segunda-feira, 17 de setembro de 2018

“O CULTIVO DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS”







ADMEP
Assembleia de Deus Ministério Estudando a Palavra
Crescendo no Conhecimento da Palavra de Deus
Rua, Dr. José Thomas, 651 – Pavuna, Rio de Janeiro, RJ.

Pastora, Maria Valda
RG. 032/2018 - CIMADESO


Departamento de Educação Cristã
Escola Bíblica Dominical


O CULTIVO DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS



§    Objetivo Geral: - Compreender que os crentes precisam cultivar relacionamentos saudáveis.

§    Objetivos Específicos: -
1)         Compreender a importância das relações interpessoais;
2)         Apontar as ameaças às relações interpessoais;
3)         Apontar a fonte das relações interpessoais.



Introdução: - Com graça de Deus, chegamos ao final do estudo da Epístola aos Romanos. Paulo conclui a carta saudando alguns irmãs e irmãos em Cristo. A lista de saudações é bem extensa. Ele cita judeus e gentios, gente simples e autoridades. Isso mostra que o líder preciso da ajuda de cooperadores. Paulo tinha vários cooperadores e não deixou de fazer menção do nome deles. O apóstolo demonstra seu amor por todos os irmãos que cooperavam com a obra de Deus. Na conclusão da Epístola de Romanos, percebemos que o apóstolo Paulo não somente fundou igrejas e pregou o Evangelho de Cristo aos gentios. Ele construiu comunidades de amor, de remidos em Cristo pela graça, que amavam ao Senhor e a sua obra.

Os vinte e sete versículos do capítulo dezesseis da Epístola aos Romanos encerram a monumental obra literária de Paulo. Por toda a obra, o apóstolo discorreu a respeito dos principais temas da fé cristã e deixou-nos princípios fundamentais que são úteis para a construção de relacionamentos interpessoais. De uma maneira informal, mas com o seu estilo literário característico. Paulo traz à lembrança nomes de pessoas que, de uma forma ou de outra, o ajudaram a construir a identidade cristã do primeiro século. Ele não deixou que esses nomes caíssem no esquecimento, e, no final de sua carta envia-lhes saudações, numa demonstração de gratidão a Deus por tudo o que essas pessoas significaram para ele.

§    Definição sobre o assunto:  Relacionamento interpessoal é um conceito do âmbito da sociologia e psicologia que significa uma relação entre duas ou mais pessoas. Este tipo de relacionamento é marcado pelo contexto onde ele está inserido, podendo ser um contexto familiar, escolar, de trabalho ou de comunidade.

§    O conteúdo de um relacionamento interpessoal pode ser de vários níveis e envolver diferentes sentimentos como o amor, compaixão, amizade, etc. Um relacionamento deste tipo também pode ser marcado por características e situações como competência, transações comerciais, inimizade, etc. Um relacionamento pode ser determinado e alterado de acordo com um conflito interpessoal, que surge de uma divergência entre dois ou mais indivíduos.

I.           A IMPORTÂNCIA DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

1)  Valorizando pessoas, não coisas.Paulo finaliza sua carta primeiramente recomendando a irmã Febe, membro da igreja de Cencreia.  Foi através dela que Paulo enviou sua epístola à igreja que estava em Roma.  Esse capítulo, que praticamente não contém ensino explicito e apresenta várias listas de pessoas na maioria desconhecidas, é a maior e mais íntima expressão do amor e da afeição de Paulo por outros cristãos e colaboradores entre as que podem ser encontradas nas suas cartas do NT. Ele fornece lampejos (brilhos) da vida dos cristãos comuns do século 1º e oferece uma visão interior da natureza e do caráter da Igreja Primitiva.

2)   Febe.  – Quem era Febe? – Seu nome significa “luminosa e radiante”, o que apropriadamente corresponde à breve descrição de Paulo a respeito de sua personalidade e caráter cristãos. Servindo. O termo do qual provém as palavras “diácono” e diaconisa(veja notas em I Tm 3. 10 – 11, 13: Bíblia de Estudo MacArthur). Na Igreja Primitiva, as mulheres servas cuidavam dos cristãos doentes, dos pobres, dos estrangeiros e dos que estavam na prisão. Elas ensinavam as mulheres e as crianças (cf. Tt 2. 3 – 5). Se Febe tinha ou não um título oficial, era dela a grande responsabilidade de entregar essa carta à igreja de Roma. (Rm 16. 1, 2).

3)       Febe – “Febe morava na cidade de Cencreia, um porto localizado a oeste de Corinto, cerca de 10 km do centro desta cidade. Era conhecida como uma diaconisa, isto é, uma ajudante na igreja local. Aparentemente, ela era uma pessoa rica que ajudava a manter o ministério de Paulo. Febe era muito conceituada na igreja de Cencreia e pode ter sido a portadora desta carta, levando-a de Corinto a Roma. A saudação de Paulo a ela é uma evidência do importante papel que as mulheres desempenharam na Igreja Primitiva. ”

4)      O valor das mulheres. -  Paulo fala de Priscila e Áquila, como tendo exposto suas vidas na causa do Evangelho (Rm 16. 3). Esse casal era judeu e havia sido expulso de Roma pelo imperador Cláudio. (At 18. 2) Áquila ... Priscila. Essa equipe de marido e esposa se tornaria amigo íntimo de Paulo, eles inclusive arriscaram a própria vida em favor de Paulo (Rm 16. 3, 4). O nome de Priscila (ou Prisca) é listado quatro vezes na Escrituras antes do nome do marido, o que pode indicar que ela ocupava uma posição social mais elevada do que Áquila ou que ela era a pessoa mais proeminente dos dois na igreja. Eles provavelmente já eram cristãos quando Paulo os encontrou, provenientes de Roma, onde já existia uma igreja (Rm 1. 7, 8).

4.1)   (Rm 16. 6). Maria, que muito trabalhou por vós. Trabalhou muito” tem a conotação de um trabalho pesado ao ponto de exaustão. O contexto sugere que ela pode ter ministrado na igreja de Roma desde a sua fundação e foi mencionada a Paulo por outras pessoas (possivelmente Priscila e Áquila).

5)    Irmandade e companheirismo. Na saudação seguinte, sentimos o peso que tinha a comunidade cristã para Paulo e o valor do seu companheirismo (Rm 16. 7, 8).

II.         AS AMEAÇAS ÀS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

1)  Individualismo. (Rm 16. 17 – 20). Paulo considerou necessário inserir em suas saudações de amor essa admoestação contra os ensinos e práticas prejudiciais que abalavam a verdade do Cristianismo, sendo a maior de suas ameaças. O amor genuíno estará pronto para perdoar o mal, mas não o tolerará ou o ignorará. Aqueles, como Paulo, que amam de verdade os outros cristãos, que lhe são queridos, os alertarão a respeito do pecado e das consequências. (Cf. 1. Co 13. 6).

2)   Sensualismo e antinomismo.Esses irmãos facciosos não apenas provocavam dissensões, mas também promoviam escândalos. (Rm 16. 17): divisões e escândalos. Falsidade doutrinária e práticas pecaminosas (cf. Mt 24.24; At 20. 27 – 32: Gl 1. 6 – 8; Ef 4. 14). “Palavras suaves e lisonjas” (Rm 16. 18). Não havia regras para obedecer. Esse ensino de sabor adocicado, porém falso, tinha a capacidade de atrair os incautos: as pessoas confiantes e ingênuas (cf. 2 Co 11. 13 – 16). A recomendação de Paulo em relação aqueles que causavam dissensões e escândalos era que a igreja deve observá-los e afastar-se deles. O individualismo, o sensualismo e antimonismo são ameaças às relações interpessoais.

III.         A FONTE DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

1)     Existe em razão da sabedoria e soberania de Deus.Paulo queria que os Romanos se certificassem de que ele lhes ensinara o Evangelho de Deus. O evangelho da graça faz parte do “mistério” que Deus deu a conhecer no final dos tempos (Rm 16. 25). Esse mistério, que esteve oculto, foi dado a conhecer à Igreja através de revelação do Espírito Santo. Era sobre o desvendar desse mistério que Paulo acabara de escrever. O mistério mais comum no NT é que Deus concederia salvação aos gentios, bem como aos judeus (Ef 3. 3 – 9). O resultado foi a salvação a todo aquele que crer. A igreja de Roma era fruto disso.

2)     Existe em razão da graça de Deus. Paulo encerra a sua Epístola com uma expressão de louvor e adoração. Isso tinha uma razão de ser, a revelação da graça de Deus, mediante o Evangelho: (Romanos 16. 26, 27). “Ao Deus... seja dada a glória”. (V. 27). Foi por intermédio do Pai que o Evangelho foi, finalmente, revelado; portanto, ele merece toda a honra, o louvor e a adoração. A sabedoria, a soberania e a graça de Deus são as fontes das relações interpessoais.


Conclusão: - Nada mais apropriada do que encerrar uma carta incentivando as relações interpessoais saudáveis. É isso o que Paulo faz no final da carta aos Romanos. Primeiramente vemos o quanto ele valorizou o relacionamento interpessoal saudável, doutrinando a igreja a respeito dos perigos das contendas e divisões. O individualismo, o sensualismo e as heresias deveriam ser resistidos energicamente. Muitos dos nomes que Paulo citou haviam labutado ombro a ombro com ele na edificação do Corpo de Cristo. Não eram lembranças nostálgicas, mas recordações que ajudavam a refrigerar a ama. Por último, não deveriam esquecer de que a fonte e a origem de toda harmonia é Deus. Ele é a fonte de toda a graça dispensada.




Lição elaborada pela prof. ª Maria Valda
Pastora da ADMEP





Fonte de Pesquisa
ü    Lições Bíblicas/Professor – 2016 – abril/maio/junho.
ü    Bíblia de Estudo MacArthur

MARCOS ANTONIO APESAR DE TUDO

sábado, 28 de julho de 2018

“A MARAVILHOSA GRAÇA”



ADMEP
Transformando Vidas pelo Ensino Sistemático da Palavra
Rua, Dr. José Thomas, 651 – Pavuna – Rio de Janeiro – RJ
CEP. 21. 520-020
   Pastora da ADMEP: Maria Valda
    RG CIMADESO: 032/2018


Departamento de Educação Cristã
Escola Bíblica Dominical


“A MARAVILHOSA GRAÇA

Leitura Bíblica em Classe

Romanos 6. 1 – 12


Introdução: - No cristianismo, graça é o dom gratuito de Deus ao homem num encontro transformante em que a criatura humana é restaurada. Através da graça, Deus confere ao homem a participação na vida divina fazendo-o Seu filho adotivo. Perdida a amizade de Deus pelo pecado, a sua recuperação é feita ou pelo arrependimento genuíno dos pecados e aceitação do sacrifício de Jesus. Ninguém é salvo sem receber a graça de Deus.
A salvação é pela graça, o que significa que é gratuita, e é algo que não podemos alcançar pelos nossos próprios esforços.

 

Definição: - Graça de Deus: - No âmbito da teologia, graça consiste no dom sobrenatural, concedido por Deus como meio de salvação.


I.                   A DOUTRINA DA GRAÇA DE DEUS: - (Tt 3. 4; Ef 2. 7)

1)           Definição da Graça:

2)           Graça implica:
§   Misericórdia
§   Beleza
§   Adorno
§   Gozo; alegria (gozo é mais interno); alegria é mais externa).

3)           Definir Graça de Deus

§   Graça no AT. Exemplos: Êx 33. 13; Jr 31. 3
§   Graça no NT:
§   Graça de Deus é DEUS POR NÓS: I Co 1. 30
§   Graça de Deus é DEUS OPERANDO POR NÓS.
4)           Graça de Deus para Salvar, Tt 2. 11
5)           Graça de Deus e crescimento, II Pe 3. 18
6)           Três efeitos da Graça de Deus na vida do crente:
a)           Graça para triunfar (Rm 6. 14; Hb 13. 9: At 4. 33)
b)          Graça para trabalhar para o Senhor, Hb 12. 28
c)           Graça para dar a Deus e ao próximo, II Co 8. 1, 6, 7.
§    Dar quatro coisas:
1.           Dar-se a si mesmo totalmente a Deus.
2.           Dar seu tempo
3.           Dar seus talentos
4.           Dar seu dinheiro

Cf. O crente do AT e sua liberação a Deus, Dt 12. 6. Temos aí 7 tipos de ofertas. Isso correspondia aos 30% da renda de um judeu devoto.
Os judeus tinham 4 tipos de dízimos. Ante as 7 ofertas – (financeiras) e os 4 dízimos (que vamos estudar), é demais, na Graça, o cristão pagar os seus dízimos?
7)           Graça no falar, Sl 45. 2
8)           Graça no cantar, Cl 3. 16
9)           Graça no tratar, Rt 2. 10
10)       Graça precedente,
11)       Graça eficiente: A Graça Irresistível é o ensino que Deus irresistivelmente conquista a vontade do pecador eleito com sua graça e o regenera, concedendo-lhe fé e arrependimento para crer em Jesus Cristo. ”
12)       Graça habitual,
13)       Graça e humildade, Tg 4. 6.

II.         A VITÓRIA DA GRAÇA

1)           A graça destrói o domínio do pecado. – Para Paulo, o pecado era como um tirano impiedoso que não poupava seus súditos. Ele reinou desde que entrou no mundo e seu domínio parecia não ser ameaçado.  Como se libertar, então, desse tirano? Paulo mostra que a solução de Deus foi aquilo que lhe servia de base de sustentação, o corpo do pecado:  Rm 6.6).

2)           A graça destrói o reinado da morte. O Apóstolo mostra que o reinado do pecado e seu domínio caracterizaram-se pela morte. (Rm 6. 23). Não há lugar nesse mundo onde não se sinta as consequências do pecado.

3)           A graça e os efeitos do pecado. Os efeitos do pecado podem ser vistos por toda parte. O pecado traz a marca da morte. Paulo mostra que a Graça de Deus invadiu o domínio do pecado e destruiu seu principal trunfo – o poder sobre a morte; quando nos reconciliamos com Deus, destrói-se o poder da morte espiritual.


III.         OS FRUTOS DA GRAÇA

1)        A graça liberta. – A graça é libertadora (Rm 6. 14) “O pecado não terá domínio sobre vós”. Temos aqui uma declaração indicativa, uma promessa, e não um imperativo ou uma exortação; e produz frutos para a nossa santificação. (Rm 6. 22).

2)       Exigência da graça. – A graça liberta, mas ao mesmo tempo tem suas exigências. Isso fica claro pelo uso dos termos considerar (Rm 6. 11), que origina (logizomai) significa reconhecer, tomar consciência (Rm 6. 11). Em Rm 6. 13 a palavra “apresentar” (gr. paristemi), significa colocar-se à disposição de alguém: (Rm 6. 13).

3)     A graça santifica: - Paulo revela que um dos efeitos imediatos da graça é a justificação e o outro é a santificação: (Rm 6. 22). A palavra “santificação”, que traduz o grego hagiasmos mantem o sentido de “separação”. A graça nos libertou e nos separou para Deus.

Conclusão: - Vimos nesta lição quem são os inimigos da graça, conhecemos a vitória da graça e os seus frutos. Tudo que temos e tudo que somos só foram possíveis pela graça de |Deus. Essa graça é que trouxe salvação (Tito 2. 11, 12).

                                                                                                                                                                                                                                                                                                             Lição elaborada pela prof. ª Maria Valda
Pastora da ADMEP.





Fonte de Pesquisas:
ü   A Revista da CPAD – A Obra da Salvação – 4º Trimestre de 2017.
ü   Os Elos da Salvação – 11/06/1995 – Aula dada pelo Pr. Tutécio Mello.
ü   Apostila do Pr. Antônio Gilberto: A Doutrina da Salvação.



terça-feira, 17 de julho de 2018

COMO PREPARAR UMA PREGAÇÃO?


Como Preparar uma Pregação ou 
Sermão Bíblicos?
Aprenda em 6 passos como preparar um sermão ou pregação bíblicos 


Passo 1 -  O pregador não nasce pronto

Essa dica não tem muito a ver com a parte mais técnica propriamente dita, mas gosto sempre de frisar. Apesar do dom de Deus ser perfeito, nós não somos. Um bom pregador não nasce pronto. Por isso, é muito importante que haja a dedicação ao estudo e às boas práticas espirituais de comunhão com Deus para que o pregador cresça em sabedoria no trabalho da obra do Senhor. Quando observamos as narrativas a respeito de Jesus, vemos que Ele se empenhou (mesmo sendo Deus) para crescer enquanto humano: “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens” (Lucas 2:52). Assim, nós pregadores não podemos negligenciar o lado espiritual e nem o lado humano do aprendizado, do estudo, da leitura, para que sejamos mais usados por Deus.

Passo 2 - Comece orando


Parece até muito básico dizer isso, mas muitos pregadores, por estarem muito ansiosos pela preparação da mensagem, esquecem de algo muito importante: gaste um bom tempo buscando a mensagem que Deus quer dar a igreja através de você em oração. Isso é muito importante. Observamos muito claramente na vida de Jesus que, sempre que Ele tinha algo muito importante para fazer, Ele se retirava e orava, buscando em Deus a direção. 50% do sermão é construído em oração perante Deus, ouvindo a voz do Pai e também falando com Ele.

Passo 3 -  Escolha do texto bíblico

Uma pregação sempre começa em Deus, como vimos no passo 2. Depois ela necessariamente precisa ir para a Palavra de Deus. Pois é na Palavra que está a autoridade, não em nós. Agora é o momento de ouvir a voz de Deus e buscar o texto que Ele deseja que você pregue. Nem sempre isso é tão simples, mas ore e peça a Deus para te dar a direção na escolha do texto bíblico que você deve pregar. Não se desespere se demorar um pouco. Se Deus te chamou para pregar Ele também vai te capacitar, não é verdade?

Passo 4 - Entenda o texto bíblico


Desde quando eu comecei a pregar ouvia uma frase que é muito verdadeira: “Deus sempre fala ao pregador primeiro”. Isso significa que o pregador precisa buscar agora compreender o texto bíblico escolhido. Para começar, é preciso entender todas as palavras que estão no texto. Vamos a um exemplo prático? Eu escolhi fazer um sermão deste texto: “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (Gálatas 5:16). Você deve se perguntar o seguinte: eu conheço o significado de todas as palavras desse texto? Nesse exemplo, digamos que eu não saiba muito bem o significado da palavra concupiscência. É hora então de usar um dicionário para ampliar meu conhecimento: Concupiscência: “Forte e continuado desejo de fazer ou de ter o que Deus não quer que façamos ou tenhamos”. Uma outra forma de ampliar o entendimento de um versículo é buscar lê-lo em diversas traduções. Vou mostrar esse mesmo texto de Gálatas 5:16, mas agora na Nova Tradução na Linguagem de Hoje: “Quero dizer a vocês o seguinte: deixem que o Espírito de Deus dirija a vida de vocês e não obedeçam aos desejos da natureza humana”. E agora, entendeu bem o texto? Creio que ficou bem mais claro, não é?

Passo 5 - Aumentando o conhecimento sobre o texto bíblico


Saber apenas o significado das palavras não é o suficiente para que você tenha um bom conhecimento do texto a ser pregado. Agora é hora de ler o que chamamos de contexto, ou seja, o que vem antes e o que vem depois do texto escolhido para a pregação. Isso é importante para você reunir informações importantes, como: para quem o autor está escrevendo? Qual foi o objetivo dele em escrever isso? Qual a mensagem principal que o autor quis passar aos seus leitores? Vamos novamente à prática?
Para quem Paulo Escreveu e qual foi o objetivo dele?
Paulo escreveu aos Gálatas. O objetivo dele, segundo vemos no texto e contexto, era ensinar a importância de andar no Espírito (Gálatas 5:16) e mostrar aos servos de Deus que eles estão em uma grande batalha espiritual (Gálatas 5: 17). Para vencer essa batalha o crente precisará ser guiado pelo Espirito Santo (Gálatas 5:18). Paulo faz uma advertência de que se nós não andarmos no Espírito Santo e nos entregarmos as paixões da carne, não herdaremos o reino de Deus (Gálatas 5:21). Mas se andarmos no Espírito e praticarmos os frutos do Espírito seremos vitoriosos na guerra contra o pecado (Gálatas 5:22-26). Conseguiu perceber como é importante ampliar o conhecimento do texto para você ter mais argumentos na preparação da sua pregação? Anote tudo que você ver no texto, extraia o máximo de informações possíveis. Mais tarde, com essas informações, vamos estruturar a pregação de uma forma que as pessoas entendam bem.

Passo 6 - Estruturando sua pregação

Agora que você já tem um conhecimento amplo sobre o texto que vai pregar, gostaria de dar algumas dicas para você estruturar todas essas ideias de uma forma que as pessoas possam compreender. Não adiante saber o texto e não saber comunicá-lo de uma forma que as pessoas entendam. Vamos à pratica? Uma pregação pode ser estruturada de diversas formas, mas gosto muito do modelo abaixo, pois é simples e muito prático:
a) Leitura do texto bíblico para a igreja
b) Introdução
c) Explicação do texto bíblico de forma mais geral
d) Mostrar o tema do estudo para a igreja
e) Argumentação (Aqui entram as separações em pontos: ponto 1, ponto 2, ponto 3, ponto 4, etc)
f) Conclusão
Vamos agora analisar cada um dos tópicos de maneira simples e objetiva e montar a nossa pregação na prática:
a) Leitura do texto bíblico para a igreja
Essa parte é bem simples. Nós já escolhemos Gálatas 5:16. É o texto que vamos ler para a igreja.
b) Introdução
Aqui você vai escolher algo que introduza o assunto sobre o qual você vai falar. Por exemplo, veja a minha introdução: “irmãos, sabemos que o crente vive uma constante luta contra a carne. Isso acontece porque a nossa carne e o nosso espírito são opostos entre si, conforme nos ensina Gálatas 5:17. Mas qual é a solução para isso? Será que não temos como vencer a nossa carne? Será que o pecado sempre irá nos vencer? Ou será que existe algo que possamos fazer com a ajuda de Deus para vencermos?”
c) Explicação do texto bíblico de forma mais geral
Aqui você vai explicar o texto bíblico lido, destacando os principais tópicos, conforme vimos na dica 5. Vejamos minha explicação de forma resumida: “Quando Paulo escreveu esse texto aos gálatas, ele tinha em mente a necessidade de ensinar aos irmãos que eles viviam uma guerra espiritual. E que era uma guerra muito difícil conforme nos ensina Gálatas 5: 17. Paulo queria advertir esses nossos irmãos gálatas de que não deveriam ser vencidos pela carne, mas que deveriam, apoiados no Espirito Santo de Deus, cultivar os frutos do Espírito e andar em uma vida santa...”
d) Mostrar o tema do estudo para a igreja
Aqui é hora de fazer uma transição entre a explicação e o tema que você deseja tratar. Pode ser mais ou menos assim, veja minha transição e exposição do tema: “E por toda essa luta, irmãos, que temos dia a dia contra as obras da carne, muitos irmãos têm desistido e se entregado ao pecado. Mas será que existe algo que possamos fazer para permanecermos firmes no Espírito? Hoje gostaria de refletir com os irmãos, sobre o seguinte tema: Como vencermos a carne andando no Espírito?
e) Argumentação (Aqui entram as separações em pontos: ponto 1, ponto 2, ponto 3, ponto 4, etc)
Agora você pode separar seus argumentos referentes ao tema em pontos para facilitar a comunicação e a memorização da mensagem pelo seu público:
Ponto 1 - Deixe que o Espírito Santo dirija a sua vida (agora você deve argumentar, ensinar a igreja como é que o Espírito Santo dirige a vida de um crente. Você também pode usar outros textos bíblicos para embasar seu argumento. Lembre-se também de ler novamente o texto que você escolheu e destaque o ponto que você está abordando)
Ponto 2 - Sejam desobedientes aos desejos da carne (Você pode abordar que o crente deve guerrear contra seus desejos ruins, como um guerreiro que luta em uma guerra, com força, seguindo a Palavra de Deus de todo o coração, desobedecendo o pecado e obedecendo a Deus, etc.)
Você pode abordar quantos pontos desejar, mas tente não ser muito longo nos pontos. Lições mais objetivas tendem a ser mais absorvidas pelo público do que longas pregações.
f) Conclusão
Aqui você vai concluir o sermão. Eu, pessoalmente, gosto de concluir chamando as pessoas para um compromisso com Deus, para buscarem uma mudança de vida. Você pode desafiar a igreja e também terminar com uma oração de gratidão a Deus e clamando pela ação Dele na vida de cada um.
Passo 7 (bônus) -  Quer aprender mais?
Como você pode perceber, preparar um sermão ou pregação é algo que exige do pregador muita dedicação e amor pela obra. Isso que eu ensinei hoje é apenas 1% daquilo que o pregador pode aprender e aplicar para ser um pregador mais abençoado. O pregador poderá aprender como usar a voz, como se portar em cima do púlpito, como vencer a timidez, como não ficar lendo a mensagem, etc. Evidentemente, não tenho como passar todas as técnicas aqui em um único estudo, é por isso que quero te convidar a conhecer um material completo para pregadores que tem transformado a vida de muitos irmãos em Cristo. Se você quer realmente avançar e preparar sermões e pregações cada vez melhores, você precisa conhecer este material: Acesse este link e veja mais detalhes.

Fonte: https://ei.esbocandoideias.com/6-passos-preparar-sermao-side/