sexta-feira, 20 de outubro de 2017

POR QUE O ALVO SÃO AS CRIANÇAS?


POR QUE O ALVO SÃO AS CRIANÇAS?
A estratégia satânica não se refere apenas às crianças. Ela diz respeito aos filhos.


Por Sérgio Renato de Mello



Hoje em dia já se vê que a volta de Jesus está próxima. O previsto na escritura é um prenúncio do grande dia, o dia em que alguns receberão a salvação e outros, infelizmente, não. O destaque para os dias que correm é com relação às crianças. Por que querem tanto desfigurar as crianças? Por que querem tanto desnaturar um ser em desenvolvimento com cenas de sexo e nudez para combater o preconceito e a desigualdade?
A estratégia satânica não se refere apenas às crianças. Ela diz respeito aos filhos. O objeto de desejo do mal são os filhos pequenos. A importância deles para nós, cristãos, é tão grande quanto a que Deus deu ao seu, Jesus. Não foi à toa porque Deus deu seu único filho para salvar a humanidade. Deus, o criador, poderia ter dado o que quisesse, qualquer outro bem material ou imaterial. Só que não. Deus resolveu sacrificar um filho. E o diabo sabe disso e investe pesado para desnaturar a criação de Deus aqui na terra, o homem, o ser humano, mais especificamente, para doer mesmo no coração do cristão, a criança, o filho pequeno.


O diabo é mesmo astuto e ele não para em serviço, não mede esforços para conseguir o que quer. Não perde tempo, muito embora tenha todo o tempo do mundo, a eternidade toda. Nesse ponto, o diabo ganha do cristão. O cristão desiste facilmente do que quer, sente-se cansado e desanimado na primeira tentativa fracassada. O diabo não. Ele vai até que o cristão ceda. Deus deixou dito: resisti ao diabo e ele fugirá de voz!
O diabo não quer saber da origem da criança ou do filho. Não quer saber se a criança é filho de um cristão ou não. O que importa é a condição de filho do homem.
Por outro lado, já não vem de hoje que a cultura cristã está ameaçada. Já nem falo de religião cristã. Falo de cultura mesmo porque o viés cultural do cristianismo é também de grande valia, na medida em que existem pessoas que dizem não acreditar em Jesus, no cristianismo, mas esboçam um certo aspecto cristão de ser. Isso é cultural. Vem da moral cristã. Isso também tem que ser defendido com unhas e dentes por todos, incluindo cristãos. Cristãos com certa sensibilidade e consciência do seu papel evangelizador, sempre à espera e à espreita de mais uma alma a ser ganha.


Nietzsche, em sua passagem pela terra, disse que Deus estava morto. Ele referia que Deus estava inoperante diante de uma cultura cada vez mais secularizada, inculta e pagã, não necessariamente que Deus não existia ou que tinha existido e morrido. Mas Jesus deixou em registro que sobrevive até hoje: “Os céus e a terra passarão; minhas palavras, porém, não passarão”. G. K. Chesterton escreveu que a religião e a fé não morreram, sobreviveram. No seu livro O homem eterno está escrito sobre as cinco mortes da fé. Porém, ela morreu e sobreviveu, estando ainda hoje viva entre nós. É muito fácil todos serem agnósticos sem abolir os bispos, disse Chesterton, naquela obra.
Mas o cristianismo sobreviveu a tudo o que a história nos conta em registro, pois ele tem um Deus que conhece o caminho para fora da sepultura (Chesterton).
Quando digo que o diabo é astuto, esperto, entusiasmado, guerreiro mesmo, estou me referindo ao seu modo de agir. Não o estou enaltecendo, obviamente. Esse texto é apenas um repasse do pouco conhecimento que tenho a respeito das coisas da fé e do que sinto em relação ao que Deus quer para todos. De nada adianta saber a bíblia de ponta a ponta e não a praticar, entendê-la, sentir o seu espírito. Por isso digo e afirmo que o diabo quer nossas crianças, nossos filhos, para ele, porque tem inveja de Deus, que deu seu único filho em salvação por nós. Aliás, o diabo inveja Deus em tudo, quer copiá-lo.
As palavras de Jesus sobrevivem até hoje. Elas nunca passarão. Mesmo que os inimigos da fé continuem a combatê-la, será como se combatessem a natureza (e a mais importante das vítimas será a natureza humana), como se lutassem contra os céus. Vale repetir: “céus e terra passarão; minhas palavras não”.

Fonte: https://artigos.gospelprime.com.br/por-que-o-alvo-sao-as-criancas/


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

NATUREZA E IDENTIDADE DA IGREJA DE CRISTO

Natureza e Identidade da Igreja de Cristo


Em horários intercalados, a Catedral de Rouen, um dos mais belos e impressionantes templos góticos já produzidos pelo espírito e engenho humano, foi sucessivamente pintada pelo mestre impressionista Claude Monet. Movido pelo interesse cada vez mais constante de captar as várias mutações que o efeito da luz provocava na fachada gótica, Monet pinta cinquenta telas em horários e dias intercalados para captar todo o efeito óptico da fachada de Rouen.

A Catedral é a mesma, mas o élan que os feixes de luz e sombras provocam no artista dá-lhe a impressão de que cada fachada é nova e distinta. O frontispício imponente permanecia inamovível e imutável, mas ao espírito e olhos de Monet as imagens mudavam radicalmente. A paisagem diante de si apresentava-se nova e diversa, de acordo com a luminosidade natural e a incidência da luz sobre o templo.[1] O assombro que tomou conta de Monet dirigiu-o a pintar mais uma vez a Catedral. A tela, assinada no mesmo ano, 1984, foi chamada Catedral de Rouen vista ao amanhecer. A igreja é a mesma, mas trata-se de obras autônomas e distintas.

A pintura da fachada da Catedral de Rouen ilustra perfeitamente os estudos e discursos modernos concernentes a identidade da Igreja. E o assombro do artista, talvez, seja representado melhor pelo absconditus barthiano: “Estamos perante o mistério de Deus quando nos deparamos com o mistério da Igreja.”[2] Diversos teólogos, missionários, pastores e biblicistas têm apresentado várias nuanças do mesmo frontispício, da mesma igreja, de acordo com sua própria arte e metodologia.

Emil Brunner, por exemplo, afirmava que a essência da igreja do Novo Testamento era a comunhão com Cristo e o amor entre os crentes: Segundo Brunner:
O Corpo de Cristo nada mais é do que uma comunhão de pessoas. É a “comunhão de Jesus Cristo” ou “comunhão do Espírito Santo”, onde comunhão ou koinonia significa uma participação comum, uma “condição de estar juntos [togetherness], uma vida em comunidade. [3]
Para Brunner, a natureza milagrosa e excepcional da Igreja é a união mística com Cristo. A Igreja é o Corpo de Cristo. Não deve, portanto, ser confundida com uma mera organização, e o clero não deve exercer sobre ela o mesmo domínio que um líder tem sobre uma instituição. Nessa perspectiva, o teólogo dialético considera o derramamento do Espírito na festa de Pentecostes como o início da Igreja. A efusão do Espírito Santo é identificado estritamente com o nascedouro da Igreja e ambos são indissociáveis. Segundo o autor “no começo da história da Ecclesia está o mistério do Pentecoste”[sic]. [4]

O envio do Paracleto inaugura um novo começo, entendido como misterioso e comunitário: “onde o Espírito está”, afirma, “existe comunhão cristã”.[5] A Igreja não surge por iniciativa humana, seja por um esforço individual, seja coletivo. Uma vez que a Igreja não é produto do empreendimento humano, o Espírito Santo não cria cargos por meio dos quais o líder governa, mas serviços através dos quais o líder serve. [6] É a presença de Cristo por meio de sua Palavra e de seu Espírito que torna a Igreja o que ela é. O Espírito Santo é o próprio fôlego de vida da Igreja e, portanto, ela não pode ser confundida com uma instituição sagrada, ou como numerus electorum (números dos eleitos), pois trata-se do Corpo de Cristo.[7]

Se a Igreja deixar de ser Corpo de Cristo para se tornar uma instituição, mesmo que sagrada, ela perde sua natureza, essência e identidade para tornar-se “imagem e semelhança de seus líderes”, de seu tempo e cultura. Em síntese, a natureza da Igreja como Corpo místico de Cristo e habitação do Espírito e o amor fraterno entre os crentes são os elementos que determinam a identidade da Igreja. A Igreja é Corpo de Cristo e comunhão dos fiéis, como também afirmará Pannenberg.

Wolfhart Pannenberg considera o Corpo de Cristo como o conceito mais profundo da natureza e identidade da Igreja. Para ele, esse corpo se realiza e se configura na celebração da ceia do Senhor. A celebração da ceia do Senhor, afirma, “constitui a igreja como corpo de Cristo e, logo, como comunhão dos fiéis”.[8] Uma vez que a santa ceia do Senhor não é uma criação da Igreja, mas uma instituição de Jesus em que a anamnese e epiclese configuram-na, afirma Pannenberg: “A multidão dos que crêem é igreja somente pela celebração da ceia do Senhor, que os torna corpo de Cristo e assim uma congregação da nova aliança”.[9]

O Senhor presente na ceia é o mesmo que morreu na cruz, entretanto essa presença se dá por meio da memória de Jesus que se encaminha para a morte. Memória, para o autor, é “atualização cultual na forma de celebração” [10] que transita para a prece pela vinda do Senhor (maranatha:1Co 16.22) na comunhão da ceia como antecipação do reino vindouro de Deus.[11] A celebração da santa ceia é vivificada pela presença do Espírito Santo. Cristo está presente no culto de celebração pascal por meio do Espírito (Mt 18.20); não unicamente pelo fato de o Espírito ser invocado (epiclese), mas sim, por ser Ele o que torna a anamnese eficaz como forma de adoração e serviço a Jesus Cristo.

De acordo com Pannenberg, a celebração da ceia do Senhor sempre foi mais do que uma “peça axial” do culto dos primeiros cristãos. Era tanto unidade mística com Cristo e celebração da comunhão cristã, quanto proclamação pública da morte de Cristo perante os que ainda não creem.[12] Essa tríade deveria constituir um sinal da esperança pela consumação da humanidade no reino de Deus, caso não houvesse, como se verifica na história, o convício. Por meio de cisões, pela intolerância e ambição de poder de seu clero, mas também por adaptação excessiva aos modismos cambiantes do mundo de um lado e por formas estreitas e coercitivas de devoção de outro, que permitem notar pouco do hálito libertador do Espírito, a igreja sempre de novo obstruiu a tarefa fundamentada em sua essência.[13]

Todavia, para o autor, esse sinal não deixa de sê-lo pelas inconstâncias e discórdias da Igreja. É a pregação do evangelho que renova aos membros o seu pertencimento a Jesus. A Igreja, Corpo de Cristo, é o verdadeiro povo de Deus, não obstante à perda de sua natureza e identidade nas muitas cisões que a fragmentou. Mas se a comunhão mística com Cristo e a unidade dos cristãos em amor são os elementos que constituem a identidade da Igreja; então podemos dizer que a Igreja perdeu essa identidade há muitos séculos e que já não estamos mais tratando de uma entidade única, mas diversa. Ou se a unidade com Cristo é o que mantém a unidade entre os fiéis que participam da mesma mesa; então, os convícios que marcam a história dessa instituição são um atentado direto à identidade e natureza dela, além de ser um forte testemunho contra a sua unidade mística com Cristo.


Notas


1. Ver GEIGER, P. (org.) Galeria Delta da Pintura Universal. Rio de Janeiro: Editora Delta, 1977, p. 132.
2. BARTH, K. Carta aos Romanos. São Paulo: Editora Cristã Novo Século, 2003, 1.ª Parte, p. 637.
3. BRUNNER, E. O equívoco sobre a Igreja. São Paulo: Editora Cristã Novo Século, 2004, p. 14.
4. Id. Ibid., p. 15.
5. Id. Ibid., p. 15.
6. BENTHO, E. C. Igreja identidade & símbolos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.15.
7. BRUNNER, E., Id. Ibid., p.16.
8. PANNEMBERG, W. Teologia Sistemática. São Paulo: Editora Academia Cristã; Paulus, 2009, vl. 3, p. 575.
9. Id. Ibid., p. 415, 449.
10. Id. Ibid., p. 419.
11. Id. Ibid., p. 434.
12. Id. Ibid., p. 449- 453.
13. Id. Ibid., p. 577.

A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE COMO A MISÉRIA DA TEOLOGIA E TEOLOGIA DA MISÉRIA

A Teologia da Prosperidade como a Miséria da Teologia e Teologia da Miséria


No ano de 1846, Pierre-Joseph Proudhon, filósofo político e anarquista francês, escreveu um livro no qual criticava o sistema econômico de sua época. Contemporâneo de Karl Marx, enviou a obra, Sistemas das Contradições Filosóficas ou Filosofia da Miséria, ao amigo e correspondente. Marx não concordou com a teoria econômica de Proudhon e dedicou-se a compor outro escrito, A Miséria da Filosofia, editado em 1847. O título era uma paródia ao subtítulo do trabalho literário do francês. Desde então a expressão “miséria da filosofia” é usado para designar uma contradição dentro de um sistema ou teoria e até mesmo para designar as falhas metodológicas em uma abordagem, seja ela científica, seja ela religiosa.

De igual modo, também podemos comparar a Teologia da Prosperidade (TP) como a Miséria da Teologia. Não apenas pelo fato de ser uma teologia cáustica, que corrói os fundamentos epistêmicos da Teologia Cristã, mas porque depaupera a Teologia, esvaziando sua mensagem e corrompendo seu significado. Quais, portanto, são as doutrinas cristãs esvaziadas pela TP que a torna a Miséria da Teologia? Vejamos:

1. A Doutrina da Revelação. Toda e qualquer religião, seja em seu aspecto teológico, seja em seu aspecto fenomenológico, se autocompreende por meio de uma revelação, geralmente atribuída a uma ação divina e uma recepção humana

A teologia cristã não existe sem uma compreensão da Revelação de Deus. Assim, toda manifestação cristã reflete de alguma forma a teologia da revelação ou uma compreensão a respeito dela, consciente ou inconscientemente. A confissão de fé, que se deriva de uma hermenêutica da revelação, por exemplo, se manifesta no rito, nos elementos que formam o culto, de tal forma que a doutrina pode ser vista na liturgia e a liturgia apresenta a doutrina. A lex credendi não é separada da lex orandi

Desta forma, quando o teólogo da prosperidade anuncia o desejo de Deus de conceder ao homem a prosperidade, a honra e a riqueza, fala a partir de uma compreensão da Doutrina da Revelação e se coloca como canal desvelador e profético. 

A autocomunicação que Deus faz de si na Escritura e na história é reduzida ao imediatismo fugaz da necessidade humana, pois torna-se apenas uma resposta ao sofrimento humano. A TP reduz a Doutrina da Revelação a um discurso ideológico que mescla algumas verdades da Escritura com valores mensuráveis na vida do crente, como a prosperidade econômica. O discurso sobre a Revelação de Deus é midiático e repetido à exaustão até que se faça a troca simbólica de entregar a Deus o melhor e, o Senhor, dono do ouro e da prata, “retribuirá proporcionalmente à oferta”. A TP tem um conceito opaco de Revelação que obriga o fiel a sacrificar o intelecto para aceitá-lo. Os teólogos da prosperidade, se estudaram teologia algum dia, podem ser acusados de improbidade ou desonestidade intelectual pelo fato de corromperem a Teologia da Revelação de Deus. A polissemia e a polifonia da revelação são reduzidas a um discurso lazarento, miserável, monossêmico, incapaz de traduzir toda riqueza da revelação de Javé na história. Os teólogos da prosperidade são assim culpados por reduzir a espinha dorsal da teologia cristã à miséria de uma teologia reducionista e manipulável. Essa forma de teologia só pode ser a miséria da teologia.


Conjunto à Doutrina da Revelação necessariamente temos que abordar a respeito da teontologia, ou do ser de Deus.

2. A Doutrina de Deus. Outro fundamento teológico reduzido à miséria da teologia é a doutrina de Deus.  A revelação do nome de Deus a Moisés em Êx 3.13-15 tem elementos do mistério que circunda a manifestação que Javé faz de si mesmo. O Deus que se mostra, afirma P. Ricouer[1] é um Deus escondido e a quem pertencem as coisas ocultas. O Senhor se revela por meio de um nome inominável! “Javé” – Ele é – não é um nome que define, mas que significa, que significa o gesto da redenção, afirma Ricouer. A revelação do Eterno é histórica (Deus de Abraão, Isaque e Jacó), no entanto, está apoiada no mistério que circunda o sentido do nome.
Se na cultura judaica primitiva conhecer o nome de um personagem tornava-o disponível ao talante do conhecedor; a revelação do Nome a Moisés demonstrava que o Senhor não estaria à mercê da linguagem e disposição de seus adoradores. “Eu Sou” (Ehyéh asher ehyéh) não é um nome que desvela apenas sua natureza e essência incomunicável, mas que o coloca como o Deus da Redenção do passado, do presente e do futuro. O que Ele é está oculto na essência do que o Nome significa. 

Há, portanto, um segredo e uma comunicação. A TP, entretanto, emprega o nome divino e a autocomunicação que o Eterno faz de Si na Escritura e na história como um amuleto mediante o qual conhecer o Nome é colocá-lo à vontade do adorador. Javé é reduzido à coisa, ao objeto que se manipula, ao divo frágil controlado à mercê de alguém. O Nome divino assim empregado pelos teólogos, pastores e adeptos da TP perde a dialética da comunicação e do segredo, do amor e do compromisso, da transcendência e da imanência. O Eterno deixa de ser Deus para se tornar Deus ex machina.

Permita-me o leitor, explicar o sentido da expressão Deus ex machina, isto é, “o deus máquina ou mecânico”. Quando determinada ficção criada pelos teatrólogos gregos estava emaranhada, de difícil resolução, costumava-se descer inesperadamente um deus por meio de uma máquina até o local da encenação a fim de resolver de modo mirabolante a trama. O respectivo divo mecânico, chamado deus ex machina, era uma válvula de escape e solução para o fechamento glorioso do drama. Desde então a expressão é usada para descrever toda e qualquer solução artificial e inesperada. Neste aspecto, o pastor e teólogo protestante D. Bonhoeffer fez ácidas contestações ao “deus figurante” (deus ex machina) como uma forma de explicação e solução quando nada mais é possível ou não se acha uma resposta satisfatória para as perguntas que se colocam diante da Igreja. Afirmava que

Deus não é um tapa-furos; Deus tem de ser conhecido não apenas nos limites de nossas possibilidades, mas no centro da vida; Deus quer ser conhecido na vida e não apenas na morte, na saúde e na força e não apenas no sofrimento, na ação e não apenas no pecado. A razão disso está na revelação de Deus em Jesus Cristo. Ele é o centro da vida, e de modo algum “veio para” trazer-nos a resposta para questões não resolvidas. A partir do centro da vida, certas perguntas até mesmo caem por terra e, da mesma forma, as respostas a essas perguntas. [2]

A TP faz de Deus um deus ex machina; um figurante que desce de seu trono para solucionar o indissolúvel. Um deus levado ao talante de seus adoradores; dominado, limitado e preso às circunstâncias de quem o clama. Essa forma de teologia só pode ser a miséria da teologia. Rejeitemos, em forma de doutrina ou de cântico, como modelo litúrgico e de comunhão cristã, a TP que nada mais é do que a miséria da teologia e a teologia da miséria.





[1] Paul ricoeurEscritos e conferências 2: hermenêutica. São Paulo: Edições Loyola, 2011, p.168.
[2] Dietrich BonhoefferResistência e submissão: cartas e anotações escritas na prisão. Rio Grande do Sul: Editora Sinodal, p.415-16.

Esdras Costa Bentho é teólogo, pedagogo e Mestrando em Teologia pela PUC-RJ.
Fonte: http://teologiaegraca.blogspot.com.br/2013/06/a-teologia-da-prosperidade-como-miseria.html

terça-feira, 17 de outubro de 2017

CIMADESO -

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Revendo Ribeiro
Presidente da CIMADESO


Quem pode se filar a CIMADESO? Apóstolos,Bispos, Bispas, Pastores, Pastoras, Evangelistas, Presbíteros, Diáconos, Diaconisas, Missionários, Missionárias. Direito a Credencial e Diploma de Ordenação e Filiação


Missão da CIMADESO: auxiliar os Ministros e demais obreiros na preparação eclesiástica para exercerem seus ministérios. capacitação teológica Com Curso de Teologia oferecido pela IBOA.

A finalidade da CIMADESO é a de congregar seus membros em harmonia e amor fraternal.Informações!!!


MINHA CONVENÇÃO COM MUITO PRAZER...

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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

“SALVAÇÃO – O AMOR E A MISERICÓRDIA DE DEUS”


ASSEMBLEIA DE DEUS- MINISTÉRIO DE CORDOVIL
Congregação do Colégio


Departamento de Educação Cristã




SALVAÇÃO – O AMOR E A MISERICÓRDIA DE DEUS


Introdução: - Nesta lição falaremos acerca de duas características morais de Deus: o Amor e a Misericórdia de Deus; inicialmente traremos uma definição sobre estas virtudes; falaremos sobre o amor e a misericórdia divina e suas características; e, por fim, veremos como estas virtudes se manifestaram de forma mais expressiva em Cristo Jesus.

I.       Definições:

1)       Definição da palavra amor. -  A palavra “amor ocorre na Bíblia 276 vezes. No Antigo Testamento: 123; e no Novo Testamento: 153 (JOSHUA, sd, p. 183). - Teologicamente o amor é avirtude que nos constrange a buscar, desinteressada e sacrificialmente, o bem de outrem” (ANDRADE, 2006, p. 42). -  Biblicamente, o termo hebraico básico para “amor” é “hesed”, que utilizado para Deus, significa “amável benignidade” ou “suave e amável benignidade”. A palavra grega “ágape”, utilizada para se referir ao amor divino, significa amor “não-egoísta” ou “sacrifical(GEISLER, 2010, p. 93 – acréscimo nosso).

2)       Definição da palavra misericórdia.  - A palavra “misericórdia” ocorre na Bíblia 158 vezes. No Antigo Testamento: 99; e no Novo Testamento: 59 (JOSHUA, sd, p. 977).  - A palavra hebraica para misericórdia é “rahamîm” que significa: “entranhas, misericórdias, compaixão”, esta mesma expressão é traduzida para o grego por “eleõ” mostrar generosidade, mediante beneficência ou ajuda (VINE, 2001, pp. 73,480).    - Teologicamente diz respeito a “uma compaixão suscitada pela miséria do próximo(ANDRADE, 2006, p. 266 – acréscimo nosso). Gilberto (2008, p. 76) acrescenta dizendo que: misericórdia é o termo teológico para compaixão; trata-se da disposição de Deus para socorrer os oprimidos e perdoar os culpados”.


II.       O MARAVILHOSO AMOR DE DEUS

·            Subsídio Teológico: - O Amor de Deus“Sem menosprezar a paciência, misericórdia e graça de Deus, a Bíblia associa mais frequentemente o desejo de Deus em nos salvar ao seu amor. No AT, o enfoque primário recai sobre o amor segundo a aliança como se vê em Dt 7.

Com respeito à redenção segundo a aliança, diz o Senhor: “Como amor [heb. ‘Ahavah’] eterno te amei [heb, ‘ahev’]; também com amável benignidade [heb. Chesedh] te atrai’ (Jr 31.1). a despeito da apostasia e idolatria de Israel, Deus amava com amor eterno.

O NT emprega agapão ou ágape para referir-se ao amor salvífico de Deus. No grego pré-bíblico, essas palavras tinham pouca relevância. No NT, porém, são óbvios e seu poder e valor, ‘Deus é ágape’ (Jo 3. 16). Por isso, ‘ele deu seu Filho Unigênito’ (Jo 3.16) para salvar a humanidade. Deus tem demonstrado seu amor imerecido para conosco ‘em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores’ (Rm 5. 8). O NT dá amplo testemunho do fato de que o amor de Deus o impeliu a salvar a humanidade perdida. Por isso, estes quatro atributos de Deus – a paciência, a misericórdia, a graça e o amor – demonstram a sua bondade ao promover a nossa redenção(HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1. Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996. Pp. 345, 346).  


2.1.        Deus é amor: - A Bíblia diz que Deus é amor (1 Jo 4.8,16); que Seu amor é grande (1 Jo 3.1); que é eterno (Jr 31.3); que foi provado (Rm 5.8); derramado (Rm 5.5); e, ainda elenca diversas características deste amor. Vejamos:

2.2.     Amor incondicional.  - Diferente do amor humano que é condicional, o amor divino é superior pois manifesta-se de forma incondicional: “Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro” (1 Jo 4.19). A palavra grega usada para descrever o amor de Deus pelo homem é “ágape”. Esse tipo de amor é absolutamente singular, já que ele não depende da beleza do objeto a ser amado. Naturalmente, o amor humano não funciona dessa maneira. Nós amamos outras pessoas porque elas nos amam ou porque vemos nelas alguma beleza ou valor. Deus nos ama independente do nosso amor: “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós [...]” (1 Jo 4.10). Portanto, o amor de Deus por nós não foi motivado por algum amor anterior da nossa parte.

2.3.      Amor imparcial.  - Desde o início, o propósito divino era revelar o Seu amor e estender a bênção da salvação a todos os homens indiscriminadamente, pois Ele não faz acepção de pessoas (Dt 10.17; At 10.34; Rm 2.11). A vinda do Messias ao mundo mostrou claramente isso (At 10.34; Rm 2.11; Ef 6.9). É necessário entender que: (a) Deus amou o mundo e não apenas uma classe de pessoas (Jo 3.16); (b) o sacrifício de Jesus não alcança apenas um povo, mas o mundo todo (Jo 1.29;1 Jo 2.2); (c) sua graça alcança tanto os judeus como os gentios (Rm 3.29; 9.24,30; Gl 3.14; Ef 3.6); (d) a ordem de levar as boas novas de salvação é extensiva até aos confins da terra (Mt 28.19; Mc 16.15; At 1.8).

2.4.       Amor imensurável.  - Jesus disse a Nicodemos com uma intensidade incalculável “Deus amou o mundo de tal maneira [...]” (Jo 3.16). A expressão “tal” segundo o (Aurélio (2004, p. 1908) significa: “análogo, semelhante”. A ideia de Jesus é dizer que não há nada com que possa ser comparado (Jo 15.13). Paulo disse que Deus amou tanto o homem que “[…] que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós […]” (Rm 8.32); e ainda falou sobre o “[…] seu muito amor com que nos amou” (Ef 2.3). O apóstolo João, por sua vez, afirmou: “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai […]” (1 Jo 3.1). Seu amor é maior que de uma mãe por seu próprio filho (Is 49.15).

2.5.       Amor incompreensível. - Há dois questionamentos que geralmente as pessoas fazem em relação ao amor divino. O primeiro: é como Deus pode nos amar? A Bíblia mostra que Deus decidiu nos amar (Jo 3.16). Thiessen (1986, p. 83) diz que o amor de Deus “não é um impulso emocional, mas uma afeição racional e voluntária, sendo fundamentada na verdade e santidade e no exercício da livre escolha”. O segundo questionamento que alguém poderá fazer é: como pode Deus sendo amor, condenar os que o rejeitam? É necessário entender que o pecado tem origem no homem e este por sua vez, foi quem se condenou quando deliberadamente optou por pecar (Gn 2.16,17; Ez 18.4; Rm 6.23-a). Deus como o Grande Legislador e Juiz apenas julgará e condenará o homem por seus próprios atos (At 17.31; Rm 2.16). Portanto, o amor de Deus está em pleno acordo com a retidão e a justiça das exigências de castigo para o pecador. “Se o amor não incluir a justiça, ele não passa de sentimentalismo” (WILMINGTON, 2015, p. 15).


III.       UM DEUS MISERICÓRDIOSO

·   Subsídio Teológico: - Misericórdia: -  “No AT, a palavra ‘misericórdia’, é tradução da palavra grega eleos, ou ‘piedade’, compaixão, misericórdia’ (veja seu uso em Lucas 10. 37; Hb 4. 16), e oiktirmos, isto é, ‘companheirismo em meio ao sofrimento’ (veja seu uso em Filipenses 2.1; Colossenses 3. 12; Hebreus 10.38).

No AT, este termo representa duas raízes distintas: rehem, que pode significar maciez), “o ventre”, referindo-se, portanto, à compaixão materna (I Rs 3. 26, ‘entranhas’), e hesed, que significa força permanente (Sl 59. 16; 62, 12; 144.2) ou ‘mútua obrigação ou solidariedade das partes relacionadas’ – portanto, lealdade. A primeira forma expressa a bondade de Deus, particularmente em relação àqueles que estão em dificuldades (Gn 43. 14; Êx 34. 6). A segunda expressa a fidelidade do Senhor, ou os laços pelos quais ‘pertencemos’ ou ‘fazemos parte’ do grupo de seus filhos. Seu permanente e imutável amor está subentendido, e se expressa através do termo berit, que significa ‘aliança’ ou ‘testemunho’ (Êx 15. 13; Dt 7. 9; Sl 136. 10 – 24) ” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. Ed. Rio de Janeiro: CPAD, p. 1290).

O AT diz que as misericórdias do Senhor são muitas (1 Cr 21.13; Sl 51.1; 119.156); são grandes (Nm 14.19; Ne 9.31; Sl 57.10; 103.11); são eternas (Sl 25.6; 100.5; 103.17; 106.1); são boas (Sl 109.21); imutáveis (Is 54.10); são a causa de não sermos consumidos (Lm 3.22). Jesus disse que “o Pai é misericordioso” (Lc 6.36). Paulo disse que esta misericórdia Ele estendeu a todos os homens indistintamente (Rm 11.32); que os gentios devem glorificar a Deus porque foram pela misericórdia incluídos no plano da salvação (Rm 15.9). É dito que Deus é riquíssimo em misericórdia (Ef 2.4). Vejamos algumas verdades sobre a misericórdia divina:

3.1.    A misericórdia é uma atitude opcional de Deus.  - Assim como o amor é uma atitude voluntária de Deus em relação ao Homem, o mesmo se diz da misericórdia. Ele não é constrangido a agir de forma misericordiosa, quando faz, o faz porque quer (Ne 9.31; Sl 78.38; Jn 4.2). Ele disse: “[…] e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer” (Êx 33.19).

3.2.     A misericórdia é um ato gracioso de Deus. - No NT a palavra misericórdia é muitas vezes mencionada ao lado da graça de Deus (1 Tm 1.2; 2 Tm 1.1; Tt 1.4). Segundo Vine (2002, p. 183) a mesma palavra hebraica para graça “hesed” também pode é traduzida como “misericórdia”, dando a entender que ambas são correlatas, porém distintas. Pode-se dizer que “a graça e a misericórdia são lados diferentes da mesma moeda. A misericórdia é o ato de conter a punição merecida, enquanto a graça é o ato de conceder o favor não merecido. Portanto, a misericórdia garante que o pecador não receba o que merece, a saber, o castigo, ao passo que a graça garante que ele receba aquilo que ele não merece, a saber, a benção” (WILMINGTON, 2015, p. 14).


3.3.    A misericórdia é oposta ao merecimento. - Sempre que a Bíblia fala da misericórdia mostra-a sendo exercida por Deus em relação as pessoas que não merecem, por isso ela sempre aparece ao lado do perdão “O SENHOR é longânimo, e grande em misericórdia, que perdoa a iniquidade e a transgressão [...]” (Nm 14.18-a). O pecado torna o homem indigno das bênçãos divinas, no entanto, pela misericórdia, Deus dispensa seus favores para que o homem mesmo nesta condição, retendo a Sua ira (Nm 14.19; 2 Sm 24.14; 1 Rs 8.50; Ne 9.31; 25.7; 51.1). “A misericórdia susta a penalidade que deveria cair sobre o pecador e abre caminho para a obra da graça começar a atua nele” (CAMPOS, 2002, p. 292).


IV.       O AMOR E A MISERICÓRDIA REVELADAS EM CRISTO JESUS
Embora a narrativa bíblica nos mostre, em diversos momentos, Deus revelando o Seu amor e a Sua misericórdia com o homem, a nação de Israel e com os gentios, houve um momento histórico em que estas duas virtudes foram evidenciadas como nunca antes, quando Jesus Cristo foi enviado ao mundo para morrer pelos pecadores. Todos os homens, sem exceção, estão sentenciados ao castigo eterno (Rm 3.23; 6.23-a). No entanto, a Escritura nos mostra que a atitude de Deus em relação a humanidade culpada foi diferente da esperada. Vejamos:

4.1.       Jesus Cristo, a expressão máxima do amor divino. - No NT encontramos Jesus afirmando a Sua vinda ao mundo, constitui-se na expressão máxima do amor divino “[…] Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito […]” (Jo 3.16-a). Paulo, por sua vez, afirmou que “[…] Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8). Ele ainda afirma que a entrega de Cristo para morrer por ele constitui-se na prova do Seu amor: “[…] o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2.20). E, também: “[…] Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós […]” (Ef 5.2); e ainda: “[…] Cristo Amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela […]” (Ef 5.25). Pedro, assevera que Jesus foi: “[…] manifestado nestes últimos tempos por amor de vós” (1 Pe 1.20). O apóstolo João por sua vez nos diz: “[…] ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1 Jo 4.10); e, também: “Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos” (1 Jo 4.9).

4.2.  Jesus Cristo, a expressão máxima da misericórdia divina. - Em Sua misericórdia Deus se revela um Deus que tem compaixão dos que se acham na miséria e está sempre pronto a aliviar a sua desgraça. Por causa desta misericórdia, Deus enviou a Jesus Cristo para morrer no lugar do seu povo e, assim, livrou-os de receber pessoalmente a condenação que mereciam (Lc 1.78), pois Ele é o Pai das misericórdias (2 Co 1.3). Portanto, a vinda de Cristo é a manifestação suprema da misericórdia para nos salvar: “[…] segundo a sua misericórdia, nos salvou […]” (Tt 3.5). Paulo ainda diz que: “Deus, que é riquíssimo em misericórdia […]” (Ef 2.4,5). E, também “[…] Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia” (Rm 11.32). Definitivamente: “[…] a misericórdia triunfa do juízo” (Tg 2.13).


·  Subsídio Teológico: - “[...]. É preciso compreender e comparar dois aspectos da salvação, que são: o aspecto legal e o aspecto ético e moral. No aspecto legal está a justificação, que trata da quitação da pena do pecado. Significa que a exigência da Lei foi cumprida. Porém, no aspecto moral, está a santificação que trata da vivência cotidiana após a justificação. Como compreender então a relação entre a justificação e a santificação?

Em primeiro lugar, a santificação trata do nosso estado, assim como a justificação trata da nossa posição em Cristo. Observe isto: Na justificação somos declarados justos. Na santificação nos tornamos justos. A justificação é a obra que Deus faz por nós como pecadores. A santificação diz respeito ao que Deus faz em nós. Pela justificação somos colocados numa correta e legal relação com Deus. Na santificação aparecem os frutos dessa relação com Deus. Pela justificação nos é outorgada a segurança. Pela santificação nos é outorgada a confiança na segurança. Em segundo lugar, a santificação envolve, também, o aspecto posicional. Na justificação o crente é visto em posição legal por causa do cumprimento da Lei, na santificação o crente é visto em posição moral e espiritual. Posicionalmente, o crente é visto nesses dois aspectos abordados que são: o legal e o moral. Legalmente, ele se torna justo pela obra justificadora de Jesus Cristo. Moralmente, ele se torna santo por obra do Espírito Santo”. (Cabral, Elienal. Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus. 5. Ed. Rio de Janeiro; CPAD, 2005, pp. 73,74).


Conclusão: - Embora o homem tenha se distanciado de Deus por causa do pecado, Ele decidiu amar e usar de misericórdia, por meio de Cristo Jesus, a fim de salvar a raça humana.
O amor e a misericórdia de Deus extrapolam a compreensão humana, pois ainda que se usem os melhores recursos linguísticos, estes não seria, capazes de descrever quão incomensuráveis são essas virtudes divinas. Nem mesmo o amor de uma mãe pelo seu filho é capaz de sobrepor o amor e a misericórdia de nosso Deus. Por isso, resta-nos expressar esse amor em relação com cada criatura.


ü    Referências Biográficas:

Lições Bíblicas – 4º Trimestre de 2017 - CPAD




           Elaborada pela Professora, Maria Valda
Pastora da ADMEP