “Kette”, um bom diminutivo para “Katharina”, que também pode ser traduzido como “corrente” ou “grilhão”.
Ficha: Renee de França (Foto: Época)

Como Catarina von Bora, mulher de Lutero, influenciou a Reforma Protestante

A "Madame Lutero" influenciou a teologia do marido e o ajudou a manter a saúde mental. Ela não foi a única mulher com papel de destaque na Reforma Protestante

RUAN DE SOUSA GABRIEL
17/10/2017 - 08h01 - Atualizado 17/10/2017 11h05