sexta-feira, 20 de abril de 2018

O SIGNIFICADO DE MISERICÓRDIA NA BÍBLIA



O SIGNIFICADO DE MISERICÓRDIA NA BÍBLIA
23.11.2017



A palavra Misericórdia tem origem latina, e é formada pela junção de miserere “ter compaixão”, e cordis “coração”. “Ter compaixão de coração”, significa ter a capacidade de sentir aquilo que a outra pessoa sente; aproximar seus sentimentos dos sentimentos de alguém; ser solidário com as pessoas. Portanto, a Misericórdia é um sentimento de compaixão, despertado pela desgraça ou pela miséria alheia. Esse sentimento de ser misericordioso é atribuído a Deus nas diferentes religiões, incluindo o Cristianismo, o judaísmo 

NO ANTIGO TESTAMENTO

No Antigo Testamento as palavras que falam de Misericórdia são: Hesed e Rahªmim.

Hesed, que significa favor não merecido, afabilidade, benevolência e denota graça divina e Misericórdia. O termo em hebraico “hesed”, também indica uma profunda atitude de «bondade». Quando esta disposição se estabelece entre duas pessoas, estas passam a ser, não apenas benévolas uma para com a outra, mas também reciprocamente fiéis por força de um compromisso interior.

Hesed, expressa um presente imerecido e inesperado de graça divina que vai além de todas as expectativas e categorias humanas.  A Misericórdia é, sem dúvida, a qualidade predominante de Deus para com o ser humano (Êx 34, 6, Sl 86, 15). Com o povo de Israel, Deus é compassivo, paciente e tolerante, ao ponto em que todo o bem que acontece com o ser humano é o resultado de Misericórdia de Deus, que se estende a todos (Jn 4,1-11) e dura para sempre (Sl 136).

Quando no Antigo Testamento o vocábulo hesed é referido ao Senhor, acontece sempre em relação com a aliança que Deus fez com Israel. Esta aliança foi da parte de Deus um dom e uma graça para Israel. Contudo, uma vez que Deus, em coerência com a Aliança estabelecida, tinha-se comprometido a respeitá-la, hesed adquiria, em certo sentido, um conteúdo legal. O compromisso “jurídico” da parte de Deus, deixava de obrigar quando Israel infringia a aliança e não respeitava as condições da mesma. E era precisamente então que hesed, deixando de ser uma obrigação jurídica, revelava o seu aspecto mais profundo: tornava-se manifesto aquilo que fora ao princípio, ou seja, amor que doa, amor mais potente do que a traição, graça mais forte do que o pecado.

Rahªmim o matiz do seu significado é um pouco diverso do significado de hesed. Enquanto hesed acentua as características da fidelidade para consigo mesmo e da “responsabilidade pelo próprio amor”; rahªmim denota o amor da mãe (rehem= seio materno). Do vínculo mais profundo e originário da unidade que liga a mãe ao filho, brota uma particular relação com ele, um amor particular. Deste amor pode-se dizer que é totalmente gratuito, não fruto de merecimento, e que, sob este aspecto, constitui uma necessidade interior: é uma exigência do coração. Sobre este fundo psicológico, rahªmim dá origem a uma gama de sentimentos, entre os quais a bondade, a ternura, a paciência e a compreensão, florescem como prontidão para perdoar.

Convém contextualizar o termo hesed à família de palavras em hebraico que remete a três raízes: hânan, râham e hâsad. Os significados destes três termos no Antigo Testamento convergem para a tradução como “Misericórdia”, mas devido a riqueza e complexidade semântica aparecem, dependendo do contexto e tradução como bondade, benignidade, solidariedade, graça, lealdade...

Assim, começando pelo livro do Êxodo: “O Senhor, o Senhor, o Deus compassivo e clemente, paciente, misericordioso e fiel, que conserva a Misericórdia até a milésima geração…” (Ex 34, 6-7a).

Passando por Oséias, pelo capítulo 16 de Ezequiel, o Cântico dos Cânticos, o livro da Consolação (Is 54, 5-10 e Is 62, 4-5) “Tua terra será chamada desposada. Assim teu criador te desposará, assim encontrará em ti sua alegria”. Misericórdia que encontra na amorosa mãe uma imagem – como no capítulo 11 do livro de Oséias: “Israel era ainda criança, e já eu o amava”; ou no capítulo 49 de Isaías: ”O Senhor chamou-me desde o meu nascimento; ainda no seio de minha mãe, Ele pronunciou o meu nome”; Is 49, 15: Mesmo que uma mãe se esquece-se do seu filho, nunca me esquecerei de ti. Is 66: “Sereis carregados no colo e acariciados no regaço”.

Na Misericórdia do Senhor para com os seus, manifestam-se todos os matizes do amor: Deus é para eles Pai (Is 63,16), dado que Israel é seu filho primogênito (Ex 4, 22); ele é também o esposo daquela a quem o Profeta anuncia um nome novo: “bem-amada” (ruhama), porque será usada Misericórdia para com ela (Os 2,3). Mesmo quando o Senhor, exasperado pela infidelidade do seu povo, decide acabar com ele, são ainda a compaixão e o amor generoso para com os seus que o levam a superar a sua indignação (Os 11,7-9).

E então, torna-se fácil compreender a razão pela qual os salmistas, ao quererem cantar ao Senhor os mais sublimes louvores, entoarão hinos ao Deus do amor, da compaixão, da Misericórdia e da fidelidade (Sl 103). De tudo isso se deduz que a Misericórdia, além de fazer parte de Deus, é algo que caracteriza a vida de todo o povo de Israel e de cada um dos seus filhos e filhas: é o conteúdo da intimidade com o seu Senhor, o conteúdo do seu diálogo com Ele. Precisamente sob este aspecto, a Misericórdia é apresentada em cada um dos Livros do Antigo Testamento com uma grande riqueza de expressões.

Deste modo, a Misericórdia se contrapõe, em certo sentido, à justiça divina; e revela-se em muitos casos, não só mais potente, mas também mais profunda do que ela. Já no Antigo Testamento se ensina que, embora a justiça no homem seja autêntica virtude e em Deus signifique a perfeição transcendente, contudo o amor é “maior” do que a mesma justiça; e é maior no sentido de que, relativamente a ela, é primário e fundamental.

A Misericórdia motiva a prece e fundamenta a confiança do povo de Israel. Adia o castigo, mitiga-o e até mesmo o suspende, e triunfa libertando o necessitado. A Misericórdia é o arco extremo que abrange todas as etapas históricas e estabelece a última: porque a Misericórdia de Deus torna a conversão possível e a transformação do homem real.

NO NOVO TESTAMENTO

O termo Misericórdia no Novo Testamento é identificado com o substantivo grego “eleos”. Também é definido com o verbo grego “eleao”. Tanto o substantivo como o verbo significam o sentimento que é experimentado no infortúnio que aflige a outra pessoa e a ação que decorre desse sentimento. Portanto, a Misericórdia de Deus no Novo Testamento se revela como um amor compassivo que vai onde há sofrimento e cura todo tipo de males, mas também revela que é um Deus que perdoa, reconcilia e regenera o homem. Jesus dá mostras constantes dessa Misericórdia em sentimento e em obras: à multidão (Mc 6,34) aos doentes (Mt 14,4), à viúva (Lc 7,13). Também revela o perfil do Pai como sendo um Deus rico em Misericórdia (Lc 15,20).

O verbo “eleein”, no sentido de ter compaixão, ajuda compassiva, piedade, aparece nos sinópticos nas histórias sobre eventos que destacam a irrupção da Misericórdia divina em desgraças humanas (Mc 5,19, 10,47,48: Mt 20,30,31 e Lc 18,38,39). Existe o termo em consonância com a “yess” hebraica (bondade), no Antigo Testamento, que é o comportamento que Deus exige que uma pessoa observe com outra (Lc 10, 25-37). Em Mateus 5,7; 18, 33, o verbo ”eleeo”, expressa a Misericórdia que uma pessoa deve sentir em relação a outra.

Os evangelhos falam sobre a vida de Jesus, uma vida desenvolvida sob o signo da Misericórdia de Deus que intervém na história da humanidade. A vida de Jesus é a cumprimento da promessa e da salvação (Mt 1,22), no contexto de uma história de Compaixão de Deus pela humanidade (Lc 1,50-78). Jesus anuncia Misericórdia por onde anda, pois Ele é a Misericórdia de Deus que se faz presente no meio do seu povo.  Isso é a grande verdade que os evangelhos anunciam. Em Marcos e Lucas, essa Misericórdia é expressada pelo anúncio do reinado de Deus que faz Jesus (Mc 1,1,14). Esta enunciação realizada com sinais que restabelecem a dignidade das pessoas e eles mostram que Jesus veio para “Anunciar as boas novas aos pobres e proclamar o ano da graça do Senhor” (Lc 4, 18-21).

Jesus não só cura os doentes (Mc 2,17; Lc 5:21), também restaura dignidade dos que são excluídos, por não cumprir com o Parâmetros morais ou religiosos, em seu tempo, e oferece reconciliação aos necessitados de perdão e compreensão. Isto é demonstrado pela sua atitude cheia de indulgência e favor dos pecadores, que acham nele um “amigo” (Lc 5,34), que não tem dúvidas sobre seu coração, apesar das dúvidas de muitos, chegando até mesmo sentar-se em sua mesa (Lc 5,27-32; 7,36-50; 15,1-2; 19,1-10).

Por outro lado, Jesus procura com suas palavras comunicar claramente o significado da Misericórdia de Deus, especialmente através de parábolas que as pessoas entendem. As chamadas parábolas da Misericórdia (Lc 15,3-20) diz Jesus para justificar sua compaixão e condescendência com publicanos e pecadores (Lc 15,1-2). As duas primeiras, a da ovelha perdida e o do Dracma que perdeu (15,3-10), são analogias da alegria que causa a conversão no céu, mesmo que seja apenas um pecador. Para Jesus, aqueles que não merecem Misericórdia, de acordo com os fariseus, são comparáveis à ovelha ou ao dracma perdido e encontrado.

A terceira mostra como um Filho pródigo e libertino está, ansiosamente, aguardado pelo seu próprio pai, que aguarda seu retorno e que, quando visto de longe, o reconhece, enche seu coração de compaixão e corre para abraçá-lo (Lc 15, 11-32). É a imagem mais vívida do amor ilimitado do Pai celestial.  Jesus revela que Deus não mantém a ira contra ele pecador, mas espera pacientemente por sua volta para casa com os braços abertos. Esta imagem ocupa o centro da mensagem de Jesus sobre Deus. Para Jesus, Deus é Pai, porque apenas o amor de pai ou mãe podem explicar o amor incondicional e gratuito de Deus.

O apóstolo Paulo apresenta Jesus Cristo como rosto da Misericórdia divina: Cristo, tendo feito tudo semelhante aos irmãos e tendo experimentado em sua própria carne a dureza do sofrimento humanos (Hb 2,17-18), é “Imagem de Deus invisível, primogênito de toda a criação” (Cl 1,15; cf 2 Cr 4: 4), o Filho o unigênito do Pai, o “reflexo de sua glória, expressão do seu ser” (Hb 1,3). O mistério do "Pai das Misericórdias" (2Cr 1,3; St 5,11), que concedeu sua piedade a Paulo (1Cr 7.25; 2Cr 4.1; 1Tm 1.13) e cumpriu as promessas todos os crentes (Mt 5,7; ITim 1,2; 2Tim 1,2; Tit 1,4; 2Jn 3).



CONCLUSÃO

Percebe-se que nos escritos bíblicos é proclamada a Misericórdia do Senhor por intermédio de vários eventos e de diferentes formas, assim como são usadas diferentes palavras que expressam a mesma realidade da Misericórdia de Deus. Embora sejam somente palavras humanas, mas tendem a convergir num significado teológico, para expressar o um único conteúdo transcendental, que exprime a riqueza divina da Misericórdia de Deus e, ao mesmo tempo que a revela, a aproxima do homem sob aspectos diversos.

Portanto, a Bíblia encoraja os homens desventurados, sobretudo os que estão oprimidos pelo pecado, assim como todos os homens que têm aderido à Aliança com Deus, a fazerem apelo à Misericórdia e permite-lhes contar com ela. Em seguida, manifesta a necessidade se dar graças e glória a Deus pela Misericórdia, todas as vezes que ela se tenha manifestado e realizado na vida das pessoas.

Assim como na pregação dos Profetas, a Misericórdia significa a especial força do amor, que prevalece sobre o pecado e sobre a infidelidade do povo eleito. Também hoje o homem é chamado a viver a Misericórdia de Deus quando está distante do caminho de Deus, longe do Pai, e, portanto, vive uma vida distorcida de dos valores cristãos, é nesse momento que mais precisa dos cuidados do Pai amoroso e misericordioso que espera com os braços abertos para que o homem volte para a casa paterna junto de Deus.

A Misericórdia divina é a qualidade quase predominante de Deus com relação ao homem; inclui os aspectos de compaixão, ternura, clemência, piedade, paciência, tolerância. A rigor, todo benefício de Deus ao homem tem carácter de Misericórdia, pois não se baseia em direitos ou méritos humanos, mas na própria essência de Deus.

Para o Papa Francisco, a Misericórdia não é uma palavra abstrata, mas um rosto para reconhecer, contemplar e servir. E assim o manifesta na Bula da Misericórdia com que convoca o Jubileu: “Jesus de Nazaré com a Sua palavra, com os seus gestos e com toda a Sua pessoa revela a Misericórdia de Deus. N’Ele não há nada em que falte compaixão”. O Papa anima todos os cristãos a serem misericordiosos uns com os outros porque “a Misericórdia é a chave que sustenta a vida da Igreja”. Pois Jesus em “Sua Pessoa não é outra coisa senão Amor, um amor que se doa e oferece gratuitamente. Os sinais que realiza, sobretudo para com os pecadores, para com as pessoas pobres, excluídas, doentes e em sofrimento, levam consigo o distintivo da Misericórdia”.


Bibliografia Consultada
1 – A Bíblia do Peregrino.
2 – Chave Bíblica.
3 – Harris, R. Laird, Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento.
4 – Smith, Ralph L., Teologia do Antigo Testamento.
5 – Gonzáles, Justo L. Diccinario Manual Teológico,
6 – Martín A. (1969) Teología de la Esperanza, Respuesta a la Angustia Existencia.
7 – Comentario al Nuevo Testamento, William Barclay. 1999 por CLIE para la versión española. Publicado originalmente en 1970 y actualizado en 1991 por The Saint Andrew Press, Escocia.


Elías Nova Nova
Diplomado em Teologia – Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia – FAJE | Belo Horizonte, Brasil (2002)
Licenciatura Plena em Filosofia e Letras – Universidade de Santo Tomás de Aquino | Bogotá, Colômbia (1996)
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sábado, 14 de abril de 2018

“A SALVAÇÃO E O ADVENTO DO SALVADOR”




ADMEP
Departamento de Educação Cristã
Escola Bíblica Dominical


A SALVAÇÃO E O ADVENTO DO SALVADOR

Texto Áureo:

“E O Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. ”

 (João 1. 14)


Verdade Prática:

O nascimento de Jesus Cristo se deu dentro do plano divino para salvar a humanidade.


Leitura Bíblica em Classe

João 1. 1 – 14

Introdução: - Na lição de hoje estudaremos a respeito do nascimento de Jesus, o Filho Unigênito de Deus que veio ao mundo por amor e com a infalível missão de salvar a humanidade pecadora. O ministério terreno de Jesus teve início com o seu nascimento na cidade de Belém, cumprindo as profecias do Antigo Testamento. Depois de retornarem do Egito seus pais se estabeleceram na cidade de Nazaré, na Galileia, onde Jesus cresceu.

Jesus se fez homem, deixou parte da sua glória, se humilhou e se fez maldição por nós para que pudéssemos ter comunhão com o Pai e ter então direito legal à vida eterna, como homem perfeito, Jesus é o nosso exemplo em todas as esferas da vida, por isso, precisamos olhar para Ele e seguir sempre os seus passos. Olhe firmemente para o Salvador e não permita que as dificuldades e tribulações da vida embacem os seus olhos e o leve a perder o alvo da vida cristã: Jesus, o Salvador.

O nascimento de Jesus marca o início de uma Nova Era para a humanidade, em que a promessa de perdão e de salvação, por intermédio de sua encarnação, posterior crucificação e morte, foi efetuada por Ele na cruz a fim de nos redimir.


I.             O ANÚNCIO DO NASCIMENTO DO SALVADOR

1)           No Antigo Testamento (Lc 24. 27) Em Gênesis 3. 15 tem a primeira predição sobre a vinda do Salvador; no sangue de animais no umbral das portas na noite da Páscoa (Êx 12. 1 – 13); enfim, os 39 livros do Antigo Testamento, que equivale aproximadamente 4.100 anos de história, de Adão a Cristo, a começar do Pentateuco, os Livros de História, os Livros Poéticos e principalmente, os Profetas Maiores e Menores, todos apontam para o advento do Messias, tanto em forma de tipos, profecias, revelações e visões. O livro do profeta Isaías é um livro messiânico, sua mensagem conta do nascimento até ascensão de Jesus aos céus.

2)           Anunciado pelos anjos. – (Lc 1. 30 - 38): a palavra do anjo Gabriel a Maria anunciando que ela ficaria grávida milagrosamente e explicando os detalhes de quem ela ficaria grávida.

3)           Desfrutado pela humanidade. – A visita dos pastores e dos sábios simboliza toda a raça humana à procura de Deus, e Deus a procura do homem perdido (Jo 1.9). Nos Evangelhos Ele é retratado através de formas inigualável: Em Mateus, Ele é o Messias prometido aos judeus; em Marcos, o Homem de ação, que não tem tempo nem para comer; em Lucas, o modelo de humanidade, o Homem perfeito e em João: o próprio Filho de Deus. (Jo 1.1)

II.             A CONCEPÇÃO DO SALVADOR

2.1.     Um plano concebido “desde a   fundação do mundo”(Ap 13. 8), Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus que foi morto desde a fundação do mundo “desde a fundação do mundo”. De acordo com o propósito eterno de Deus antes da criação, a morte de Cristo sela para sempre a redenção dos eleitos (cf. At 2. 23; 4. 27 – 28). O registro dos eleitos jamais será alterado.


2.2.     O nascimento do Salvador. - (Mt 1.21): “E lhe porá o nome de JESUS”. O nome de fato significa “Salvador”. Mt 1.1: Jesus Cristo. O hebraico Yeshua significa “o Senhor é Salvação”. Christos significa “o ungido” e é o equivalente exato da palavra hebraica para “Messias” (Dn 9. 25).     Nascimento sobrenatural, somente Jesus teve um nascimento assim, isto é, sem a intervenção da semente do Homem.


2.3.     Um roteiro divino de vida Desde   a fundação do mundo, Jesus foi o Salvador e, a partir de seu nascimento, esta realidade foi conformada (Lc 2. 10, 11): “o Salvador.  Esse é um dos dois únicos lugares nos Evangelhos em que Cristo é citado como “Salvador” – a outra passagem é Jo 4. 42, na qual lemos que os homens de Sica confessaram Cristo como “o Salvador do mundo”.  


                                       
III.             “O VERBO SE FEZ CARNE E HABITOU ENTRE NÓS

3.1.     A encarnação do “Verbo”. – “Se fez carne”. Estrategicamente, o termo “Verbo” serve como palavra-ponte para alcançar não apenas judeus, mas também gregos não salvos. João escolheu esse conceito porque tanto os judeus como os gregos estavam familiarizados com o mesmo. O Verbo estava com Deus. O Verbo, a segunda pessoa da Trindade, estava em íntima comunhão com Deus, o Pai, por toda a eternidade. No entanto, embora o Verbo usufruísse de todo esplendor e eternidade com o Pai (Is 6. 1 – 13; cf. 12. 41; 17. 5), ele voluntariamente abriu mão de sua posição celestial, assumindo forma humana, e sujeitando-se à morte na cruz (Fp 2. 6 – 8).  Era Deus. A construção grega enfatiza que o Verbo tinha toda a essência ou todos os atributos da divindade, ou seja, Jesus, o Messias, era plenamente Deus (Cl 2. 9). Mesmo na encarnação, quando se esvaziou, ele não deixou de ser Deus, mas assumiu natureza e corpo genuinamente humano e voluntariamente abstraiu-se dos atributos da divindade.

3.2.     A humilhação do servo - (Fp 2. 7,8) – a si mesmo se esvaziou”. Dessa palavra grega provém a palavra teológica kenosis, a doutrina do auto esvaziamento de Cristo durante a sua encarnação; essa foi uma renúncia a si mesmo, não um esvaziar-se da divindade nem uma mudança da divindade para a humanidade (vers. 6). Jesus, todavia, renunciou aos seus privilégios, ou deixou-os de lado, e, diversas áreas: 1):  -  glória celestial – enquanto na terra ele abandonou a glória de um relacionamento face a face com Deus e da contínua manifestação exterior e do prazer pessoas dessa glória (cf. Jo 17. 5); 2): - autoridade independente -  durante a sua encarnação, Cristo submeteu-se totalmente à vontade de seu Pai (v. 8; cf. Mt 26. 39; Jo 5. 30; Hb 5. 8); 3): - prerrogativas divinas – ele abdicou da manifestação voluntária de seus atributos divinos e submeteu-se à direção do Espírito (cf. Mt 24. 36; Jo 1. 45 – 49); 4): - riquezas eternas – enquanto na terra, Cristo foi pobre e possuía muito pouco (cf. 2 Co 8. 9); e 5): - um relacionamento favorável com Deus – quando estava na cruz, ele sentiu a ira do Pai por causa do pecado do ser humano (cf. Mt 27; 2 Co 5. 21). “Forma de servo”. Novamente, Paulo usa a palavra grega “forma”, que indica essência precisa (v. 6). Como um servo verdadeiro (Fp 1.1), Jesus com submissão, fez a vontade de Seu Pai (cf. Is 53. 13 – 14). “Em semelhança de homens”. Cristo assumiu todos os atributos da humanidade (Lc 2.  52; Gl 4.4; Cl 1. 22), até mesmo no que se refere a ter se identificado com as necessidade e fraquezas básicas da humanidade (cf. Hb 2. 14, 17; 4. 15). Ele tornou-se o Deus-Homem: plenamente Deus e plenamente homem. “Em figura humana”. Não se trata simplesmente de uma repetição da frase anterior, mas de uma mudança do foco celestial para o foco terreno. A humanidade de Cristo é descrita a partir do ponto de vista exteriormente com um homem, obviamente, havia muito mais nele (sua divindade) do que muitas pessoas reconheciam naturalmente (Cf. Jo 5. 42; 8. 48). (Fp 2. 8): A si mesmo se humilhou. Depois da humilhação da encarnação, Jesus humilhou-se mais ainda no sentido de que não exigiu os direitos humanos normais, mas sujeitou-se a ser perseguido e sofrer nas mãos dos incrédulos (cf. Is 52 7; Mt 26. 62- 64; Mc 14. 60, 61; 1 Pe 2; 23). “Obediente ... morte”. Além da perseguição, Jesus chegou ao ponto mais baixo ou ao extremo de sua humilhação ao morrer como um criminoso, seguindo o plano de Deus para ele (Mt 26. 39; At 2. 23). “Cruz”. Veja notas em Mt 27. 29 – 50. Mesmo a humilhação mais profunda foi dele porque a morte de Jesus não ocorreu por meios normais, mas se deu pela crucificação – a mais cruel, a mais excruciante, a mais degradante forma de morte já imaginada. Os judeus odiavam esse modo de execução (Dt 21. 23; Gl 3. 13).

3.3.     O exemplo a ser seguido: - Quando andou na Terra, Jesus nos ofereceu o melhor exemplo, fazendo a vontade do Pai e amando o próximo com um amor sem igual (Jo 4. 34; Lc 4. 18, 19). Logo, a partir da vida do Salvador, somos estimulados a priorizar o Reino de Deus, a pessoa do Altíssimo em todas as áreas de nossa vida não permitindo que nada tome o seu lugar em nosso coração. Assim, somos solicitados a amar o próximo na forma do mesmo amor que o Pai tem por nós (Mc 12. 30, 31).

Conclusão: - As Boas Novas do Evangelho se materializaram em Jesus quando Ele nasceu em Belém em habitou entre nós, cheio de graça e de verdade (Jo 1. 14).





Lição elaborada pela prof. ª Maria Valda
Pastora da ADMEP.






Fonte de Pesquisas:
A Revista da CPAD – A Obra da Salvação – 4º Trimestre de 2017.
Bíblia de Estudo MacArthur – SBB.

terça-feira, 10 de abril de 2018

SEBEP. SEMINÁRIO BÍBLICO ESTUDANDO A PALAVRA


Obrigada por Visitar Este Blog...

Aproveito para Dizer que em Fevereiro as 
Aulas Começarão...

Venha Estudar Conosco, é um Prazer...


Professora, MARIA VALDA



Aluno  Gustavo, Recebendo o Seu Certificado e Histórico
Aluna Gláucia Reis, Recebendo o Seu Certificado
Aluno José Luiz
Aluno Eduardo Valério
Aluna Danielle Ferraz e Seu Filho Matheus.
 Turma da 25 de Agosto - D. Caxias - RJ
Turma da 25 de Agosto - D. Caxias - Em 2012
Aluna: Nádia Marcolino
Aluno Delcy Júnior
Aluna Eliane Augusto
Aluna Elacy
 Aluna Aparecida Cerca
 Aluno Jony
Aluna Carla Cordeiro
 Aluno Gustavo, se Formou em Bacharel...
Turma de Irajá -  Boa Turma
Alunos: Waltinho e Bruna depois de Receberem o Certificado...
 Alunos: Bruna e Waltinho, Certificados e Históricos Estão Cursando agora o Bacharel
Seminário Bíblico Estudando a Palavra
Aluna Denise Juliana
Alunos: Carla Cordeiro e Anderson
Alunos: Cida e Márcio Cerca
Alunos: Bruna e Waltinho
Aluno: José Fábio
Aluna: Sandra Helena
Aluna: Pra. Sheila Magalhães
Eu Sou a Maria Valda


http://crescimentoemcristo.blogspot.com.br/


É só clicar...

quarta-feira, 21 de março de 2018

REMOVIDO O NOME DE JESUS.... VAI LÁ VER...

Sign of the Times: Por que 'Jesus' foi removido temporariamente da 

Mensagem de Páscoa

03-19-2018
Crucificação de Jesus
Crucificação de Jesus
Uma igreja em Nova Gales do Sul foi forçada a remover a palavra "Jesus" de seus sinais de Páscoa em um centro comercial local por medo que os não-cristãos se ofendessem com a palavra.
Elim Church pagou para exibir uma placa que dizia "A grandeza de seu poder - Jesus está vivo" no shopping center Erina Fair. No entanto, os líderes da igreja ficaram chocados quando foram informados pela empresa de administração do shopping center Lendlease que a palavra "Jesus" não poderia ser incluída na placa, mesmo que estivesse anunciando um evento de Páscoa.
Em vez disso, a igreja teve que mudar o sinal de "Jesus" para "Cristo". Lendlease disse ao pastor Martin Duffy que a palavra "Jesus" poderia ter ofendido os compradores não cristãos.
"Quando divulgamos o anúncio, me disseram que a declaração 'Jesus está vivo' é uma mensagem negativa e ofensiva", disse Dufy à CBN News . "Isso vem dos donos cujos shoppings estão cada vez mais cheios de lojas semi-pornográficas de lingerie, linguagem profana etc. Mas a palavra Jesus é ofensiva."
Lendlease, desde então, mudou de idéia e permitirá a palavra "Jesus" no sinal, como solicitado anteriormente pela igreja.
"Foi um erro de julgamento pedir à Elim Church que altere suas mensagens e pedimos desculpas sem reservas", disse um porta-voz da Lendlease à CBN News  em um comunicado. "A Lendlease valoriza a diversidade e a inclusão e recebemos pessoas de todas as origens em nossos shopping centers".
Duffy diz que o centro chegou a concordar em colocar a placa em mais lugares ao redor do shopping do que originalmente solicitado para compensar seus erros.
Fonte: http://www1.cbn.com/cbnnews/world/2018/march/sign-of-the-times-why-jesus-was-temporarily-removed-from-easter-message