segunda-feira, 30 de outubro de 2017

A HISTÓRIA DA TERRA SANTA


A História da Terra Santa



Da promessa até o cativeiro

2126 a.C. - Deus chama Abrão para a terra de Canaã (Gn 12.1-3).
1913 a.C. - Deus estabelece uma aliança incondicional com Abraão e revela-lhe os limites da terra prometida a ele e aos seus descendentes para sempre (Gn 15).
1800 a.C. - Deus confirma a aliança abraâmica com Isaque (Gn 26.1-5).
1760 a.C. - Deus confirma a aliança com Jacó (Gn 28.13-15).
Egito.
1728 a.C. - José é vendido como escravo no Egito (Gn 37.36).
1706 a.C. - Jacó (agora chamado Israel, Gn 32.28) e seus filhos mudam-se para o Egito (Gn 46.1-26).
1446 a.C. - O êxodo do Egito (Êx 14).
1406 a.C. - Início da conquista israelita de Canaã.
1375 a.C. - Começa o período dos juízes.
1050-930 a.C. - O reino unido (Saul, Davi e Salomão). Em 1000 a.C., Davi conquista Jerusalém e a torna a capital de Israel.
930-732 a.C. - O reino dividido (Norte = Israel; Sul = Judá). Jerusalém é a capital de Judá.
722 a.C. - A Assíria conquista o Reino do Norte (Israel).
605-586 a.C. - A Babilônia conquista o Reino do Sul (Judá) e destrói o Templo de Salomão. Início do cativeiro babilônico.

Do retorno até Herodes, o Grande

539 a.C. - Queda da Babilônia diante da Média-Pérsia (Dn 5).
538 a.C. - Ciro, o rei persa, permite o retorno dos judeus à sua terra (Esdras 1).
537 a.C. - Judeus retornam a Jerusalém sob Zorobabel.
Maquete do segundo templo.
516 a.C. - A reconstrução do Segundo Templo é concluída.
458 a.C. - Nova leva de judeus retorna a Israel sob Esdras.
445 a.C. - Artaxerxes I envia Neemias a Jerusalém para reconstruir os muros (Ne 2).
430 a.C. - Malaquias, a última voz profética; depois dele, 400 anos de "silêncio".
333 a.C. - Alexandre, o Grande, conquista a Pérsia, iniciando o período helenístico (grego).
323 a.C. - Morre Alexandre, o Grande. Seu reino é dividido entre seus quatro generais (Ptolomeu, Seleuco, Cassandro e Lisímaco).
167 a.C. - Antíoco IV (Epifânio) profana o Templo.
165 a.C. - Judas Macabeu lidera a revolta contra Antíoco, purifica o Templo e restabelece a independência sob a dinastia hasmoneana.
63 a.C. - O general romano Pompeu entra em Jerusalém, pondo fim à independência judaica; Júlio César é assassinado.
37 a.C. - Os romanos apontam Herodes, o Grande, como "rei dos judeus" e outorgam-lhe autoridade sobre a Judéia, Samaria e Galiléa.

De Herodes até Maomé

20 a.C. - Herodes inicia a reconstrução do Templo.
6-5 a.C. - Jesus nasce em Belém.
4 a.C. - Morre Herodes; César Augusto divide o território: Arquelau recebe a Judéia, Herodes Antipas, a Galiléia e Filipe, a Ituréia e Traconites (Nordeste da Galiléia – Lc 3.1).
26-36 d.C. - Pôncio Pilatos governa a Judéia.
30 d.C. - Jesus, o Messias, é crucificado, ressuscita dentre os mortos e ascende ao céu. Começa a era da Igreja no Dia de Pentecostes (Shavuot).
Massada.
66-73 d.C. - Primeira insurreição judaica. Os romanos destróem Jerusalém e o Templo (70 d.C.), e atacam Massada, onde 960 judeus preferem cometer suicídio a se renderem (73 d.C.).
132-135 d.C. - Segunda insurreição judaica. O imperador Adriano reconstrói Jerusalém como uma cidade pagã e a denomina Aelia Capitolina. Rabbi Akiva lidera a rebelião e proclama como messias o líder militar Simon Bar Kochba. O povo judeu, que não tinha acesso apenas a Jerusalém, é disperso por toda a terra. Roma renomeia Judá, Samaria e Galiléia de Siria Palaestina, conhecida mais tarde como Palestina.
200 d.C. - Muitos judeus dispersos retornam.
312-313 d.C. - O imperador Constantino abraça o cristianismo.
330 d.C. - Constantino muda-se para Bizâncio, e dá-lhe o nome de Constantinopla (hoje Istambul, Turquia), mantendo o controle sobre a Palestina.
570 d.C. - Muhammad ibn Abd Allah [Maomé] nasce em Meca (Arábia Saudita).

De Maomé aos turcos otomanos

610 - Maomé declara que o anjo Gabriel mostrou-lhe uma tabuinha determinando que ele se tornaria um mensageiro de Deus [Alá]. Daí até sua morte ele passou a ter "visões". Assim começou a religião muçulmana, o islamismo, que significa "submissão a Alá".
622 - Maomé foge de Meca para Yathrib (que passou a ser chamada de Medina = Cidade do Profeta). Sua retirada é conhecida como Hégira ("hijrah", em árabe = emigração). O calendário muçulmano começa nessa data – 1 d.H. (primeiro ano depois da Hégira).
630 - Os árabes omíadas tornam-se os primeiros muçulmanos presentes em Jerusalém.
632 - Morre Maomé.
639-661 - Governo árabe muçulmano. Apenas neste período de 22 anos a Terra Santa foi governada pelos árabes – mesmo então, como parte de um grande império.
661-1099 - Muçulmanos governam a Palestina. No entanto, não se trata de árabes, e sim dos abássidas, vindos de Bagdá, dos fatímidas, procedentes do Cairo, e dos seljúcidas, da Turquia.
Cruzadas.
1099-1187 - As cruzadas católicas, sob o papa Urbano II, conquistam Jerusalém e massacram judeus e muçulmanos.
1187 - Saladino, um muçulmano curdo de Damasco, recaptura Jerusalém e grande parte da Palestina.
1244-1303 - Os mongóis da Ásia destituem a dinastia de Saladino. Os mamelucos muçulmanos e os mongóis lutam pelo poder. A presença dos cruzados termina em 1291 d.C.
1513-1517 - Os muçulmanos turco-otomanos conquistam a Palestina.

Dos turcos otomanos até os britânicos

1517 - Os muçulmanos turco-otomanos governam a Palestina como parte de seu império.
1840 - Governo turco completamente restaurado. Líderes ingleses começam a discutir a possibilidade de restabelecer o povo judeu em sua própria terra.
1822 - Judeus fazem aliyah (imigração) da Romênia para a Palestina.
1890-1891 - Uma grande massa de judeus proveniente da Rússia desembarca em Israel.
1894-1895 - Na França, o capitão Alfred Dreyfus é condenado por espionagem, em meio a um feroz anti-semitismo.
1896 - Theodor Herzl escreve Der Judenstaat ("O Estado Judeu").
1897 - O Primeiro Congresso Sionista, convocado por Herzl, é realizado em Basiléia (Suíça). Mais de 200 participantes, de 17 países, criaram a Organização Sionista Mundial, que buscava "estabelecer uma pátria para o povo judeu em Eretz-Israel (a terra de Israel), assegurada pela lei". O Congresso Sionista se reuniu todos os anos, de 1897 a 1901, e desde então se reúne a cada dois anos, até os dias de hoje.
1901 - O Congresso Sionista criou o Fundo Nacional Judaico (FNJ), destinado a levantar recursos para a aquisição de terras em Eretz Israel. O FNJ é o maior proprietário de terras em Israel (12,5% do território), tendo adquirido mais da metade dessa extensão antes do estabelecimento da nação.
1904 - Segunda onda de imigração de judeus, provenientes principalmente da Rússia e da Polônia.
1906 - A primeira escola judaica de ensino médio é fundada em Haifa e uma escola de artes é fundada em Jerusalém.
1908-1914 - Segunda aliyah de judeus vindos do Iêmen.
1909 - Tel Aviv, a primeira cidade totalmente judaica, é fundada na Palestina.
1910 - Fundação do kibbutz Degania.
1914-1918 - Primeira Guerra Mundial.
1917 - O general britânico Edmund Allenby conquista a Palestina, a leste e a oeste do Jordão, pondo fim ao domínio otomano. Em novembro, os britânicos publicam a Declaração Balfour, apoiando o estabelecimento de "uma pátria para os judeus".
1920 - A Liga das Nações dá aos britânicos um mandato sobre a Palestina, com ordens de implementação da Declaração Balfour. (Israel My Glory - http://www.beth-shalom.com.br)

Fonte> http://www.beth-shalom.com.br/artigos/terrasanta.html

ISRAEL, O SUPER SINAL DO FINAL DOS TEMPOS


Israel, o Super sinal do Final dos Tempos



Tim LaHaye
Quando um repórter de um jornal secular liga e pede razões pelas quais “estudiosos da Bíblia chamam Israel de supersinal do final dos tempos” – você sabe que devemos estar chegando bem perto do prometido retorno de nosso Senhor. Felizmente, eu havia acabado de ler o livro Prophecies for the Era of Muslim Terror [Profecias para a Era do Terror Muçulmano], do rabino Menachem Kohen, no qual ele apresenta uma visão da qual eu nunca havia ouvido falar. Não sendo um cristão evangélico, ele dá as respostas exclusivamente a partir do Antigo Testamento, usando o cumprimento moderno das profecias antigas, as quais, de acordo com Isaías 46.9-11, são a prova inequívoca de que Deus existe. Já dissemos em outras oportunidades que mais da metade das mais de mil profecias do Antigo Testamento já foram cumpridas – independentemente do que dizem os evangelistas do ateísmo. Apenas Deus pode predizer o futuro e fazer com que ele venha a acontecer realmente.
O chamado para o retorno de Israel para a Terra Santa, o lugar exato para onde Deus prometeu trazê-lo nos últimos dias, tem acontecido durante nosso tempo de vida. Ninguém nega que os judeus, depois de estarem espalhados por quase todos os países do mundo, agora formam uma população de quase quinze milhões de pessoas no mundo – o que, em si, já é um milagre. Nenhum outro grupo étnico foi capaz de sobreviver tendo sido arrancado de sua terra natal e permanecido fora dela por mais de trezentos anos ou, no máximo, quinhentos anos, exceto os judeus. Eles foram banidos pelo governo romano depois do levante de Bar Kokhba (cerca de 132-135 anos d.C.), quando tornou-se legal que qualquer um que capturasse um judeu naquela Terra Prometida o matasse imediatamente. É, de fato, um milagre em nossos dias que, depois de 1.700 anos, existam ainda judeus que sobraram para voltar a Israel! Mesmo depois que o nazista louco da Alemanha, possesso de demônio, exterminou 6 milhões de judeus, ainda há uma estimativa de 15 milhões de judeus vivos. Além disso, estima-se que pelo menos um terço deles esteja nos Estados Unidos, outro terço ainda se encontra na Europa ou espalhado em outros 200 países pelo mundo, e o outro terço já migrou para sua Terra Prometida, principalmente durante os últimos 150 anos. Isto é, em si, um milagre inacreditável, mas não é tudo.
É, de fato, um milagre em nossos dias que, depois de 1.700 anos, existam ainda judeus que sobraram para voltar a Israel!
O fato de que tantos ainda existam é apenas parte do milagre! De acordo com o rabino Kohen, isto é apenas parte do milagre sobrenatural. Pois ele aponta que, em proporção direta da migração dos judeus de volta para sua terra, a própria terra tem sido transformada de uma área desértica sem proveito em uma terra que “mana leite e mel”. Na verdade, ela agora é chamada “o cesto de pão” da Europa. Muitos se referem a ela como “Palestina”, um nome que lhe foi dado pelos romanos para insultar os judeus, e que vem da terra dos filisteus, que eram tão imorais e pagãos que tiveram que ser removidos da “Terra Santa”, o que aquele território realmente será um dia. Eu prefiro chamá-la Terra Santa agora!
Como evidência da terra desolada que ela foi durante 18 séculos, o rabino Kohen citou a seguinte descrição, feita pelo famoso escritor americano Mark Twain, durante sua visita à Terra Santa nos anos 1860.
O solo é suficientemente rico, mas é totalmente tomado pelas ervas daninhas. Existe uma desolação aqui que nem mesmo a imaginação pode agraciar com a pompa de vida e ação. (...) Nunca vimos um ser humano em todo o nosso roteiro. Fomos adiante em direção a Jerusalém. Quanto mais prosseguíamos, mais quente ficava o sol e mais rochosa e nua, repulsiva e deprimente, ficava a paisagem. (...) Quase não havia árvores ou arbustos por ali. Mesmo a oliveira e o cacto, aqueles amigos de um solo sem valor, tinham praticamente desertado do país. (...) Jerusalém é sem vida. Eu não desejaria morar lá. É uma terra sem esperança, sombria e desconsolada. (...) A Palestina está assentada sobre saco e cinza. Sobre ela avulta o feitiço de uma maldição que tem feito definhar seus campos e limitado suas energias. (...) A Palestina é desolada e sem encantos. Poderia a maldição da Deidade embelezar uma terra? A Palestina não é mais deste mundo de labuta diária.[1]
A seguir, o rabino Kohen atrai nossa atenção para um fato pouco conhecido que destaca a miraculosa falta de chuva na “Terra Prometida” por causa do julgamento de Deus sobre os judeus devido à sua continuada rebelião contra Ele.
Sabemos que em algumas áreas do mundo a fome ocorre ocasionalmente por causa da escassez das chuvas. Infelizmente, isto acontece, mas na maior parte das vezes, essas ocasiões de fome duram pouco tempo porque os países do mundo são providos de quantidade suficiente de água para manter a vida. Esta condição tem sido verdadeira para todos os países, exceto um. Israel é essa exceção. Este é um país que já foi incrivelmente fértil e que subseqüentemente foi privado das chuvas pela maior parte de 1.800 anos – começando no ano 70 d.C. e continuando até o início do século XX, por quase todos esses 660.000 dias. Virtualmente não houve nenhuma chuva e nenhum alimento durante 1.800 anos – este é um fenômeno totalmente inexplicável e totalmente incrível. Não ter precipitação de chuvas adequadamente por quase dois milênios está além do âmbito das probabilidades estatísticas em qualquer região do mundo – mas em especial onde antes as chuvas haviam produzido uma fertilidade tal que aquela terra era repetidamente descrita como “a terra que mana leite e mel”. Em tempos passados, essa terra fértil ostentava florestas e copiosas colheitas. Até os animais eram semelhantemente afetados. A terra era simplesmente bela em todos os aspectos. Que uma terra assim fértil fosse subitamente privada de água e depois que uma terra assim fértil fosse transformada em um deserto – evoluindo da fertilidade à esterilidade tão rapidamente e tão dramaticamente, parece ilógico. Além disso, esta transformação incomum para uma terra desolada persistiu durante 660.000 dias, algo totalmente sem paralelos nos anais da história mundial.[2]
Uma terra vazia foi transformada na “terra que mana leite e mel”, como acontecia no Antigo Testamento.
Embora a dispersão dos judeus tenha ocorrido por causa de sua rebelião contra Deus ao se recusarem a obedecer ao primeiro mandamento: “Não terás outros deuses diante de mim (Êx 20.3), ela também serviu para livrar a terra, para os judeus, de muitos futuros invasores. Até mesmo muitos dos islâmicos árabes militantes, que, após o século VII surgiram por meio do pagão Maomé, acharam que a terra era inóspita demais para construírem civilizações duradouras naquele lugar.
O que eu acho fascinante neste fato histórico dos 660.000 dias sem chuva, visto que apenas Deus pode enviar e retê-la, é que ela foi retida da Terra Santa por 1808 anos! Mark Twain deve ter chegado para ver o estado lamentável do país justo antes que começasse a chover. Aquele foi praticamente o momento em que os judeus começaram a retornar para sua terra. E, de acordo com meu amigo Joe Farrah, que é proprietário do site jornalístico WorldNetDaily, não apenas começou a chover na metade dos anos 1.800, mas Israel tem continuado a ser uma terra próspera até o dia de hoje. Uma terra vazia foi transformada na “terra que mana leite e mel”, como acontecia no Antigo Testamento. Além do mais, tem sido descoberto gás suficiente ali para fazer Israel não apenas auto-suficiente em combustível, mas também um exportador desse produto para o qual há tanta demanda, que chega a inflamar o ódio dos árabes contra os judeus. E não seria surpresa ver Israel descobrir petróleo. Posso imaginar o que isso faria para aquecer a situação do Oriente Médio.
Israel é “o supersinal” do “final dos tempos” e este é apenas um dos vários sinais. Estamos chegando muito perto do ressoar dos céus (1Ts 4.13-18), que chamará os seguidores do Senhor de volta para casa! (Tim LaHaye - Pre-Trib Perspectives - http://www.beth-shalom.com.br)

Notas:

  1. Kohen, Rabbi Menachem, Prophecies for the Era of Muslim Terror, Brooklyn: Lambda Publishers, Inc., 2007. p. 26. (Kohen cita aqui The Innocents Abroad or The New Pilgrim’s Progress [Os Inocentes no Exterior ou O Progresso dos Novos Peregrinos], Harper & Row, NY, 1922, p. 216).
  2. Ibid., p. 22.
Tim LaHaye escreveu mais de 40 livros e é co-autor dos best-sellers da série Deixados Para Trás.Ele também é um dos editores da Bíblia de Estudo Profética e um dos fundadores do Pre-Trib Research Center (Centro de Estudos Pré-Tribulacionais).
As opiniões expressas nos artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores.

JERUSALÉM, CIDADE DO NOSSO DEUS

Jerusalém, Cidade do Nosso Deus




Dave Hunt

Há cidades no mundo atual que são reconhecidas por sua localização estratégica, seu grande tamanho, seu clima e recursos naturais, ou seu potencial e sua capacidade industrial e manufatureira. Jerusalém não tem nenhuma dessas vantagens para recomendá-la. Mas não existe outra cidade no mundo que seja mais conhecida e mais amada por tantas pessoas de nacionalidades e crenças diversas. E, certamente, não existe outra cidade de maior importância para a paz mundial.
Não é necessário discutir que a paz do mundo depende da paz de Jerusalém. Esse incrível fato é reconhecido pelas Nações Unidas, pois o maior esforço é feito por seus membros para encontrar alguma maneira de alcançar uma paz justa e duradoura entre árabes e judeus na Palestina – e um progresso significativo foi aparentemente feito. Até hoje, no entanto, a questão de Jerusalém ainda pende na balança e será o fator decisivo. Jerusalém é, na realidade, única entre as cidades mundiais tanto em relação à sua história como ao seu impacto presente e futuro no resto do mundo.
Única? Sim, sem dúvida essa cidade desgastada pelo tempo se mantém solitária, numa categoria própria. Ao contrário de qualquer outro lugar na terra, Jerusalém sozinha é isolada e seu papel notável no destino mundial (muito evidente hoje) está expresso claramente através da Bíblia tanto nos registros históricos como nas afirmações proféticas. As citações proféticas neste artigo são poucas entre as 811 vezes que Jerusalém é mencionada nas Escrituras.

Uma Explicação Absurda?

Essa miríade de referências oferece uma explicação aparentemente absurda para a posição surpreendente de Jerusalém no cenário mundial de hoje, uma posição que jamais poderia ser de qualquer outra cidade e que até a maioria dos atuais habitantes de Jerusalém não acredita pertencer a ela. Como é que aquela que deveria ser apenas mais uma cidade aparentemente comum (ou até mesmo obscura) do Oriente Médio poderia alcançar tal posição? Se palavras têm algum significado, os profetas bíblicos declaram inequivocamente e com voz ressoante, século após século, que Jerusalém é “a cidade de nosso Deus”, escolhida por Ele para desempenhar um papel especial no destino humano. Desafiamos o leitor a encontrar qualquer outra justificativa para a singularidade de Jerusalém.
Tal afirmação é geralmente rejeitada de modo sumário hoje em dia, e por várias razões. Existem aqueles que desconsideram qualquer crença em Deus e que ridicularizam a Bíblia como sendo uma coleção de mitos. Quão irônico que uma alta porcentagem dos habitantes daquela que a Bíblia designa como “a cidade do nosso Deus” aleguem ser ateus! Como tais, porém, eles não podem negar o papel extraordinário de Jerusalém nos assuntos mundiais nem podem apresentar uma teoria para explicá-la.
Outras pessoas, enquanto alegam algum interesse religioso e tolerância, são todavia cautelosas em levar a Bíblia “muito ao pé da letra”. E até mesmo os literalistas, às vezes, discordam entre si a respeito do que as passagens proféticas da Bíblia realmente significam. Para aumentar a confusão, um grande número de evangélicos está aceitando a antiga opinião católica de que a Igreja substituiu os judeus como povo de Deus. O Estado de Israel é, portanto, visto por muitos como uma criação ilegítima de um sionismo mal direcionado e irritantemente zeloso que teve sorte no momento exato na história.
A maioria dos judeus de hoje considera a existência de Israel como resultado de sorte fortuita combinada com sangue, suor, e lágrimas ao invés do cumprimento de profecia (na qual quase ninguém mais acredita). Para os árabes, é claro, a sugestão de que Deus prometera a Palestina aos judeus e está agora cumprindo essa promessa é absurda. Para os muçulmanos fundamentalistas isso é blasfêmia. Apesar das palavras Palestina e Canaã não aparecerem no Corão, o Islã ensina que essa terra não pertence aos judeus, mas aos árabes. Por isso a própria existência de Israel e, acima de tudo, o seu controle sobre Jerusalém são insultos intoleráveis ao Islã. Somente com a expulsão dos judeus da Palestina é que a honra árabe pode ser restaurada.
Apesar dos árduos esforços militares dos árabes, utilizando a superioridade numérica impressionante de força humana e de máquinas, e contando com o apoio da ex-União Soviética, a pequena nação de Israel não só sobreviveu, mas na verdade tem se tornado cada vez mais forte.
Porém, apesar dos árduos esforços militares dos árabes, utilizando a superioridade numérica impressionante de força humana e de máquinas, e contando com o apoio da ex-União Soviética, a pequena nação de Israel não só sobreviveu, mas na verdade tem se tornado cada vez mais forte. A superioridade da máquina bélica israelita é um fato fascinante e bem estabelecido que acabou forçando os árabes a negociar. E não importa a objeção que os céticos façam, o fato de que (precisamente como a Bíblia previu) a paz do mundo inteiro está ligada ao futuro de Jerusalém não pode ser negado. Tampouco existe uma explicação razoável ou uma refutação lógica dessa situação realmente inconcebível.

Um Racionalismo Religioso?

Alguns céticos têm proposto, como uma justificação puramente racional, a atração espiritual irresistível que essa “Cidade Santa” exerce sobre metade da população mundial. Ela é venerada por cerca de 1 bilhão de muçulmanos, 1 bilhão de católicos romanos, 400 milhões de devotos ortodoxos, e 400 milhões de protestantes. Mas o fato em si apenas cria mais dúvidas e aprofunda o mistério do caráter surpreendente de Jerusalém.
Por exemplo, Jerusalém não é mencionada sequer uma vez no Corão – uma omissão um tanto gritante se ela é mesmo tão sagrada para o Islã como os muçulmanos de hoje crêem. Houve até mesmo uma tentativa frustrada no início do Islã (por razões comerciais) de fazê-la o centro da adoração muçulmana, mas essa tentativa foi rapidamente rejeitada pelo mundo muçulmano. O historiador Will Durant escreve:
Em 684, quando o rebelde Abdullah ibn Zobeir controlou Meca e recebeu os impostos de seus peregrinos, Abd-al-Malik, ansioso por atrair um pouco dessa renda sagrada, decretou que a partir de então essa rocha [onde Abraão havia oferecido Isaque e o templo havia se situado em Jerusalém] deveria substituir a Caaba [em Meca] como o objeto da peregrinação sagrada. Sobre aquela rocha histórica seus artesãos ergueram [em 691] no estilo sírio-bizantino o famoso “Domo da Rocha”, que logo passou a ocupar o terceiro lugar entre as “quatro maravilhas do mundo muçulmano...”
O plano de Abd-al-Malik de fazer esse monumento substituir a Caaba fracassou; se tivesse tido sucesso, Jerusalém teria sido o centro de todas as três religiões que competiram pela alma do homem medieval. Mas Jerusalém não era nem a capital da província da Palestina [sob os árabes]...1
Durante os séculos em que Jerusalém esteve sob completo controle árabe, nenhum governador árabe ou líder islâmico jamais a fez o objeto da peregrinação religiosa – novamente uma estranha indiferença pela cidade que agora é considerada o terceiro local religioso mais sagrado no Islã, depois de Meca e Medina. Nós somos confrontados com uma questão óbvia: como e por que o status de Jerusalém mudou tão dramaticamente nos tempos modernos? O fato da enorme rocha achatada dentro do Domo ter sido o local do sacrifício de Isaque por Abraão e também do Templo não foi o suficiente para mover a alma muçulmana. Ela tinha que ser o cenário de um mito associado com Maomé para estimular tal sentimento.

Uma Incoerência Muçulmana

A importância de Jerusalém na concepção popular dos muçulmanos de hoje é derivada da crença de que dentro do Domo na Rocha fica o local sagrado de onde Maomé supostamente subiu ao céu. Essa tradição, no entanto, apesar de agora estar firmemente estabelecida na mente muçulmana, é de origem recente. Ela é, na verdade, uma fantasia inventada pelo tio de Yasser Arafat, Haj Amin el-Husseini, antigo Grão-Mufti de Jerusalém. Ele promoveu esse mito nas décadas de 1920 e 1930 para incitar o sentimento árabe contra a crescente presença judaica em Jerusalém e para justificar a localização do Domo da Rocha no local do Templo.
A importância de Jerusalém na concepção popular dos muçulmanos de hoje é derivada da crença de que dentro do Domo na Rocha fica o local sagrado de onde Maomé supostamente subiu ao céu. Essa tradição, no entanto, apesar de agora estar firmemente estabelecida na mente muçulmana, é de origem recente.
É evidente que tal idéia não era a verdadeira razão para a construção desse monumento ao Islã por Abd-al-Malik em 691, pelo fato de que o único verso do Corão (Sura 17:1) que faz alusão a esse suposto evento, como é afirmado agora, não é encontrado entre os versos do Corão que estão inscritos dentro do Domo. A ausência dessa passagem-chave do Corão explica tudo. Obviamente a interpretação agora dada a esse verso era desconhecida antigamente, e com boa razão. O fato é que qualquer leitura normal do verso, utilizando o significado normal das palavras, é incapaz de sugerir a tradição de Maomé ter visitado aquele local e de lá ter sido levado para o céu. O Corão não diz nada disso, mas sua simples afirmação foi distorcida e se tornou uma tradição islâmica atualmente aceita. Aqui está o verso:
Glorificado seja Ele que carregou Seu servo à noite do Inviolável Lugar de Adoração para o Lugar Distante [al-Aqsa] de Adoração, cuja vizinhança Nós abençoamos, para que Nós apresentemos a ele Nossas ofertas! Eis que Ele, e só Ele, é Quem ouve, e Quem vê.
O comentário que o acompanha diz que o “Inviolável Lugar de Adoração” é Meca e que o “Lugar Distante de Adoração” é Jerusalém. O primeiro é, com certeza, verdade, porque Meca desfrutou dessa posição desde o princípio. O outro, porém, não tem fundamento porque Jerusalém nunca havia sido cenário de adoração islâmica até essa época, nem o seria pelos próximos séculos. Como já notamos, Jerusalém não é mencionada pelo nome no Corão, nem nesse verso nem em qualquer outro lugar. Então, como poderia ser um lugar de oração para o muçulmano que nunca foi direcionado a ela?
Obviamente, o magnífico Domo na Rocha foi erguido naquele local em particular não somente numa tentativa de Abd-al-Malik de obter recursos potencialmente vastos dos peregrinos, mas também para impedir que os judeus algum dia reconstruíssem o Templo. Sem dúvida pensou-se que, sem aquela estrutura sagrada, os judeus não teriam razão para se reunirem novamente em Jerusalém. Assim, há mais de um milênio, estava pronto o cenário para um conflito futuro que hoje ameaça a todos nós com uma Terceira Guerra Mundial – uma guerra por causa de Jerusalém, uma guerra da qual a Terra provavelmente jamais se recuperará.

Internacionalização de Jerusalém

O fato de Jerusalém ser singular é atestado ainda mais porque a maioria das nações do mundo de hoje quer que ela esteja sob controle internacional. O Vaticano até exigiu a internacionalização de Jerusalém durante o debate da ONU em 1947 a respeito da divisão da Palestina. Nenhum desejo semelhante é expresso ou sequer faz sentido para outras cidades, então por que seria imposto a Jerusalém? Isso não é razoável e não tem precedente. No entanto, até agora as nações do mundo concordam entre si que Jerusalém não pode ser a capital de Israel, apesar de Israel ter designado e situado seu Knesset (Parlamento) ali em 1980. O resto do mundo já ditou a uma nação onde ela poderia ou não estabelecer sua capital? Então, por que o fazem a Israel? Certamente governos seculares não crêem no que a Bíblia diz sobre Jerusalém, então porque eles consideram essa pequena e isolada cidade do Oriente Médio tão especial?
Para termos uma comparação, considere o caso da Alemanha Oriental. Quando aquele país derrotado, desafiando o acordo de Potsdam, designou Berlim Oriental como sua capital, as nações consentiram imediatamente sem qualquer murmúrio de protesto. Não com Jerusalém. Não há nenhum acordo internacional que dê a outras nações qualquer controle de Jerusalém. Porém ela é tratada como se pertencesse não a Israel, mas ao resto do mundo.
Na verdade, as maiores potências do mundo, no que aparentemente é um acordo não-escrito entre elas, determinaram que um dia Jerusalém será um centro mundial de “paz” sob controle internacional. Não é coincidência que o Vaticano teve um papel principal nesse programa e recentemente alcançou o favor de Israel para buscar esse estranho propósito. O fato de Jerusalém ser a chave da paz mundial é óbvio demais para ser discutido. Mas o fato de que Jerusalém, dentre todas as cidades do mundo, desempenhe tal papel não faz sentido, a não ser que se aceite o que a Bíblia diz sobre ela.
Como outras nações, os Estados Unidos, apesar de terem apoiado Israel, no entanto colocaram sua embaixada não em Jerusalém mas em Tel Aviv, ao contrário dos desejos de Israel.
Como outras nações, os Estados Unidos, apesar de terem apoiado Israel, no entanto colocaram sua embaixada não em Jerusalém mas em Tel Aviv, ao contrário dos desejos de Israel. Até a mídia mundial acompanha essa negação aberta a Israel de dirigir seus próprios assuntos. Por exemplo, de maneira arbitrária e desafiando a lógica, a BBC e outras emissoras européias de rádio e televisão habitualmente se referem a Tel Aviv como a capital de Israel, uma distorção inexplicável dos fatos que persiste como uma espécie de conspiração mundial gigante. Num recente programa de perguntas na televisão alemã, Tel Aviv foi considerada a resposta correta para a pergunta sobre a localização da capital de Israel. Quão frustrante para Israel que a capital que escolheu não seja considerada como tal pelo resto do mundo!
Só se pode perguntar novamente: “Por que esse tratamento sem precedentes para Jerusalém?” O que a faz tão especial? Por que ela tem tanta importância para todas as nações? Só a Bíblia oferece uma explicação razoável. Se a resposta bíblica para essa questão é rejeitada, então nenhuma outra resposta racional pode ser encontrada. Sua significância religiosa, como já vimos, não é suficiente para explicar completamente a singularidade de Jerusalém, uma singularidade que tem significância totalmente irracional para as potências seculares mundiais. Por que um mundo que não crê nas promessas da Bíblia a respeito de Jerusalém, mesmo assim trata essa cidade como se o que a Bíblia diz é verdade?

Uma Traição nos Bastidores?

Surpreendentemente, os líderes de Israel estavam envolvidos numa considerável intriga de bastidores para concretizar o controle internacional – negociações que equivaliam a uma traição à sua nação. De acordo com o boletim de inteligência Inside Israel, o ex-ministro do Exterior, Shimon Peres, enviou uma carta para Yasser Arafat em outubro de 1993, “comprometendo Israel a respeitar instituições governamentais da OLP em Jerusalém.” Após Peres ter negado a existência da carta, finalmente foi admitido que ela fora enviada. Essa confissão relutante foi seguida por uma revelação ainda mais perturbadora. Mark Halter, um amigo chegado de Peres, “disse ao semanário israelenseShishi que em maio [de 1994] ele entregou uma carta de Peres ao papa que descrevia os planos do então ministro do Exterior em relação a Jerusalém. De acordo com Halter, ‘Peres ofereceu entregar o governo da Cidade Antiga de Jerusalém ao Vaticano’.”
De acordo com o plano secreto (e para a maioria dos israelenses, inimaginável), a cidade teria tanto um prefeito israelense como um palestino, ambos sob a autoridade do Vaticano. O Vaticano deixou claro que considera os locais religiosos em Jerusalém sagrados demais para estarem sob o controle de autoridades locais. Ele quer carregar sobre seus próprios ombros essa responsabilidade e, aparentemente, Peres estava disposto a permitir isso. Num acordo aparente com o Vaticano, os “líderes da comunidade cristã” em Jerusalém entregaram ao governo israelense no final de 1994 um documento não-publicado que também aclamava a internacionalização de Jerusalém.2 Numa tentativa aparente de assegurar a todos os lados que trataria do assunto imparcialmente, o Papa João Paulo II declarou numa entrevista exclusiva para a revista Parade no começo de 1994:
Nós acreditamos que, com a aproximação do ano 2000, Jerusalém se tornará a cidade de paz para todo o mundo e que todas as pessoas poderão se reunir ali, principalmente os fiéis das religiões que encontram sua herança na fé de Abraão [obviamente incluindo os muçulmanos].3
Como outras nações, os Estados Unidos, apesar de terem apoiado Israel, no entanto colocaram sua embaixada não em Jerusalém mas em Tel Aviv, ao contrário dos desejos de Israel.
Outras revelações confidenciais indicam que Jerusalém deveria tornar-se o “segundo Vaticano do mundo”, com todas as três religiões principais operando ali, como o Papa insinuou, sob a autoridade de Roma. Um Estado palestino surgiria em aliança com a Jordânia, com sua capital religiosa em Jerusalém, mas tendo sua capital administrativa em outro lugar, possivelmente Nablus. O Ministério de Relações Exteriores de Israel justificou essa aparente traição prometendo que os novos laços de Israel com o mundo católico iriam levar ao comércio, turismo, e prosperidade e que um governo católico de Jerusalém daria uma mão forte para a rápida solução de futuras disputas entre judeus e árabes. Um pronunciamento vindo da Jordânia no final de 1994 pareceu confirmar o que foi declarado acima:
A Jordânia renunciou na semana passada às suas ligações religiosas com a Judéia, Samaria e Gaza, mas reteve suas reivindicações religiosas com respeito a Jerusalém... Relações entre a Jordânia e a Autoridade Nacional Palestina (AP) se desgastaram após a assinatura de uma declaração jordaniano-israelense em 25 de julho, na qual Israel reconhecia um papel especial da Jordânia quanto aos locais muçulmanos de Jerusalém...
Em Jericó, o ministro de Relações Islâmicas da AP recebeu com prazer a decisão da Jordânia de cortar suas relações religiosas com os territórios.4
Na Conferência de Cúpula de Washington que se seguiu, o [entrementes falecido] rei Hussein da Jordânia, esperando defender o seu direito ao controle jordaniano dos locais sagrados de Jerusalém, declarou que “só Deus tem o direito de decidir quem será dono do Monte do Templo e de Jerusalém.” Como um comentarista judeu afirmou, no entanto, “Ele está certo, é claro. Mas a questão então se torna, Deus de quem? Pois... o Alá de Hussein não menciona Jerusalém nem uma vez no Corão, enquanto a Bíblia hebraica e o Novo Testamento se referem ambos à cidade mais de 800 vezes. O Deus de Israel já exerceu Seu direito de decidir. E Ele deu Jerusalém aos judeus como sua herança eterna... [um fato que] desafia a insidiosa teologia ‘interconfessional’ que iguala Deus ao Alá do Islã.”5
O mesmo escritor, ao comentar um livro recente de Eliyahu Tal intitulado Whose Jerusalem?(Jerusalém de Quem?), acusa os “possíveis redivididores” de Jerusalém de terem “a intenção de arrancar o próprio coração da alma judia.” Sua resenha apresenta a essência de um livro convincente:
Tal fala sem rodeios. E para aqueles que ainda escolhem legitimidade histórica ao invés das reivindicações dos xiitas iranianos, árabes palestinos, hachemitas, marroquinos e árabes sauditas, inspiradas pelo Islã, e ‘lubrificadas’ com petróleo, a informação reunida em Whose Jerusalem? oferece uma base sólida com a qual rebater os apelos cada vez maiores para a redivisão de Jerusalém, ou sua rejeição como a capital exclusiva do Estado judeu...
Apenas os judeus viveram e morreram por séculos na esperança de serem fisicamente restaurados a esta cidade. Só quando um rei judeu reinava aqui é que aShechinah (glória de Deus) brilhava visivelmente em Jerusalém, e, portanto, foi somente para os judeus que a própria cidade tem sido santa por todos esses anos.”6

A Sinceridade Ameaçadora de Arafat

Jerusalém parece ter uma importância singular, também, no programa de Deus dos eventos dos últimos dias. Jesus declarou: “Até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles” (Lucas 21.24). Será que a tomada de Jerusalém pelos judeus em 1967 marcou o fim da era gentílica e trouxe Israel de volta ao centro do palco no programa de Deus? Se assim for, Jerusalém deve continuar em mãos judias até Armagedom. Isso não significa, porém, que a batalha pelo controle de Jerusalém terminou. Na verdade, sem dúvida, ela se intensificará à medida que a revelação do Anticristo se aproxima.
Essa batalha certamente já está esquentando. No começo de 1994, num discurso numa mesquita de Johannesburgo, Yasser Arafat pediu a jihad (guerra santa) contínua por parte dos árabes para retomar Jerusalém. Quando o conteúdo de seu discurso, obviamente direcionado apenas aos ouvidos árabes, tornou-se de conhecimento público, criou um distúrbio compreensível no ambiente governamental israelense. Arafat tentou disfarçar sua afirmação dizendo que jihad também significa um confronto pacífico.
Não existe, no entanto, tal conceito no Corão; e “confronto pacífico” certamente não foi nem ensinado nem praticado por Maomé. Na verdade, outra afirmação naquele discurso de Arafat não deixa nenhuma dúvida da sua intenção: “Esse acordo [entre a OLP e Israel], eu não o considero mais que o acordo que foi assinado entre nosso Profeta Maomé e os Quraish.” Essa referência foi ameaçadora.
Os Quraish, a própria tribo de Maomé, controlava Meca mas não com poder suficiente para aguentar a crescente força militar de Maomé. Então seu povo assinou um tratado de paz com Maomé, que, por pretexto, o Profeta quebrou dois anos mais tarde, matando os líderes dos Quraish e conquistando Meca. Assim, Arafat estava dizendo que o acordo da OLP com Israel é apenas um passo na declarada conquista de Israel, a ser quebrado bem facilmente e, com a consciência bem tranqüila, na medida em que o próprio Maomé deu o exemplo de traição justificável. O analista israelense Moshe Zak escreveu:
Não foram mentiras ou estupidez que caracterizaram as afirmações de Arafat em Johannesburgo, mas uma estupenda sinceridade. Suas declarações diretas e claras lembravam Mein Kampf (Minha Luta), no qual o autor [Hitler] foi direto a respeito de seus planos, de tal forma que seus adversários não o levaram a sério. Todos nós sabemos agora que ao se tornar realidade o programa satânico de Hitler já era muito tarde para pará-lo.
Arafat não deixou escapar segredos em Johannesburgo: ele aproveitou sua convocação para uma jihad e citou o acordo de Maomé com a tribo Quraish para testar a sua tese de que Israel iria engolir isso também.
O líder da OLP tinha certeza de que os protestos israelenses fortaleceriam sua posição entre seu próprio povo – pois ele jamais poderá dar a impressão de estar cooperando com Israel contra o Hamas e o Jihad Islâmico [dois importantes grupos terroristas]. Sua retórica sobre uma guerra santa para libertar Jerusalém foi criada para remover toda suspeita de tal cooperação...
Seja qual for a interpretação das afirmações de Arafat, uma coisa é certa: as massas palestinas entendem sua mensagem sobre uma guerra santa para libertar Jerusalém.7
Não se engane: O mundo terá guerra ou paz dependendo do que acontecer na “cidade de nosso Deus.” Na verdade, nós sabemos o que acontecerá ali porque a Bíblia profetizou isso com muitos detalhes. Vamos nos referir a essas profecias nas próximas páginas.

Gostando ou Não

Será mera coincidência que Jerusalém, a chave atual da paz mundial, foi originalmente chamada Salem, que significa “paz”?
Será mera coincidência que Jerusalém, a chave atual da paz mundial, foi originalmente chamada Salem, que significa “paz”? Ela foi governada naqueles antigos dias por uma das figuras mais enigmáticas na história: Melquisedeque, rei de Salem. Ele aparece subitamente do nada nas páginas das Escrituras, depois desaparece. Esse era território pagão, mas Melquisedeque era “o[não um] sacerdote do Deus Altíssimo” (Gênesis 14.18; cf. Hebreus 7.1). Abraão, conhecido como “o amigo de Deus”, admirava Melquisedeque como alguém maior que ele mesmo, honrou-o com uma oferta, e aceitou sua bênção (Gênesis 14.19,20; Hebreus 7.1,2).
Conversando com Deus, Salomão chamou Jerusalém de “a cidade que tu escolheste...” (1 Reis 8.44). Jerusalém, com o seu destino profético pronto para atingir força total, apresenta uma mensagem clara para o mundo: a humanidade não é o produto do acaso e de forças evolucionárias cegas. Nada no universo, nem a própria energia nem as míriades de formas em que se manifesta, pode ser explicado pelo acaso. Claramente as leis da física e química não iniciaram seu controle organizado sobre a matéria mas foram criadas por um Legislador; e tão obviamente quanto isso, o átomo e a célula viva, com sua organização e função incompreensíveis, só poderiam ter sido criados e concretizados por um Criador infinito. Em concordância com o universo que a cerca, Jerusalém declara ao mundo que a humanidade tem um lugar especial na criação de Deus e que um destino glorioso espera aqueles que reconhecerem e obedecerem ao Deus de Israel que escolheu Jerusalém como Sua cidade.
Se alguém gosta das implicações ou não, permanece o fato de que o papel, racionalmente inexplicável, desempenhado por Jerusalém foi profetizado na Bíblia milhares de anos atrás. E se alguém gosta das implicações ou não, permanece também o fato de que essas profecias bíblicas oferecem a única explicação racional para o lugar singular de Jerusalém no cenário mundial de hoje. Os fatos permanecem por si sós, e não podem ser refutados apesar de muitos israelenses e sionistas rejeitarem seu sabor milagroso.
Sem a Bíblia não é possível fazer sentido da história humana. Nós nos deparamos com apenas duas escolhas: ou a humanidade é simplesmente um acidente, que aconteceu em um dos bilhões de planetas (e se aqui, talvez em outros espalhados pelo cosmo), ou fomos criados por Deus para Seus próprios propósitos. É só o Deus da Bíblia que dá propósito e significado à Sua criação, e Ele decretou que Israel terá um papel importante em Seu plano.
Jerusalém! Ela é diferente de qualquer outra cidade na terra. Ela fica no centro da história e no próprio coração dos propósitos de Deus para este planeta e todos os seus habitantes. Essa é a “Cidade de Deus”, onde Deus escolheu colocar Seu nome e para a qual Ele dará a última palavra. Quer goste ou não, o mundo inteiro não pode escapar das implicações dessa escolha. (Dave Hunt -http://www.chamada.com.br)

Dave Hunt (1926-2013) — Devido a suas profundas pesquisas e sua experiência em áreas como profecias, misticismo oriental, fenômenos psíquicos, seitas e ocultismo, realizou muitas conferências nos EUA e em outros países. Também foi entrevistado freqüentemente no rádio e na televisão. Começou a escrever em tempo integral após trabalhar por 20 anos como consultor em Administração e na direção de várias empresas. Dave Hunt escreveu mais de 20 livros, que foram traduzidos para dezenas de idiomas, com impressão total acima dos 4.000.000 de exemplares.

Fonte: http://www.beth-shalom.com.br/artigos/jerusalem_cidade_de_deus.html